27/08/2008
24/08/2008
o Santuário do Espirito santo
Texto Bíblico: I Co 6.19 Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
LIBERDADE CRISTÃ NÃO É LICENCIOSIDADE
1. O CRISTÃO COMO SANTUÁRIO DO ESPÍRITO Não pode contagiar o corpo – Mc 7.18 E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, Não pode prostituir o corpo – I Co 6.18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Não pode adulterar o corpo – Mt 5.28 Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.
2. O CRISTÃO COMO HABITAÇÃO DO ESPÍRITO Precisa ter uma vida purificada – I Jo 3.3 E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. Precisa ter uma vida santificada – Ef 5.26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Precisa ter uma vida regenerada – Tt 3.5 Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
3. O CRISTÃO COMO POSSESSÃO DO ESPÍRITO Somos pertencentes ao Senhor – – Dt 14.2 Porque és povo santo ao SENHOR teu Deus; e o SENHOR te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu próprio povo. Somos exclusividade do Senhor - Tt 2.14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras Somos incorporados no Senhor - Gl 2.20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Elaborado pelo pastor Adilson Guilhermel
17/08/2008
A PAZ
Pr. Altair Germano
INTRODUÇÃO
A palavra paz entrou no Novo Testamento com uma história grandiosa. É a tradução da palavra hebraica shalom. É verdade que shalom significa paz, e como paz é traduzida na maior parte das referências em nossas Bíblias, embora existam outras possibilidades tais como: saúde (Sl 38.3), bem-estar (Gn 43.27), prosperidade (Jó 15.21). Shalom realmente significa tudo quanto contribui para o bem do homem, tudo que faz com que a vida seja verdadeiramente vida. Entre nós, paz passa a ter um significado um pouco negativo, ou seja, a ausência das guerras e dos problemas. Por exemplo, se numa batalha, as hostilidades propriamente ditas chegassem ao fim, sem haver mais lutas, provavelmente diríamos que houve paz; mas bem certamente o hebreu não chamaria de paz uma situação onde há terras queimadas, e onde as pessoas ainda se olham com um certo tipo de suspeita. No pensamento hebraico a paz é algo muito mais positivo; é tudo quanto contribui para o maior bem dos homens. A saudação shalom não expressa simplesmente o desejo negativo de que a vida da pessoa fique livre de problemas; expressa esperança e a oração positiva de que ela possa desfrutar de todas as boas dádivas e bênçãos da mão de Deus. Ao pensar no significado de paz, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, é essencial ter em mente o significado positivo da palavra.
A palavra grega para paz é eirene, que descreve a serenidade, tranqüilidade, o perfeito contentamento da vida totalmente feliz e segura. O caminho da retidão será a paz, e o efeito da retidão será a quietude e segurança para sempre (Is 32.17). O salmista deitar-se-á em paz e dormirá, porque é Deus quem o faz repousar seguro (Sl 4.8). Jeremias contrasta a terra da paz com a floresta do Jordão. (Jr 12.5). Esta palavra “paz” traz a calma e a serenidade da vida da qual o medo e a ansiedade foram banidos para sempre. No Novo Testamento a palavra paz, eirene, ocorre oitenta e oito vezes, e em todos os livros. O Novo Testamento é o livro da paz.
A ORIGEM DA PAZ
A paz provém da fé – A oração de Paulo pelos cristãos em Roma é que o Deus da esperança os enchesse com todo o gozo e paz no seu crer (Rm 15.13). A paz provém da certeza da sabedoria, do amor, e do poder de Deus. A paz provém de apostar sua vida na fé de que aquilo que Jesus disse a respeito de Deus é verídico.
A paz provém da fé que se aplica às obras – Há glória e honra para todos quantos praticam o bem, para o judeu e o grego igualmente (Rm 2.10). A paz provém da obediência que se fundamenta na total confiança em Deus. A vida cristã tem em primeiro plano a atividade intensa, e, como pano de fundo uma passividade sábia em que o cristão descansa em Deus.
A paz provém de Deus – Paulo fala da paz de Deus que excede todo entendimento (Fp 4.7). Com toda a probabilidade, isto não quer dizer tanto que a paz de Deus ultrapassa o poder da compreensão da mente humana, mas que a paz de Deus ultrapassa a capacidade de planejar da mente humana. A paz é muito mais uma coisa que Deus dá, do que algo que o homem cria.
A paz é um Dom de Jesus Cristo – Quando o Cristo ressurreto voltou para Seu próprio povo, sua saudação foi: “Paz seja convosco” (Jo 20.19, 21, 26). Conforme disse o Dr. James Stewart, quando Jesus Cristo ausentou-se fisicamente dos homens, não tinha bens nem posses para lhes deixar. Mesmo assim, Jesus sua última vontade e testamento: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27). Em última análise a paz não é algo que o homem alcança – é algo que ele aceita.
A PAZ E OS RELACIONAMENTOS
O significado mais freqüente no Novo Testamento para a paz, envolve o “relacionamento certo em todas as esferas da vida”:
A paz é o relacionamento certo dentro do lar – Em 1 Co 7.12-16 Paulo orienta para que nas relações conjugais, sempre se procure manter a paz. Uma família e um casamento sem paz traz um grande prejuízo para o indivíduo. Que haja paz na tua casa!
A paz é o novo relacionamento entre judeus e gentios – Jesus, disse Paulo, é a nossa paz, porque de dois povos fez um, e derrubou o muro de hostilidades que estava no meio. Criou nEle mesmo um novo homem para tomar o lugar dos dois, fazendo a paz por este modo (Ef 2.14-17). No templo dos judeus no tempo de Jesus, havia literalmente uma parede que fazia divisão entre os gentios e judeus. Havia um sentimento mútuo de hostilidades. Em Cristo não há nem judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher (Gl 3.28). Em Jesus Cristo as barreiras estão derrubadas, e só nEle pode ser estabelecido o relacionamento certo entre uma nação e outra, entre uma raça e outra.
A paz descreve o relacionamento entre os irmãos na Igreja – Os cristãos devem manter a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4.3). Aos colossenses “Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações” (Cl 3.15). Dentro da Igreja a paz de Deus deve governar todas as decisões.
paz descreve os relacionamento entre um cristão com todos os homens – É dever de cada crente esforçar-se por criar e manter um relacionamento de paz com todos os homens (Hb 12.14).
A paz descreve o relacionamento entre o homem e Deus- Mediante a obra de Jesus Cristo, pelo sangue, temos paz com Deus (Rm 5.1; Cl 1.20. Através da sua obra, o medo, a alienação, o terror e a distância já não existem e temos intimidade com Deus.
ILUSTRAÇÃO
“ Um rei ofereceu um grande prêmio para o artista que melhor pudesse retratar a idéia de paz. Muitos pintores enviaram seus trabalhos ao palácio, mostrando bosques ao entardecer, rios tranqüilos, crianças correndo na areia, arco-íris no céu, gotas de orvalho em uma pétala de rosa.
O rei examinou o material enviado, mas terminou selecionando apenas dois trabalhos.
O primeiro mostrava uma lago tranqüilo, espelho perfeito das montanhas poderosas e do céu azul que o rodeava. Aqui e ali se podiam ver pequenas nuvens brancas e, para quem reparasse bem, no canto esquerdo do lago existia uma pequena casa, com a janela aberta, a fumaça saindo da chaminé – o que era sinal de um jantar simples, mais apetitoso.
O segundo quadro também mostrava montanhas, mas estas eram escabrosas, os picos afiados e escarpados. Sobre as montanhas, o céu estava implacavelmente escuro e das nuvens carregadas saíam raios, granizo e chuva torrencial.
A pintura estava em total desarmonia com os outros quadros enviados para o concurso. Entretanto, quando se observava o quadro cuidadosamente, notava-se numa fenda da rocha inóspita um ninho de pássaro. Ali, no meio do violento rugir da tempestade, estava sentada calmamente uma andorinha.
Ao reunir sua corte. O rei elegeu essa Segunda pintura como a que melhor expressava a idéias de paz. E explicou: Paz não é aquilo que encontramos em lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Esse é o verdadeiro e único significado da paz.”
TEXTO COPILADO.
13/08/2008
A VINDA DE CRISTO.
O Arrebatamento, a Segunda Vinda e o Milênio A escatologia é o aspecto da doutrina bíblica que lida com as “ultimas coisas” (do grego eschatos, “final”). Em 1 Jo 2.18, João descreve os momento em que escreveu como sendo a “última hora”, evidenciando que ele, como em todas as gerações, vivia em expectativa imediata da segunda vinda de Cristo e via o seu tempo como um no qual a presente evidência parecia afirmar que a sua geração era mesmo a última. Não é uma atitude doentia: Cristo Jesus deseja que as pessoas aguardem ansiosamente a sua volta ( Mt 25.1-3; 2Tm 4.8). João não aponta apenas para o avançado da hora da história como ele a vê; ele também se volta para o assunto do anticristo, um tema comumente discutido quando se estuda a escatologia. O espírito do anticristo, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a restauração da nação de Israel e o reino milenar de Cristo na Terra estão todos ente os muitos assuntos que a Bíblia descreve como “últimas coisas”. A Bíblia claramente diz que essas coisas devem acontecer. Entretanto, o momento exato não está claro: em muitos casos não é dada a seqüência ou maneira correta do cumprimento de tais acontecimentos. Este site não segue qualquer ponto de vista conclusivo em relação a esses assuntos popularmente discutidos. Pelo contrário, ele procura ajudar os companheiros cristãos a compreender o ponto de vista dos outros e a fim de auxiliar no diálogo e repudiar o fanatismo. Provavelmente não seja razoável para um cristão ser separado de outro na interpretação de coisas ainda futuras, coisas das quais não se pode saber o resultado final até que realmente ocorram. Tanto o arrebatamento da igreja (incluindo a segundo vinda de Cristo) quanto o milênio (ou o período de mil anos do reino de Cristo) são peças centrais no futuro profético. Honestidade em relação a esses dois acontecimentos, que são absolutamente certos nas Escrituras, mostra que não são absolutamente precisos em se designar uma época especifica ou método ou ordem definitiva de ocorrência. São apresentados oito possibilidades, todas com base bíblicas, sobre a ordem das coisas dos últimos dias. Isto sugerem, que nenhuma dessas correntes é a correta, mas, que são teorias apenas. Portanto, não deve-se jamais discuti-las ou serem ensinadas como verdade absoluta. Visão pré-milenista pré-tribulacionista
Visão pré-milenista pós-tribulacionista
Visão pré-milenista mid-tribulacionista
Visão pré-milenista pré-tribulacionista com arrebatamento parcial
Visão pré-milenista do arrebatamento pré– ira
Visão pós-milenista evangélica
Visão amilenista de Sto Agostinho
Visão amilenista (uma segunda versão) TEXTO COPILADO.
MATÉRIA 10. A DOUTRINA DA BIBLIA
BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BÍBLIA I. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (ICo.2:10). A) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: “É assim que Deus disse?” (Gn.3:1). Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Vejamos alguns argumentos: 1) A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e uma porcentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante dura mil anos. A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303 A.D. o imperador Dioclécio
decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo. 2) A Natureza da Bíblia: a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar. c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem contradições.
3) A Influência da Bíblia: O Alcorão, o Livro dos Mórmons, o Zenda Avesta, os Clássicos de Confúncio, todos tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia apagada de Deus e do pecado, ao ponto de ignorá‐los. A Bíblia, porém, tem produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, na literatura, na música, na política, na ciência etc.
4) Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. Entre os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos. Conseqüentemente é de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem, é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais.
5) Argumento da Experiência: O homem é incapaz por sua própria força descobrir que: a) Precisa ser salvo. b) Pode ser salvo. c) Como pode ser salvo. d) Se há salvação. Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar‐se e seu caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus.
6) Argumento da Profecia Cumprida: Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente, sendo que a mais próxima do primeiro advento, foi
pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento. As profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram (Dt.28; Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is.7:6‐8; Os.1:6,7; IRs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9‐12); sobre a destruição final de Samaria (Mq.1:6‐9); sobre a restauração de Jerusalém (Jr.29:10‐14), etc. 7) Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazê‐lo. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: “Disse o Senhor a Moisés” (Ex.14:1,15,26;16:4;25:1; Lv.1:1;4:1;11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) “O Senhor é quem fala” (Is.1:2); “Disse o Senhor a Isaías” (Is.7:3); “Assim diz o Senhor” (Is.43:1). Outras expressões semelhantes são encontradas: “Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor” (Jr.11:1); “Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel” (Ez.1:3); “Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias” (Os.1:1); “Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel” (Jl.1:1), etc. Expressões como
estas são encontradas mais de 3.800 vezes no Velho Testamento. Portanto o A.T. afirma ser a revelação de Deus, e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.14:37; ITs.2:13; IJo.5:10; IIPe.3:2). B) Natureza da Revelação: Deus se revelou de sete modos: 1) Através da Natureza: (Sl.19:1‐6; Rm.l:19‐23). 2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das dispensações em todos os seus detalhes (Gn.48:15;50:20; Rm.8:28; Sm.57:2; Jr.30:11; Is.54:17). 3) Através da Preservação: (Cl.1:17; Hb.1:3; At.17:25,28). 4) Através de Milagres: (Ex.4:1‐9). 5) Através da Comunicação Direta: (Nm.12:8; Dt.34:10). 6) Através da Encarnação: (Hb.1:1; Jo.8:26;15:15). 7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange importantes aspectos:
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário , devocional, histórico, profético e prático. b) Ela é parcial: (Dt.29:29). c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10); d) Ela é progressiva: (Mc.4:28). e) Ela é definitiva: (Jd.3). II. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando‐os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê‐la com exatidão, impedindo‐os de cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).
A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos: 1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a referência a Deus: “Toda Escritura é divinamente inspirada” (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito. 2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá‐la para a forma escrita. Em IIPe.1:21 encontramos a referência aos homens: “Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor.
B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir.
Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39‐41; Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7‐11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa Satanás (Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20‐23), mas não retira a responsabilidade do homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44). C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus
(Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17). 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus. 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. Esta,
primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais. 1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1). 2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21). 4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7; Ec.1:7; Is.40:22). E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação, como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo.1:1‐4; Lc.1:1‐4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado.
1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina, enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius, Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria.
2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens (Rm.9:1‐3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés transcreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana. 3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas
excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos. 4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspiração é “um despertamento e excitamento da consciência religiosa, diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentosde negligência ou distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.
1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê “…estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra”. Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em “restaurada”, sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras “como a outra” para harmonizá‐lo com Mateus. Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T. conformar‐se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram “no profeta Isaias” para “nos profetas” porque verificaram que a citação não é só de Isaias.
2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras “nem o Filho”, pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino). Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em Lc.1:3, a frase “e ao Espírito Santo” como “empréstimo” de At.15:28.
3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões. Um caso de interpolação encontra‐se em Mt.26:15 onde as palavras “trinta moedas de prata” foram alteradas para “trinta estateres” nos MSS D, a e b, afim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h) que conheciam os dois textos, juntaram‐no produzindo a frase “trinta estateres de prata”. 4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: “Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana, peça‐a a Deus…”.
XI. INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná‐los compreensivos. A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência, requer um estudo especial separado da Bibliologia.
Texto copilados de vários trabalho.
intuitivos dos homens santos”. Lutero,
Neander, Tholuck, Cremer, F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong. 5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá‐las em sua própria linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13; Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16).
6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência, orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa. 7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orientá‐los (conduzi‐los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta, preservando‐os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade divina.
a) Observação Pessoal: (IJo.1:1‐4). b) Fonte Oral: (Lc.l:1‐4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1). d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1‐ll; Gl.1:12). e) Gênero: (Gn.3:15). f) Número: (Gl.3:16). g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13). h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13). i) Voz: (Ef.5:18) j) Explicação dos itens e,f,g,h,i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça…). Em Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também, referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra‐se, no grego, no modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado, quando aceitamos a Cristo, estende‐se por
toda a nossa vida, abrangendo o perdão dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e Lc.16:l7). C) O Termo Logos ‐ Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17). 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.
2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. III. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espírito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45; IJo.2:27). A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espírito Santo ensina. A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espírito Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16‐18; 4:23; Cl.1:9).
A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1‐3; Hb.5:12‐14). A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1‐3; IJo.1:1‐4); inspiração com revelação (Ap.1:1‐11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10‐12); iluminação sem inspiração (Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10‐12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1‐22). E’ digno
de nota que encontramos estes três ministérios do Espírito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9‐13); a revelação no versículo 10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. IV. AUTORIDADE: Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada. A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado trecho bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado livro bíblico possui autoridade, e por ter credibilidade, determinadas informações bíblicas possuem autoridade, sejam históricas, geográficas ou científicas.
Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de um livro trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua veracidade. Deus é o Autor da Bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que está registrado na Bíblia procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração, mas não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5‐11), etc. Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração), e por isso não têm autoridade. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem autoridade. VI. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas,
entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum. A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc. Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido. A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras. A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação,
perpetua os erros e as trevas que professa remover. Pode‐se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?. Diz‐se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o errado, que o homem não pode realizar. Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de uma borda até a
outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. Sendo assim, tem‐se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor. Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra‐se em ICo.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram 24.000. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000. A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto é, os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos:
A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais. 1) Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos), mas há alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de um mi. Em At.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta maiúsculo. Há também confusão de sílabas, como é o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida). O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma delas, ou pelo homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início. O Códice Vaticano, em Jo.17:15, não contém as palavras entre parênteses: “Não rogo que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno”. Consultando o
N.T. grego veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica, em autos ek tou, no manuscrito que o escriba de B copiava. Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam. O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: “Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto”, sendo este em caso de adição, chamado ditografia, que é a repetição de uma letra, sílaba ou palavras. 2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes casos, onde as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta última encontrada nos manuscritos K e L. No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam‐se de modo igual dentro das respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi
confundido por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como “tragada foi a morte no conflito”. Em Ap.15:6 onde se lê “vestidos de linho puro” a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A e C “vestidos de pedra pura”. Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido, torna‐se erro grosseiro e hilariante.
3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da preposição ek por apo, até a transposição de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse “porque elas dão testemunho de mim” (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu “porque elas pecam a respeito de mim” (hamartanousai). B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.
1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê “…estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra”. Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em “restaurada”, sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras “como a outra” para harmonizá‐lo com Mateus. Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T. conformar‐se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram “no profeta Isaias” para “nos profetas” porque verificaram que a citação não é só de Isaias.
2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras “nem o Filho”, pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino). Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em Lc.1:3, a frase “e ao Espírito Santo” como “empréstimo” de At.15:28.
3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões. Um caso de interpolação encontra‐se em Mt.26:15 onde as palavras “trinta moedas de prata” foram alteradas para “trinta estateres” nos MSS D, a e b, afim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h) que conheciam os dois textos, juntaram‐no produzindo a frase “trinta estateres de prata”. 4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: “Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana, peça‐a a Deus…”.
XI. INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná‐los compreensivos. A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência, requer um estudo especial separado da Bibliologia.
Texto copilados de vários trabalho.
MATÉRIA 9. DOUTRINA DAS ULTIMA COISAS
ESCATOLOGIA: A DOUTRINA DA ULTIMAS COISAS Escatologia significa Doutrina das Últimas Coisas e, portanto, tem como escopo o estudo das profecias concernentes ao fim desta era e a volta de Cristo I. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO A) Sua Realidade: Já no tempo dos apóstolos a segunda vinda de Cristo era negada (IIPe.3:4), e ainda hoje encontramos pessoas que negam a realidade desta doutrina. Por isso é necessário demonstrar, pelas Escrituras, a sua realidade. Ela é estabelecida por vários testemunhos bíblicos: 1) Pelo Testemunho dos Profetas (Zc.14:3‐5; Ml.3:1; Ez.21:26,27). 2) Pelo Testemunho de João Batista (Lc.3:3‐6). 3) Pelo Testemunho de Cristo (Jo.14:2,3).
4) Pelo Testemunho dos Anjos (At.1:11).
5) Pelo Testemunho dos Apóstolos (Mc.13:26; Lc.21:27; IJo.3:1‐3; Tg.5:7; IPe.1:7,13; ITs.4:13‐18; Hb.9:27). B) A Natureza da Segunda Vinda:
1) Não é Espiritual:
a) Como a vinda do Espirito Santo no Pentecostes.
b) Como na conversão do pecador.
c) Como na conversão do mundo, pela expansão do cristianismo (Lc.18:8; IITs.2:13‐12; ITm.4:1; Lc.17:26‐30).
2) É Literal: a) Pessoal e Corporal: A parousia indica presença pessoal (At.1:11; ITs.4:14‐17). A palavra parousia é usada nas seguintes passagens: (Mt.24:3,27,37,39; ICo.1:8;15:23; ITs.2:19; ITs.3:13;4:15;5:23; IITs.2:1; Tg.5:7; IIPe.1:16;3:4,12;
IJo.2:28; e nas seguintes passagens referindo‐se a homens: (ICo.16:17; Fp.2:12; IICo.10:10). b) Visível: A apokalupsis indica a visibilidade da vinda do Senhor (Ap.1:7,9‐11; Mt.24:26,27,30; Lc.21:27; Tt.2:13; IJo.3:2,3; Is.52:8; Os.5:15). O termo apokalupsis é usado nas seguintes passagens: (Rm.8:19; IITs.1:7; IPe.1:7,13;4:13). Obs.: O termo epiphaneia (aparição, manifestação) é usado tanto para o primeiro advento (IITm.1:10), como para o segundo (IITs.2:8; ITm.6:14; IITm.4:1,8; Tt.2:13). 3) É Súbita (Ap.22:7,12,20; Mt.24:27). 4) É Iminente, do ponto de vista profético (Tt.2:13; Hb.9:28; ITs.1:9,10; Rm.13:11). 5) É Próxima, do ponto de vista histórico (Lc.21:28; Mt.16:3;24:33;24:3).
6) Em duas Fases (Sf.2:3). a) A primeira fase: O arrebatamento da igreja, nos ares (ITs.4:16,17; Jo.14:3); a parousia.. b) A segunda fase: A revelação ao mundo, na terra (IITs.1:7‐9;2:7,8; Cl.3:4; Ap.1:7; Jl.3:11; ITs.3:11; Zc.14:4,5; Jd.14). 7) Analogias: Há na Bíblia algumas analogias interessantes a estes dois aspectos da segunda vinda. a) Davi: A volta de Davi da outra banda do Jordão depois de Abraão e seus seguidores terem sido derrotados, a ida de Judá ao seu encontro, e a volta dos dois juntos para Jesuralém (IISm.19:10‐15,40; IISm.20:1‐3). b) Joiada: A revelação particular de Joiada aos capitães e aos cários, e sua revelação pública um pouco mais tarde (IIRs.11:4‐12).
c) Pedro: O encontro de Pedro com Jesus, andando sobre as águas. Pedro foi até Ele, e os dois voltaram juntos para o barco (Mt.14:22‐34). d) Paulo: Quando Paulo aproximou‐se de Roma, os irmãos foram ao seu encontro e todos voltaram juntos para a capital (At.18:15,16). e) Isaque: O encontro de Isaque com Rebeca (Gn.24). Neste trecho Abraão é um tipo de um Rei que faria o casamento de seu Filho (Mt.22:2). O Servo anônimo um tipo do Espirito Santo, que não fala de si mesmo mas das coisas do Noivo para conquistar a noiva (Jo.16:13,14), e que enriquece a noiva com presentes do Noivo (ICo.12:7‐11; Gl.5:22‐23), e que traz a noiva ao encontro do Noivo (At.13:4;16:6‐7; Rm.8:11; ITs.4:14‐17). Rebeca é um tipo da igreja, a virgem noiva de Cristo (Gn.24:16; IICo.11:2; Ef.5:25‐32). Isaque, um tipo do Noivo, a quem não havendo visto, a noiva ama através do testemunho do Servo anônimo (IPe.1:8), e que sai ao encontro de Sua noiva para recebê‐la (Gn.24:63; ITs.4:14‐17). Estes incidentes não provam a teoria, mas ilustram a dupla natureza da volta de Cristo.
Pré‐Tribulacional: A primeira fase (Ap.3:10).
9) Pré‐Milenista: A primeira e segunda fase (IITm.2:12). C) Os Sinais Precedentes da Segunda Vinda: 1) Sinais nos Céus (Lc.21:25a). 2) Sinais na Terra (Lc.21:25b; Mt.19:28;24:6‐8). a) Terremotos (Mt.24:7). b) Pestes (Mt.24:7). c) Guerras e fome (Mt.24:7). d) Progresso científico (Dn.12:4; Na.2:4). e) Apostasia (ITm.4:1; IITm.4:1‐4; IIPe.2:1,2). f) Tempos difíceis (IITm.3:1‐5; Tg.5:1‐8).
II. A TRIBULAÇÃO ‐ Imediatamente após o arrebatamento da igreja inicia‐se um período de tempo, na terra, que a Bíblia chama de tribulação. A) Tipos de Tribulação: Os teólogos se dividem em três diferentes correntes 1) Mid‐Tribulacionistas: Os defensores desta opinião acreditam que a igreja vai passar pela primeira metade da tribulação, e será arrebatada no meio (mid) dos dois períodos de três anos e meio cada. Seus defensores citam At.14:22 para fundamentar esta opinião. 2) Pós‐Tribulacionistas: Estes acreditam que a igreja passará por todo o período da tribulação, e será arrebatada apenas após a tribulação, por ocasião da segunda vinda de Cristo. Eles não distinguem a segunda vinda em duas fases.
3) Pré‐Tribulacionistas: Os defensores desta doutrina acreditam que a igreja não passará pela tribulação, pois será arrebatada antes que ela se inicie(Ap.3:10; Rm.5:9; ITs.1:10;5:9) B) O Período da Tribulação: Segundo as Escrituras o período da tribulação é de sete anos, um período que será abreviado por causa dos eleitos (Mt.24:22). 1) Identificado com a 70 semana: A tribulação é também chamada de septuagésima semana de Daniel. Deus revelou a Daniel que 70 semanas de anos (Ez.4:5,6; Gn.29:27; Lv.25:8; Dn.9:2,24) estavam determinada sobre Israel. Estas 70 semanas inciaram‐se com a volta de Neemias e com a reconstrução dos muros e da cidade de Jerusalém (Dn.9:25; Ne.2:1‐8). O sacrifício de Cristo na cruz ocorreu depois da 69 semana (Dn.9:25), bem como a destruição de Jerusalém em 70 d.C. A última semana, ou seja a septuagésima, mencionada em Dn.9:27, ainda não se cumpriu, demonstrando que há uma quebra na sucessão das
semanas, por um período de tempo indeterminado, entre a 69 e a 70 semana, período este reservado para os gentios (Lc.21:24). 2) Dividido em dois Períodos: Esta última semana divide‐se em dois períodos de três anos e meio cada um. a) Anos: A expressão “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn.7:25;12:7; Ap.12:14) se refere a “um ano, dois anos e metade de um ano”, o que eqüivale a “três anos e meio”. b) Meses: Este período de três anos e meio eqüivale ao período de “quarenta e dois meses” mencionado na Bíblia (Ap.11:2;13:5). c) Dias: O mesmo período também identificado na Bíblia por dias: “1.260 dias” (Ap.11:3;12:6; Dn.12:11,12).
3) A Primeira Metade da Tribulação: a) Aliança de Israel com o Anticristo (Dn.9:27; Jo.5:43; Is.28:14‐18). b) As duas testemunhas (Ap.11;3). 4) A Segunda Metade da Tribulação: Chamada de grande tribulação ou angústia de Jacó (Mt.24:21; Jr.30:7; Dn.12:1). a) Perseguição aos judeus (Ap.11:2;12:6,14). b) Perseguição aos convertidos (Ap.7:13,14). c) A besta política, o Anticristo (Ap.13:1‐10). d) A besta religiosa, o Falso Profeta (Ap.13:11‐18). e) Os 144.000 judeus (Ap.7:4‐8;14:1‐5). f) Abominação desoladora (Dn.9:27;12:11; Mt.24:15; Ap.13:14,15; IITs.2:9).
III. O MILÊNIO Depois da tribulação Cristo voltará à terra com Seus santos e inaugurará o reino milenial (Ap.20:2‐7). A palavra millennium vem do latim mille e annus que significa mil anos. O termo grego usado na Bíblia é chiliasm (quiliasmo). A) Tipos de Milênio: 1) Amilenistas: Os que defendem esta posição não crêem na literalidade do reino milenial. Para eles o milênio é uma realidade puramente espiritual, que se estende do primeiro advento ao segundo advento de Cristo, período este que já se completou quase 2.000 anos, e que culminará na grande tribulação para restauração da igreja e o progresso do testemunho do evangelho.
2) Pós‐Milenistas: Tal como os amilenistas, os pós‐milenistas colocam a segunda vinda e o arrebatamento da igreja depois do milênio e da tribulação. eles identificam a tribulação com a revolta de Gogue e Magogue (Ap.20:8,9). Os pós‐milenistas acreditam que a história avança em direção à cristianização do mundo pela igreja, e que haverá um milênio futuro de duração indeterminada. 3) Pré‐Milenistas: Para estes o milênio é futuro e literal de mil anos na terra, que vem precedido pela tribulação, e é posterior a segunda vinda. Há dois tipos de pré‐milenismo, a saber: a) Pré‐Milenismo Histórico: Colocam o milênio depois da tribulação, mas crêem que a tribulação será um período breve e indeterminado de aflição. b) Pré‐Milenismo Dispensacionalista: Estes vinculam a tribulação à 70 semana de Daniel, e, assim, baseado nela, consideram a sua duração por um período de sete anos.
B) A Natureza do Milênio: 1) Cristo Reinará (Zc.14:9). 2) Davi Reinará (Ez.34:23,24;37:24; IICr.13:5; At.15:16). 3) Os Crentes Reinarão (Dn.7:18; Ap.5:10). 4) Haverá Justiça (Is.32:1; Sl.66:3;81:15; Zc.14:17‐19). 5) Haverá Conhecimento de Deus (Is.11:9; Jr.31:34). 6) Haverá Paz (Is.2:4;9:6,7). 7) Haverá Prosperidade (Is.35:1,2;51:3; Am.9:13).
Haverá Longevidade de Vida (Is.65:20;33:24). IV. AS RESSUREIÇÕES
A) Ensinada pelo Antigo Testamento (Jó 19:25‐27; Sl.16:9‐11;17:15; Is.26:19; Os.13:14; IIRs.4:32‐35;13:20,21 IRs.17:17‐24; Dn.12:2). B) Ensinada pelo Novo Testamento (Jo.5:21,28,29; IPe.1:3 At.26:8,22,23;23:6‐8; Jo.6:39,40,44,54; Lc.14:13,14;20:35,36; ICo.15:22,23; ITs.4:14‐16; Fp.3:11; Ap.20:4‐6,13,14; Jo.11:41‐44; Lc.7:12‐15;8:41,42,49‐56; Mt.27:52,53; Mt.28; Jo.20). C) A Natureza da Ressurreição: 1) Universal (Jo.5:28,29). 2) Dupla (Dn.12:2; Ap.20:4,5).
a) A primeira ressurreição: Em cinco etapas: ‐ Cristo: as primícias (ICo.15:23a; Mt.27:52,53). ‐ Igreja: pré‐tribulacionista (talvez representada por Enoque Hb.11:5;ICo.15:23b; ITs.4:13‐15). ‐ Duas testemunhas: mid‐tribulacionista (Ap.11:11). ‐ Mártires da grande tribulação e santos do Antigo Testamento: pós‐ tribulacionista (Dn.12:1; Is.26:19; Ez.37:12‐14; Ap.20:4). ‐ Salvos do milênio: pós‐milenista. b) A segunda ressurreição (Jo.5:29b; Ap.20:5a,12‐14). D) Características do Corpo Ressuscitado:
1) Do Crente: a) Identificado com o corpo sepultado (Jó 19:25‐27; Lc.24:31; At.7:55,56). b) Semelhante ao de Cristo (IJo.3:2). c) Real (Lc.24:39). d) Livre de limitações terrenas (Jo.20:19). 2) Do Incrédulo: Mortal e corrupto (Mt.5:29;10:28; Ap.20:12,13;21:8; Gl.6:7,8). V. OS JULGAMENTOS: A) O Juiz: 1) Deus (Rm.1:32;2:2,3,5,6;14:12; Sl.9:7,8;96:13).
2) Cristo (Rm.2:16;14:10‐12; At.17:31; Jo.5:22,23,27; IICo.5:10; At.10:42; IITm.4:1). 3) Os Santos como Auxiliares (Sl.149:9; Ap.2:26;3:21; ICo.6:2,3). B) Natureza do Julgamento: 1) Bema = Tribunal (ICo.4:5; Ap.22:12; ICo.3:13‐15; Jo.5:24; IICo.5:10). 2) Israel (Sl.50:1‐7; Is.1:2,24,26; Ez.20:30‐44; Jl.3:2; Ml.3:1,17; Mt.25:31,32; Zc.14:1,2). 3) Gentios (Sl.9:7,8;96:12,13; Zc.14:1,2; Mt.25:31,32). 4) Besta e Falso Profeta (Ap.19:20). 5) Anjos (Mt.25:41; ICo.6:3; Jd.6; IIPe.2:4). 6) Satanás (Ap.20:10).
7) Juízo Final = Trono branco (Ap.20:5a,11; At.24:14; Jo.5:29; Ap.20:12,13,15;21:8; ICo.4:5;15:28; Hb.9:27; Rm.2:5,6; Mt.12:36; IICo.5:10).
MATÉRIA 8. BATALHA ESPIRITUAL
BATALHA ESPIRITUAL Introdução: “Há dois erros iguais e contrários em que nossa raça pode cair com respeito aos diabos. Um é não acreditar na sua existência. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e insalubre neles.” (C.S. Lewis, Screwtape Letters, p.3) Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C.S. Lewis, temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais no diabo. Você está em guerra, não estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual, esta guerra acontece 24 horas por dia, Satanás não descansa, não tira férias, não passa mais tarde.
Hoje a Igreja vive uma diferente perseguição de Satanás, pois hoje ele está agindo dentro da Igreja. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja, mandando matar os cristãos, mas hoje ele está matando os cristãos com as mais variadas heresias. Pastores estão exorcizando cidades, crentes estão sendo possuídos por demônios. “Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.” (2 Co 2:11) I ‐ QUEM É O INIMIGO: Satanás e seus anjos A.) Terminologia bíblica: Satanás é achado em 7 livros do A.T., e por cada autor do N.T.: Satanás:
a.) A.T. hb. satan, “adversário” do verbo “ficar em emboscada (como inimigo); opor‐se”; satã é usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satanás. b.) N.T. gg. satanás é quase sempre o grande adversário de Deus e do homem ‐ o Diabo; das 36 vezes, só três não se referem absolutamente à pessoa de Satanás. (Mt 16:23; Mc 8:33: Jo 6:70). Diabo: gg. diábolos, 33 vezes, “caluniador, difamador”. Outros nomes de Satanás: Nos nomes vemos o caráter de Satanás: “O grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, “O sedutor de todo mundo” Ap. 12:9; “Acusador dos nossos irmãos , Ap.12:10: “Lúcifer” ou “a estrela da manhã” Is.14:12 (cf. 2 Co 11:14: anjo de luz) “Belzebu” maioral dos demônios ‐ Mt 12:24
“Maligno” Mt 13:38 “Belial” ‐ “sem lei; anárquico; desordenado” 2 Co 6:15 “Tentador” ‐ Mt 4:3; 1 Ts 3:5 “Inimigo” Mt 13:28,29 “Homicida” Jo 8:44 “O Pai da mentira” Jo 8:44 “O deus deste século” ‐ 2 Co 4:4 “O Príncipe da potestade do ar” Ef. 2:2 “O Príncipe deste mundo” Jo 14:30; 16:11 “O Abadom” (Hb); “Apoliom” (gg) Ap. 9:11 destruidor; exterminador” (Abadom = sheol ou hades 3 vezes; a morte 2 vezes; provavelmente aqui “o anjo do abismo”, o rei dos demônios.
Demônios, gg. daímon 5 vezes: daimónion 60 vezes vb. daimonízomai 13 vezes: fora de 10 vezes, todos os usos ficam nos Evangelhos. Geralmente = seres espirituais e maus (às vezes, deuses dos pagãos); provavelmente os demônios sãos os anjos de Satanás que caíram com ele. Os demônios tem personalidade; inteligência (2 Co 11:3); vontade (2 Tm 2:26); emoções (Ap 12:17) Eles sabem da sua condenação (Mt 8:29; Lc 8:28‐31) Alguns já estão encarcerados no abismo e alguns destes serão libertados na grande tribulação (2 Pe 2:4; Jd 6; Ap 9:14; 16:14: Lc 8:31, etc.) Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24) Eles tem suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1‐3) Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24; 5:13) Eles podem causar doenças (Mt 9:33; cf. Jo 2:7)
Alguns poderosos enganam as nações (Dn 10:13; Ap 16:13,14; Is 24:21) B. Caráter e Atividade de Satanás: 1.) A pessoa de Satanás (Ez 28:12,17; Is 14:12‐15) No mundo antigo, um rei freqüentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidade‐país (i.é., Tiro, Babilônia, Roma) e o deus nacional. Nestas passagens, os profetas falam não somente ao rei, mas ao deus‐espírito atrás do rei. Satanás foi criado “querubim da guarda ungido, o sinete da perfeição, formoso, poderoso, mas finito. Ele caiu por causa do orgulho (Is. 14:12‐14; Ez 28:15‐17 cf.. I Tm 3:6) O que Satanás tem, é dado, permitido e limitado pelo Deus soberano. “O Diabo acha que ele está livre; mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rédeas”(B.B. Warfield).
2.) Posição de Satanás: Ele ainda tem acesso ao trono de Deus. (Jo 1:6; 2:1; Zc 3:1‐6; Lc 22:31; Ap 12:7‐10) Ele reina sobre a hierarquia dos demônios. (Mt 25:4; Ef 6:12: Ap 12:7) Ele reina sobre este mundo. (Lc 4:5,6; 2 Co 4:3;4; Ef 2:1‐3; I Jo 5:19‐20) 3.) Atividade do Diabo e seus anjos: Tentar: (Gn 3:1; Mt 4:11; 16:23; Lc 22:31; At 5:3; I Co 7:5; I Tm 3:6,7; I Jo 2:16) Confundir, enganar, contrafazer, imitar ( I Co 10:20; 2 Co 4:3,4; 11:13‐15 (anjo de luz); 2 Ts 2:9; Ap 16:13s; 20:3)
Destruir ‐ (Lc 8:12 (tirar a Palavra); I Pe 5:8; Ap 12:13‐17) Habitação: “possessão demoníaca” não comunica bem o conceito do gg. daimonizomenos (Mt 15:22) = “endemoninhado”, que é um estado de passividade humana causada pelos demônios; o controle de alguma forma dum demônio (cf. Mt 12:22‐28, 43‐45) Especificamente contra os cristãos: tenta‐os a mentir (At 5:3); à imoralidade (1 Co 7:5); semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s; 1 Ts 2:18); perseguição (Ap 2:10); difamação e calúnia (Ap 12:10); cria problemas físicos (2 Co 12:7‐10) Qual a diferença entre Opressão Satânica e Possessão Demoníaca? Possessão é Demoníaca e Opressão é Satânica: Na Possessão a vítima é dominada pelo demônio, corpo, alma e espírito.
O crente que estiver andando com Deus em fé e obediência não pode ser possuído de um espírito demoníaco, cf: (Ap 3:20; Rm 12:1;2; II Co 5:17; Jo 3:3‐5; Ef 1:13‐14; Jo 14:23‐30; Jo 14:16; II Co 2:16: 12‐13; 1 Co 3:16‐18; 1 Co 6:19‐20; Rm 8:9‐10; 1 Jo 5:19; Jo 14:30). Opressão ‐ todos os cristão são alvos de Satanás para cairmos numa vida de pecado, por isso muitos cristãos podem sofrer, cf. (E 6:13; Tg 4:7) Obsessão demoníaca ‐ é um ataque mais intenso de ataque demoníaco (II Co 12:7‐10). II ‐ QUEM É O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo A.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos
“Porque Jesus Cristo é Deus e homem, a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crêem” (F.Schaeffer) Substituição: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4; Mt 20:28; Tm 5:6‐8; 2 Co 5:15‐ 21; 1 Pe 3:18) Redenção: pagou o preço para libertar‐nos (At 20:28; Rm 3:24; Ef 1:7; 1 Pe 1:18‐ 19) Propiciação: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25; Hb 2:17; 1 Jo 2:2) Reconciliação: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10,11; 2 Co 5:18‐21; Ef 1:10; 2:16) Justificação: a justiça de Cristo é imputada a nós (At 13:39; Rm 3:19‐26; 5:9; 8:30,31; 2 Co 5:21; Ef 1:4) Base do perdão dos pecados antes da cruz (Rm 3:25; Hb 9:15; 10:1‐14)
O fim da lei Mosaica; agora há “a lei de Cristo”, a lei do Espírito. Rm 3:19‐28; 6:14; 8:2‐4; 10:4; 13:8s; 2 Co 3:6‐17: Gl 3:19‐25; Fp 3:3; Cl 2:14; I Jo 3:23) Base da adoção como filhos e herdeiros maduros ‐ Rm 8:14‐17; Gl 3:23‐26; 4:1‐7. Base da obra do Espírito Santo em nós ‐ Jo 3:1‐7; 16:8‐11; I Co 12:13; Ef 1:13‐14; 4:30; 5:18) Base da santificação ‐ posicional e experimental ‐ I Co 1:2; 6:11; Ef 5:26‐27; I Ts 4:3; I Pe 1:15‐16. O juízo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado; podemos viver vidas que agradam a Deus. Rm 6:1‐14; Gl 5:13‐25. Base do perdão dos pecados do crente: filhos que caem da comunhão com Deus devido ao pecado. Rm 8:1s; I Jo 1:7; 2:2. Jesus é o primogênito do processo da morte, ressurreição, ascensão e glorificação que nós seguiremos (I Co 15:12‐23; Cl 1:18; I Ts 4:13‐17: Hb 2:9‐15; I Jo 3:1,2.)
Base da redenção da natureza. Rm 8:18‐22; Is 65:17‐25; Ap 21:1s. Base da purificação das coisas no céu ‐ Hb 9:22‐24 (cf. 8:1‐5; 9:11) A cruz é a base do juízo dos incrédulos ‐ o dom da salvação rejeitado ‐ Jo 16:8‐11, cf. Jo 3:14‐18,36; 2 Ts 1:6‐11; Ap 20:11‐15. Na cruz, o pecado, a morte e Satanás foram vencidos: o pecado ‐ I Jo 5:18‐19; cf. n.11 acima a morte ‐ Jo 5:24‐27; I Co 15:55‐57; Hb 2:14‐15; Ap 20:14 Satanás e os demônios ‐ Jo 12:31‐33; Hb 2:14,15; Ap 20:10 B. Os Juízos de Satanás e seus anjos: Satanás e os anjos perderam sua posição no céu (Ez 28:16) Ele foi julgado profeticamente no jardim do Éden (Gn 3:16)
Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno. (I Jo 3:8; 5:18; Cl 2:14,15) Quando Cristo voltar, Satanás receberá um castigo temporário dum mil anos no abismo (Ap 20:1‐3) No fim do milênio, no juízo final, Satanás e os seus anjos serão lançados no lago de fogo e enxofre para eternidade. (Ap 20:10) III ‐ COMO DEVEMOS LUTAR? Três passos à vitória A. Observações Iniciais: 1.. Satanás é feroz: “A razão pela qual muitos cristãos falham por toda vida é esta: eles sub‐estimam o poder do inimigo. Temos um inimigo terrível com quem temos que lutar. Não deixa Satanás nos enganar. Pois assim estaremos mortos!
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Isto é guerra. Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus. Não saltamos do Egito ao trono de Deus num pulo só. Há um deserto, uma viagem, e há inimigos na terra.” (D.L.Moody, cf. I Pe 5:8) 2.. Satanás é finito: não é onipotente, onipresente ou onisciente. Geralmente, no sentido direto, o diabo e os seus demônios não nos tentam diariamente. Claro, o mundo está controlado espiritual e moralmente por satanás. Mas tentação vem principalmente da nossa própria carne: cobiça, orgulho, concupiscência, falta de auto‐controle, etc. (Tg 1:13‐16; 4:1‐8) 3.. Satanás e os demônios são limitados por Deus. O Senhor os permitem ser ativos, mas a graça que restrita não deixa‐os fazem tudo que quiserem (Jó 1:6 , 2:7; Lc 22:31; 2 Co 12:7‐9). Em qualquer situação. “…Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças… (mas) com a tentação vos proverá
livramento…” (I Co 10:13). Cristo, nosso Sumo‐Sacerdote, constantemente intercede por nós ‐ Jo 17:15; Hb 7:25: I Jo 2:1‐2. Passo Um: Pureza 1. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Apesar de falhas nas nossas vidas ‐ das quais satanás gosta de nos acusar (Zc 3:1‐5; Ap 12:10) ‐ somos posicionalmente puros, vestidos na justiça de Jesus Cristo. Satanás não pode tocar nossa salvação, nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38,39); temos uma posição de aceitação e autoridade em Jesus Cristo. (Rm 8:1; Ef 1:6) 2.. Mas devemos buscar a santidade, experimentalmente realizando Sua chamada alta. O pecado na vida nos destrói, abrindo a porta para opressão. Seja santificado pela Palavra ‐ Jo 17:17: 2 Tm 3:16
Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus ‐ Ef 4:27; I Ts 4:3 cf. Êx 20:4‐6. Nada disponhais para a carne ‐ Rm 13:12‐14 Chegai‐vos a Deus ‐ Tg 4:8 Passo dois: As armas de Deus 1.. Revesti‐vos de toda a armadura de Deus, cada peça tem propósito para lutar, e sugere como satanás ataca. O largo cinto da verdade A couraça da justiça Calçai os pés com a preparação do evangelho O escudo da fé O capacete da salvação 2. A espada do Espírito = a Palavra de Deus (Mt 4:4)
3. O poder conquistador da oração: No nome de Jesus ‐ Jo 14:13,14′; 15:7;16; 16:23‐27 Com consciência pura ‐ Tg 4:2,3; 5:16; I Jo 3:21s. Poder do Espírito Santo ‐ Rm 8:26s; Ef 6:18; Jd 20s Com fé ‐ Hb 11:1‐6; Mc 11:22‐24; Tg 1:5‐8; 5:14,15 Com perseverança ‐ Ef 6:18; Cl 4:2; Lc 11:5‐10 Às vezes com jejum ‐ At 13:2‐3; 14:23; Mc 9:29 Passo três: Como Vencer Satanás e os demônios 1.. Seja sempre sóbrio e vigilante ‐ 1 Pe 5:8‐9a
2.. Quando você confrontar a presença satânica, não seja tolo. Tome cuidado ‐ Jd 9; 2 Pe 2:10s; At 19:12‐17 3.. Reconheça a sua autoridade em Jesus Cristo ‐ Lc 9:1; 10:1‐20; At 5:16; 8:7; 16:16‐18; I Jo 4:4; Mc 16:17. 4.. Também; os demônios crêem e tremem ‐ Tg 2:19 5.. Imediatamente, no nome de Jesus, peça que o Senhor quebre os poderes de Satanás e os demônios e limpe a situação. Lembre‐se que o Sangue de Cristo é a prova que Satanás foi conquistado na cruz, e que o seu juízo foi selado. 6. Em casos graves, ache outros irmãos logo que possível. Junte‐se com eles para orar e resistir ao maligno. Não tente exorcizar ou confrontar sozinho um
demônio, exceto quando é difícil de achar ajuda. Nos casos de habitação demoníaca, seria sábio em procurar líderes cristãos que tem experiência nisso. Entretanto, você, bem preparado, pode exorcizar sozinho. 7. “Sujeitai‐vos pois à Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”(Tg 4:7) “Eles, pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e mesmo em face de morte, não amaram a própria vida”. (Ap 12:11)
MATÉRIA 7. ANGEOLOGIA: DOUTRINA DOS ANJOS
ANGEOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS 1. Introdução ‐ Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros, porém, estão empenhados em fazer‐nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem. A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel
que têm desempenhado na história da humanidade torna‐os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo. A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite‐ nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.
2. A origem dos anjos ‐ A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4‐7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra.
Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita‐se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).
3. A natureza dos anjos 3.1‐ São seres espirituais e incorpóreos. ‐ Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta‐se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1‐3). Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que “a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades,
contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16). 3.2‐ São um exército e não uma raça. As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 ‐36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de “filhos de Deus” ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos “filhos dos anjos”. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34‐35 ). Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22 ), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a
um discípulo que queria defendê‐los dos que vieram prendê‐lo: “Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos”? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como “Senhor dos Exércitos”. É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente. 3.3‐ São seres racionais morais e imortais. Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir‐se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter
natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como “santos anjos” ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8‐10). A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35‐36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).
Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 ) 4. A classificação dos anjos 4.1‐ Anjos bons e anjos maus ‐ Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe‐se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6). Os anjos bons são chamados “anjos eleitos” (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá‐los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de “santos anjos ou anjos de luz” (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida
imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9‐11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11). 4.2‐ Quatro tipos de anjos bons: 1. Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra “anjo” significa “mensageiro”. São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7; 91:11), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10; 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22,23). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes
individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiões. Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral “anjo”, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego “angelos” (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.
2. Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra. 3. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.
4. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16; 9:21). Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referência parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15).
Anjos Maus Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem. Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7‐9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14).
Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41). Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus. 5. A queda dos anjos 5.1‐ O fato da sua queda ‐ Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos “Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a perfeição dos
anjos em santidade quando originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7‐9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15‐17 parece lamentar a sua queda. 5.2‐ A época de sua queda ‐ Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3). 5.3‐ A causa de sua queda. ‐ De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas
coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma. Portanto, conclui‐se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11‐19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz‐se que ele caiu devido a essas coisas. Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13‐14). Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram. 5.4‐ O resultado de sua queda ‐ Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1; Ef 6:11‐12; Ap 12:9);
Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4); Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7‐9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9); Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17‐19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19‐22). Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis; Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Ap 12:8‐9), e após seu julgamento (1 Co 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41; 2 Pe 2:4; Jd 6).
6. Os demônios ‐ As Escrituras não descrevem a origem dos demônios. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal. Porém, as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26‐28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva‐o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo‐o às vezes de uma força sobrenatural. Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não; mas não há
dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos. Ainda que alguns falem em “diabos”, como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos “demônios”, mas existe um único “diabo”. Diabo é a transliteração do vocábulo grego “diabolos”, nome que significa “acusador” e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. “Demônio” é a transliteração de “daimon” ou “daimonion”. 6.1‐ A natureza dos demônios ‐ São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1‐3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18‐31); São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20); São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento;
São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes; São seres vis e perversos ‐ baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3); São servis e obsequiosos (Mt 12:24‐27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás. 6.2‐ As atividades dos demônios ‐ Apossam‐se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11‐13); Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5); Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2); 7. Satanás
7.1‐ Sua origem ‐ Alguns afirmam que Satanás não existe, mas observando‐se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: “Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?” Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (”o que leva a luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser “como o Altíssimo” e caiu “na condenação (Ez 28:12,19; Is 14:12‐15). O nome “Satanás” revela‐o como “o adversário”, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou “diabolos” (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co
11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado “príncipe deste mundo” (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo “deus deste século” (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2). Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10). 7.2‐ Seu caráter: Presunçoso (Mt 4:4,5);
Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17); Poderoso (Ef 2:2); Maligno (Jó 2:4); Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3); Enganador (Ef 6:11); Feroz e cruel (1 Pe 5:8). 7.3‐ Suas atividades: 1. A natureza das atividades: Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18); Opor‐se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4); Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3; 2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7);
Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5). 2. O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna‐se vítima nas suas mãos inescrupulosas. 3. Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode tentar (Mt 4:1), afligir (1 Ts 3:5), matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.
7.4‐ Sua atuação ‐ Não limita sua operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como “um anjo de luz” (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos “doutrina de demônios” (1 Tm 4:1) e “a sinagoga de Satanás” (Ap 2:9). Freqüentemente seus agentes se fazem passar como “ministros de justiça” (2 Co 11:15). 7.5‐ Sua derrota: Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7‐9); durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1‐3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.
MATÉRIA 6.A TRINDADE
A TRINDADE Marcos 1.11 “E ouviu‐se uma voz dos céus, que dizia: TU ÉS O MEU FILHO AMADO, em quem me comprazo”. As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito
