Jesus de Nazare

O NOSSO INIMIGO

Novembro 16th, 2008

O Diabo

 
 

QUEM É O DIABO?

Que evangelho é esse? Que igreja é essa? Os noticiários mostram pastores indiciados por levarem propinas de casas lotéricas, envolvendo-se em ilícitos na política brasileira. Igrejas crescem astronomicamente, mas os seus membros não conhecem a Deus, não dão valor aos visitantes, não vivem o que pregam.

Que igreja é essa, que se instala num lado da avenida como uma mega-igreja, e, no outro, concorre com ela mesma, com um templo maior ainda! Que povo é esse, que inventa a cada dia novas modalidades de culto, como a unção zoológica, o urinar para demarcar territórios, soprar para receber o Espírito Santo, tocar chofar ou comer gafanhotos e vestir-se de couro…
 
Há três inimigos da vida da igreja de Cristo, que são: O MUNDO, A CARNE E O DIABO. Queremos conhecer quem é o Diabo. Quando Deus criou todo o Universo, não o fez para ser um caos, vazio (Isaías 45.18). Deus criou o mundo para ser admirado, e para que o Seu nome fosse louvado. Diz a bíblia que, ao criá-Lo, os filhos de Deus rejubilavam (Jó 38.7). Esses filhos de Deus não eram os homens, criados muito tempo depois, mas os anjos.

Um deles era especialmente poderoso, e seu nome era "Anjo de Luz", "Querubim da Guarda", comparado e chamado também de "Rei de Tiro" (veja-se Ezequiel 28). Apesar de não haver um texto que especifique tal enredo,  entendemos que houve uma batalha no Céu (Apocalipse 12.7), quando Lúcifer (anjo de luz) levou um terço da corte angelical consigo (Apocalipse 12.4).

Desde então, parte desses anjos caídos passou a estar guardada no abismo para o julgamento (Judas 6), e outra parte espalhada pela atmosfera e o universo (Efésios 3.10). Lúcifer e seus anjos caídos passaram a ser conhecidos como demônios. Ele, especificamente, foi identificado como Satanás (Jó 1.14), pai da mentira (João 8.44), Apoliom e Abadom (Apocalipse 9.11) O significado dessas palavras é inimigo, adversário, maligno, tudo o que não presta.

Ainda que tenha se tornado demônio e seja maligno,  Lúcifer e seus anjos caídos mantiveram a hierarquia militar que existia quando eram do céu. Há no céu um escalão angelical, onde encontramos pelo menos um arcanjo, que são é chefe dos anjos, e a expressão "Senhor dos Exércitos",  que identifica a corte angelical como uma gigantesca força militar.

Quem é o nosso inimigo chamado Satanás? O maligno está hierarquizado numa estrutura muito bem montada. Ele, Lúcifer, não está fisicamente entre nós, mas se faz representar pelos seus subalternos. Somente no cumprimento das últimas profecias é que Satanás se envolverá com a raça humana, através das duas bestas e do anticristo, ambos mencionados no livro do Apocalipse.

Satanás é o cabeça, o chefe, o mandatário, o pior. Jesus o chama de "pai da mentira". (Jo  8,44), "príncipe deste mundo" (João 12.31). Paulo o indica como "o deus deste século" (II Coríntios 4.4). Isso me faz pensar no esnobe povo evangélico, que pendura placas em várias cidades do país, dizendo  "O Brasil (ou a cidade) é do Senhor Jesus - povo de Deus, declare isso".

Frase muito bonita. Mas seria verdadeira? Jesus declarou peremptoriamente: "O meu Reino não é deste mundo" (João 18.36). Teria Ele mudado? Morreram em vão os mártires, que ansiavam por um novo mundo, um lar onde nem a morte, nem a doença, nem a injustiça, nem a idolatria, nem o pecado existissem?

Certamente que Jesus não mudou. Ouçamos o que nos diz a bíblia sobre a hierarquia satânica. Leiamos Efésios 6.12: "pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os dominadores/ príncipes deste mundo tenebroso, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes."
O primeiro escalão de poderes no império do mal é chamado de PRINCIPADOS. Equivale ao presidente de um país, ao rei de uma nação, ao líder máximo de um povo. Trata-se do demônio de mais alta patente dentro de uma área geográfica ou de um povo étnico. Isso é o que concluímos com as citações do Anjo Gabriel, que, ao ser portador das respostas das orações de Daniel, afirmou que o Príncipe da Pérsia havia lutado contra ele, que o Príncipe da Grécia lhe faria outra guerra, e que só Miguel, o Príncipe de Judá, ficou e ficaria do seu lado.

Que príncipes são esses? São anjos que governam, e, no caso, anjos malignos que governam sobre um povo e fazem oposição aos príncipes bondosos, que são os anjos não caídos (veja-se Daniel 10.13,20,21) . Tais principados são os piores inimigos de um povo, e que possuem autoridade destrutiva sobre ele. Assim como um presidente, coordenam, de forma organizada, tudo o de ruim que acontece naquela região ou com aquele povo: seus seqüestros, seus pecados, suas mortes, suas interpéries climáticas, sua cultura, sua sexualidade.

Seu objetivo: fazer o povo perder-se e levá-los todos para a condenação eterna. Eles estão diretamente subordinados a Satanás e são de poder incalculável, menor apenas (malignamente falando) ao poder de Lúcifer. O segundo escalão de poderes é chamado de POTESTADES.

Assim como um presidente possui o seu ministério, os PRINCIPADOS também colocam responsáveis em cada área de atuação sobre aquele povo e/ou sobre aquele país. No Brasil temos o Ministério da Cultura, Ministério da Ação Social, Ministério do Trabalho, etc. No maligno temos as potestades que cuidam da perversão sexual, da injustiça social, das tempestades e catástrofes naturais, dos levantes e escândalos públicos, da sedução política, etc.

São poderosíssimos seres espirituais, diretamente subordinados aos PRINCIPADOS. O terceiro escalão de poder é chamado DOMINADORES DESTE MUNDO TENEBROSO.Tais seres são demônios subordinados às POTESTADES, responsáveis em áreas específicas de malignidade, como demônios destruidores de cidades inteiras, especializados em fomentar a jogatina, a perversão sexual, o roubo, os assassinatos, etc.

Esses seres, menores que as potestades, são os líderes mais manifestos nos cultos malignos, chamados "orixás", "exus", ou, no alto espiritismo, chamados de "guias espirituais" , com nomes famosos, inspiradores de grandes escritores esotéricos. Eles têm sob sua autoridade muitos e muitos soldados rasos, muitos e muitos subalternos, muitos e muitos demônios.

O quarto e último escalão é denominado  HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE. Esses são os demônios comuns. Esses são os que infestam as pessoas endemoninhadas, uma das quais possuía em si algo em torno de 2 mil deles! (veja-se Marcos 5.13). Esses são os trabalhadores braçais, os que encaram corpo-a-corpo os seres humanos. Esses são as assombrações, os fantasmas, os espíritos dos centros, os "pretos velhos", os "caboclos", os "guias" dos gurus, etc. Esses são os trabalhadores braçais do maligno.

O seu número é de milhões e milhões, um terço dos anjos originais. O seu poder é limitado e há uma ordem divina para que nós, os cristãos,  os expulsemos (Marcos 16.17). Todo crente legítimo tem poder de expulsar demônios.

Como combater Satanás? Como combater todos os demônios de sua hierarquia, já que eles são muito mais fortes do que nós?

O Espírito Santo habita em nós, e o Espírito Santo é o próprio Deus (I Coríntios 3.16). Maior é o Espírito do Senhor do que o poder que está no mundo, do que o poder das trevas. (I João 4.4)
O Maligno não pode tocar num crente em Jesus Cristo, não pode penetrá-lo, invadir a sua alma (I João 5.18). Portanto, se alguém quiser expulsar o demônio de você, expulse ele, porque é um mentiroso e sua doutrina é maligna (II Jó 10-11).
 Mas é possível um crente tornar-se frágil e vítima dos ataques de Satanás,  de fora para dentro, ou seja, Satanás nos tenta e caímos, perdendo o poder espiritual, a integridade moral, deixando de fazer escolhas corretas e iluminadas pelo Senhor. A bíblia nos diz para não darmos lugar ao Diabo (Efésios 4.27), nos diz para vigiarmos e orarmos para não cairmos em tentação (I Pedro 5.8).
Só existe uma maneira de vencer, e ela está resumida em Tiago 4.7: "SUJEITAI-VOS A DEUS, MAS RESISTI AO DIABO, E ELE FUGIRÁ DE VÓS".A vitória contra Satanás é simples, nós é que complicamos. As armas são redondas e o caminho é muito claro.
O diabo não liga para gritarias, ameaças, shows cheios de emoções, palavras de determinação, efeitos especiais, nada disso.

Entretanto, quando um crente é obediente, quando um crente guarda os mandamentos de Jesus, ah, daí ele não suporta e não é capaz de resistir ao poder de Cristo, à luz da vida que brilha no coração dessa pessoa.

Leia João 14.,21  15.10. Veja o quanto o Senhor Jesus Cristo valoriza um servo obediente! Por isso, para se obter vitória contra o inferno, há de se ter obediência aos mandamentos de Jesus, ao lado de uma vida piedosa, de oração, leitura bíblica, dedicação financeira, comunhão na igreja e perseverança no testemunho. Que Cristo vença a cada dia em nossas vidas!

Wagner de Araújo


"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)

Márcio Melânia

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COMO EVANGELIZAR SEUS FAMILIARES

Novembro 16th, 2008
Como Evangelizar Seus Familiares
 
Pr. L. R. Silvado
 
 

A nossa maior dificuldade é que nossos familiares conhecem as nossas virtudes e as nossas falhas com clareza. Como seres humanos else terão a tendência de ver o ponto preto no lençol branco e não o lençol branco ao redor do ponto preto. Quando nós destacamos as virtudes daqueles que convivem conosco estaremos criando um ambiente familiar onde o lado bom de cada um também será percebido.

Nunca devemos cair na armadilha de tentar ser mais "espiritual" do que somos, pois a nossa família perceberá rapidamente.

Podemos dizer de uma forma simplificada que quando ocorre evangelização no contexto familiar ela tem como objetivo alcançar quatro grupos distintos: Filhos, cônjuge, pais e outros parentes

Existem algumas maneiras básicas e gerais para que sejamos bem sucedidos na evangelização dos nossos queridos:

Orar intensamente e regularmente (Tg 5:16b)

Filhos

Ser pai é uma das mais importantes tarefas a nós delegadas por Deus. Devemos orar objetivamente. Devemos interceder pelos motivos ligados à rotina diária e também pelo resultado mais amplo da ação de Deus nas suas vidas.

Cônjuge (1 Pedro 3;7)

Embora direcionado inicialmente ao marido este texto pode ser aplicado à esposa no sentido de fazer todo o possível para que haja um relacionamento sadio que não venha a intervir na comunhão com Deus. Orações que fazem diferença brotam de um coração ligado ao coração de Deus.

Pais e outros parentes

Devemos orar para que Deus os proteja de crentes fracos que possam criar barreiras ao evangelho devido ao seu mau testemunho. Devemos pedir que crentes genuínos venham a conviver com else para que ao observarem o seu testemunho encontrem confirmação do que tem visto no relacionamento familiar.

Respeitar as "estações da vida" das pessoas 

Durante a sua vida todo ser humano experimentará diversas estações. Conforme estas estações se alternam, ele estará mais receptivo ou resistente ao evangelho. Estações de alta receptividade normalmente estão vinculadas a chegada da idade da razão para as crianças, mudanças como adolescência, casamento, chegada de filhos, aposentadoria, desemprego, luto, etc.

As estações de resistência ocorrem com freqüência durante os períodos de estabilidade emocional, social e financeira. Devemos pedir ao Espírito de Deus que nos dê a percepção correta do momento para percebermos se é um momento de "Dar linha" ou de  "puxarmos a linha" como fazem os pescadores.

Sensíveis ao momento da vida em que os nossos queridos se encontram  devemos estar sempre prontos para falar da razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15-16).

Testemunho de vida

Seremos sempre pecadores e pessoas que convivem conosco sempre verão inconsistências em nossas vidas. Algumas delas terão a expectativa de que por sermos crentes seremos perfeitos. Não precisamos aceitar esta imposição de ser perfeito mas, pelo contrário, devemos demonstrar a nossa humanidade convertida através de demonstrações de  arrependimento, pedidos de  perdão, reconhecimento dos  nossos erros e demonstração Clara de que Jesus tem poder para  mudar todo aquele que nele crê! Isto é ser o bom cheiro de Cristo (2 Coríntios 2:14-15).

O que fará a diferença não é fingir "santidade e perfeição" mas vivermos uma vida que demonstre consistência e perseverança no compromisso assumido com Cristo. Existem também algumas maneiras bem específicas de compartilharmos a nossa fé com os quatro grupos citados.

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os nossos filhos temos que refletir no significado de Deuteronômio 6:6-8.
 
Conversar sobre a presença de Deus

Se else são pequenos podemos comentar sobre o fato de que Deus fez a chuva ou aquela borboleta que pousou na flor do caminho. Quando já estão maiores deveremos interpretar a ação de Deus naquela notícia sobre a fome na África ou porque oramos antes de fazer aquela viagem de férias.

Uma das maiores heranças que podemos deixar para os nossos filhos é ajudá-Los a viver com a consciência de que "Deus não mora no prédio da igreja".

Culto doméstico

Nestes momentos toda a família pára para Dar atenção a alguém muito importante para todos - Deus! Não interessa se este será uma parada de 5 minutos ou de1 hora. O mais importante é a regularidade e a valorização deste momento.

Igreja

É uma Grande ilusão pensar que podemos entregar a educação cristã dos nossos filhos para a EBD ou para a igreja. Esta tarefa é dos pais e a igreja pode apenas complementar o que fazemos no lar! Nossos filhos precisam aprender conosco que a fé cristã é uma fé vivida em comunidade.

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os cônjuges e pais é sábio falarmos:

Também sem dizer palavra (1 Pedro 3:1-2)

Após algum tempo podemos chegar à situação em que a pessoa já ouviu todas as explicações possíveis. Este é o momento de orar e esperar para que else nos façam perguntas e observem o poder de Deus se manifestando no nosso viver diário.

Dando evidência da ação de Deus em nossas vidas

Mencione as coisas grandes e pequenas que Deus tem feito por você. Else estão vendo a sua vida na intimidade e por isto você deve ter muito cuidado para não "fantasiar" a atuação de eus Dalém da realidade. (1 Tessalonicenses 1:2-3).

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os demais familiares é importante:

Cultivar amizade genuína

Convide-os para a sua casa e compartilhe suas experiências de vida. Jogue bola com ele, vá ao shopping com ela, vá ao cinema ou a um parque, etc. Conviva com eles pois a fé cristã é muito mais apreendida do que aprendida (2 Coríntios 6:6).

Dar evidência da ação de Deus em nossas vidas

Quando você fala com um não-crente você usa expressões como "Deus me abençoou!", "Eu ouvi Deus falar comigo.", "Não foi sorte mas foi a mão de Deus me dirigindo!", etc? Muitos de nós contamos a mesma experiência com duas versões, a evangélica e a não evangélica.

Dar evidência é ser usado para aumentar a percepção da presença de Deus nas grandes e pequenas coisas da vida. Deus deseja usar a sua vida  para que seus familiares aumentem a percepção espiritual da vida. Vivendo assim você acabará agindo como os discípulos que afirmaram em Atos 4:20: "não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.

Praticar ações de amor (Tiago 2:14-18)

Porque você esta convivendo com aquele parente você poderá perceber algumas das suas necessidades e procurar satisfaze-las por amor a Cristo. Isto vai desde cuidar do filho deles até ir pagar uma conta no banco. Algo concreto que confirme que esta história de amar ao próximo existe mesmo.

"É tão difícil levar aqueles que convivem conosco aos pés da cruz!" Não é este o sentimento que às vezes toma conta dos nossos corações?

Ao longo da minha vida como pastor tenho tido o privilégio de ver maridos e esposas vindo a Cristo após 10, 19 e 30 anos de vida conjugal. Tenho visto corações de filhos e de pais se voltarem para o Senhor. Não existe nada mais gratificante do que ver famílias inteiras sendo salvas por Cristo. Vale à pena perseverar!!!

Historiadores contam que George Mueller, fundador de orfanatos na Inglaterra do século passado, orou durante 60 anos por um amigo não crente. Ele veio a falecer e no seu funeral aquele amigo finalmente fez a sua decisão por Cristo.

Imagine a surpresa agradável que ele terá no dia do juízo final quando encontrar o seu amigo com as suas vestes mais brancas do que a neve por terem sido lavadas pelo sangue do Cordeiro de Deus (Salmo 51:7).

Como você pode melhorar o seu evangelizar no contexto familiar?

Peça a Deus a capacidade para ser um instrumento útil para a salvação da sua família.


"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)

Márcio Melânia

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CAFÉ COM JESUS NO SEU LAR

Novembro 16th, 2008

O Estudo Bíblico No Lar

Deuteronômio 6:4-9

Os Bons Propósitos

Os Galardões

Quando temos o propósito de estudar a Bíblia, em particular ou junto com a família, estamos nos preparando para recompensas gloriosas.  O Salmista, depois de mostrar os atributos da Palavra de Deus, nos motiva a termos um relacionamento íntimo com ela, nos avisando que no guardar dos Seus preceitos "há Grande recompensa" (Sal 19:7-11).

Não é nossa intenção estudarmos a Bíblia junto com a nossa família a fim de acumularmos bens materiais ou experimentarmos emoções sobrenaturais.  Desejamos que o estudo bíblico do lar seja feito conforme a imagem de Cristo.  Nisto glorificarmos a Deus em nosso lar, pela mudança de nossos velhos hábitos, costumes e linguajar, e por isso temos razão suficiente para termos o firme propósito de realizarmos o estudo bíblico no lar.  De fato, tal estudo é uma boa obra que semeia justiça aos que a praticam e, portanto, terá o seu galardão file (Prov. 11:18).

Pode ser que existam crentes que consideram que a esperança de receber um galardão não deve motivar o verdadeiro Cristão a servir o Senhor, mas ao contrário, deve servi-Lo somente pelo amor.  Não queremos dizer que não devemos servir o Senhor por amor, pois Ele é o único que é digno de receber toda a glória, honra e poder (Rom 11:36; Apoc 4:11).  Todavia, podemos ser instruídos que foi pelo gozo que Lhe estava proposto que motivou o próprio Jesus Cristo a suportar a Cruz (Heb 12:2).  Por Deus ser o seu "grandíssimo galardão" Abraão foi motivado a não temer ou se desesperar (Gên. 15:1).  Porque Moisés tinha em vista a recompensa para com todos os fiéis, ele foi incentivado a escolher antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco tempo ter o gozo do pecado (Heb. 11:24-26).   Na esperança de serem como os profetas, os fiéis são incentivados a sofrerem as perseguições e as injúrias (Mat. 5:10-12; II João 1:8).  Nisso podemos entender que existem incentivos que podem nos motivar a estudar a Bíblia com a nossa família.  A própria recompensa pode nos incentivar a sermos fiéis em tudo (I Cor 3:14; Apoc 22:12), a ponto de praticar este glorioso hábito com as nossas famílias visando servir ao Senhor e não aos homens (Col. 3:23,24). 

Pode ser que muitos que desejam incentivar este hábito saudável no lar não se achem capazes de fazê-lo. Mas else terão a simpatia do Todo Poderoso que não somente motiva-os a obedecerem nas coisas mínimas (Mat. 10:42; Luc 19:17) mas também aceita aquilo que else podem fazer com prontidão de vontade, desde que seja para Sua glória (Mar 9:41; II Cor 8:12).  Seja animado para fazer o que pode, no sentido de estabelecer um estudo bíblico no lar.

Não existe nada de vergonhoso para uma família que deseja receber as recompensas do Senhor no seu lar.  Uma recompensa do Senhor é uma boa razão para se realizar um estudo bíblico no lar.

 

Os Mandamentos

Pelas parábolas, Jesus ensinou a Seus discípulos a ocuparem-se até a Sua Volta (Luc 19:13).  Não era para os discípulos inventarem algo para ocupar o seu tempo mas tinham suas ordens específicas (Mat. 28:19,20; João 20:21). Os discípulos, por se ocuparem na obediência dos Seus mandamentos mostraram o quanto amaram a Jesus (João 14:15) e como desejavam adorá-lo como Ele deseja (João 4:24). Podemos concluir que: nos ocuparmos na obediência é proveitoso.  Será que o estudo bíblico no lar facilita essa obediência?  Sem dúvida, a firmeza na doutrina que motiva à obediência será um resultado.

A doutrina bíblica é de suprema importância para o Cristão sincero.  Pela doutrina sabemos se um professor é verdadeiro ou não (Mat. 7:20; I Tim 6:3-5).  É a sã doutrina que deve ocupar as nossas mentes e reuniões (Tito 1:9; 2:1).  O homem que não quer se envergonhar precisa manejar bem a Palavra da Verdade (II Tim 2:15).  Saber bem a doutrina bíblica, faz com que ele seja sábio para manejá-la corretamente.  Para o Cristão não cair no engano dos homens abomináveis, é necessário crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo", que é o resultado de inteirar-se com a doutrina (II Pedro 3:18). Em razão da Palavra de Deus ser o leite racional pelo qual nós crescemos (I Pedro 2:2), o estudo bíblico doméstico tem uma parte importante na aprendizagem da doutrina.

Alguém pode perguntar: Existem mandamentos bíblicos que podem animar os pais a serem incentivados a praticar o estudo bíblico no lar?  Mesmo que o estudo bíblico no lar seja novidade para muitos, existem, sim, tais mandamentos bíblicos.

Temos a instrução de Moisés para o povo de Deus que nos incentiva também.  Em Deuteronômio 6:4-9 a instrução da Bíblia para o lar é incentivada.  Somente pela prática de um estudo bíblico doméstico poderia tu, pai, ensinar os seus filhos e as tuas filhas "assentado em tua casa… deitando-te e levantando-te".  Somente tendo um vigoroso e habitual estudo bíblico doméstico, tu, pai, verdadeiramente poderias escrever as palavras do Senhor Deus "nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas" (Deut 6:7,9).   Essa prática é melhor se começada cedo, assim que se constitua uma família ou que se tenha um lar. Se quisermos que nosso filho não se desvie do caminho reto do Senhor, é necessário educá-lo no caminho em que ele deve andar ainda "criança" (Prov. 22:6).   A promessa é: "os que cedo me buscarem, me acharão" (Prov. 8:17).

Jesus também ensinou a responsabilidade para com as crianças aos seus discípulos, pois eles desprezaram a idade ou mesmo o fato delas serem crianças. Jesus deu tanto o exemplo quanto o ensinamento para com elas.  Ele impôs as suas mãos sobre elas nos mostrando que tinha interesse nelas.  Ele ensinou uma responsabilidade para com as crianças também quando instruiu os discípulos: "Deixai vir os meninos e não os empeçais" (Mat. 19:14: Mar 10:14; Luc 18:16).  Antes que venham os dias e os companheiros maus, antes que creiam em vãs filosofias, devemos conduzir as crianças a Cristo.  Podemos impedir as crianças de virem a Cristo por não termos um estudo bíblico no lar.  Podemos ensinar a falta de respeito à Palavra de Deus pelo descuido em manter hábitos saudáveis e o constante desprezo à Palavra de Deus dentro do lar.  Deixai vir os meninos a Cristo através de um ativo estudo bíblico doméstico.

O Apóstolo Paulo, na sua carta aos Efésios, mostra claramente as responsabilidades de várias classes de pessoas.  Uma classe que nos concerne é a dos pais para com os filhos.  Nessa passagem os pais têm a instrução de criar os seus filhos na doutrina e admoestação do Senhor (Efés 6:4).  Existe uma maneira melhor de cumprir esta instrução no lar do que uma leitura diária da Bíblia com a família reunida? Imagine o bom número de tópicos relevantes, e dos fatos do dia a dia que surgirão no decorrer dos anos para serem tratados com a família á luz da Bíblia! Os princípios da vestimenta decente, das boas companhias, do casamento, da maneira correta de trabalhar, do louvor e do estudo. São inúmeros os assuntos que podem ser abordados através de uma leitura casual e constante da Palavra de Deus. 

Temos exemplos bíblicos dos que cedo receberam a Palavra nas suas vidas.  O rei Lemuel recebeu a profecia da sua mãe (Prov. 31:1) e o pregador Timóteo sabia as sagradas Escrituras desde a sua meninice, graças a sua mãe Eunice e sua avó Lóide (II Tim 1:5; 3:15).  Como resultado de receber instrução no lar ainda quando criança, podemos ver o Rei Ezequias, filho de Acaz, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor quando começou a reinar com vinte e quatro anos de idade (II Reis 18:1-6).

Os mandamentos de Deus são um bom motivo para estabelecermos horários fixos para o estudo bíblico no lar e os exemplos bíblicos dos que se exercitaram nisso nos comprovam o beneficio de tal prática.

 

Os Princípios

Se não tivéssemos os galardões nos incentivando, as parábolas de Jesus ou os mandamentos de Deus que foram entregues a nós pelos Seus homens santos que falaram inspirados pelo Espírito Santo, teríamos ainda os princípios bíblicos nos incentivando a implantarmos e mantermos um constante e vigoroso estudo bíblico no lar.

Um princípio determinante é que o Cristão não é o proprietário de sua própria vida.  O Cristão foi comprado por bom preço: o sangue de Cristo.  Por isso é um culto racional glorificar a Deus no seu corpo e no seu espírito os quais pertencem a Deus (Rom 12:1,2; I Cor 6:19, 20).  Tendo uma posição de liderança no lar e dedicando diariamente um espaço de tempo para oração e leitura bíblica com a família, o Cristão estará sendo um despenseiro fiel naquilo que Deus o responsabilizou.  Fazer um estudo bíblico particular já é ótimo, mas a prática disso com todos os membros da família é ainda melhor, pois os efeitos podem multiplicar- se, para  glória de Deus, influenciando cada pessoa da família.

Um outro princípio importante, é que os Cristãos são como pedras vivas e edificados "casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (I Pedro 2:5).  Os Cristãos não são deixados no mundo para empolgar o mundo com boas maneiras, moda, filosofia e nem para dar uma boa lição de religião, mas para serem a luz do mundo, e através das boas obras glorificar o Pai que está no céu (Mat. 5:16).  Pelo estudo bíblico no lar, a casa espiritual é edificada sobre um alicerce firme.  Esse alicerce firme prepara a casa espiritual para suportar as tempestades que virão sobre a vida (Mat. 7:24,25; Efés 4:14).  A casa espiritual está diante dos outros também.  Ela não pode ser escondida (Mat. 5:14).  Pela prática de sã doutrina a casa espiritual, ou o nosso testemunho, é adornado (I Tim 2:19; Tito 2:10; I Pedro 3:3-5).  Nisso podemos entender que pelo princípio de sermos uma testemunha, que deve ser santa e oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, somos incentivados a fazermos o estudo bíblico no lar. Com essa prática, a casa espiritual é bem edificada, adornada e dá o testemunho desejado por Deus.

Um princípio para estimular o estudo bíblico no lar é que a luta do Cristão não é "contra a carne e o sangue mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efés 6:12).  Aquilo que o Cristão deseja alcançar no Espírito, a carne ou o velho homem irá cobiçar contra (Gal 5:17; Efés 4:22).  Essa oposição é constante (I Pedro 5:8; Rom 7:21).  Na sociedade, pelas suas modas e filosofias, pelas associações na vizinhança, no comércio e na escola, a oposição se manifesta.  Pode ser aberta ou oculta, mas está presente, pois Jesus declarou: "Basta a cada dia o seu mal" (Mat. 6:34; I João 3:1). A única maneira bíblica de ficar firme, é estar vestido com toda a armadura de Deus.  Essa armadura é composta da verdade, da justiça, do evangelho da paz, da fé, da salvação, da Palavra de Deus e da oração (Efés 6:13-18).  A família que pratica um estudo bíblico doméstico constante está se renovando dia a dia em vestir-se dessa armadura (II Cor 4:16).  Pelo tempo diário na leitura familiar ou no estudo coletivo das Escrituras Divinas, não esquecendo do tempo em oração, a estrutura espiritual do lar é fortalecida no Senhor e na força do Seu poder.  Dessa maneira a família, como um conjunto, pode estar firme contra as astutas ciladas do diabo (Efés 6:10,11).  O princípio que diz: somente podemos ter a vitória sendo fortes no Senhor é um forte motivo para termos um estudo bíblico no lar e mantê-lo vivo constantemente.

O princípio da semeadura nos motiva também a termos um estudo bíblico doméstico.  O princípio da semeadura é visto em Gal 6:7-9 e tem três fases:
1. Colhemos o que semeamos - "tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (v. 7);
2. Colhemos depois que semeamos - "o que semeia …. ceifará" (v. 8) ; "a seu tempo" (v. 9);
3. Colhemos mais do que semeamos - "o que semeia na carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna" (v. 8) .

Se quisermos que os nossos filhos conheçam a sabedoria e a instrução, que as nossas noras e genros sejam prudentes, que os nossos netos sejam protegidos com o entendimento, a justiça, o juízo e a equidade, devemos implantar cedo as sementes santas que produzem tais frutos.  Os que procuram cedo a sabedoria, a acharão (Prov. 8:17).   Sabendo que receberemos o que semeamos nos estimula a termos um tempo de leitura no lar todos os dias.

Por causa dos galardões prometidos, das parábolas dadas por Jesus, dos exemplos bíblicos dos outros, dos mandamentos de Deus entregue a nós pelos Seus homens santos e dos princípios bíblicos, nós temos razões convincentes para diariamente realizarmos o estudo bíblico no lar.

O Instrumento Eficaz

O estudo bíblico no lar deve ser bíblico.  Parece redundância mencionar isso, mas a tentação é de usar algo bom ou popular em vez daquele que já foi provado desde os tempos antigos: a Palavra de Deus.  Existem livros proveitosos além das Escrituras Divinas que podem explicar doutrinas, dar conselhos e orientar nossas vidas.  Todavia, estes livros nunca devem suplantar a posição de superioridade que a Bíblia tem. Os livros e estudos desenvolvidos pelos homens nunca podem ser comparados com aquilo dado pela inspiração do Espírito Santo.  Se sobrar tempo no estudo bíblico do lar, um outro livro ou estudo pode ser usado para complementar a leitura, mas a inspirada Palavra de Deus deve sempre manter a superioridade de consulta e leitura. As razões para tal posição são as seguintes:

É a Palavra de Deus que é descrita como comida e é comparada ao leite racional (I Pedro 2:2), ao mel (Sal 19:10) e ao mantimento sólido pelo qual os sentidos são exercitados (Heb 5:12-14; Jer 15:16).  Não é qualquer livro que foi dado pelo Espírito Santo, mas somente a Bíblia (II Pedro 1:20,21).  Sendo assim, ela é a lei do SENHOR que é perfeita e, portanto, aquilo que refrigera a alma.  É somente o testemunho do SENHOR que é fiel, e, portanto, somente ela dá sabedoria aos símplices.  São exclusivamente os preceitos do SENHOR que são retos, e sendo assim, só eles alegram o coração.  É o mandamento do SENHOR que é puro, e por isso, apenas ele ilumina os olhos.  É o temor do SENHOR que é limpo, e, por conseguinte, aquilo que permanece para sempre.  São os juízos do SENHOR que são verdadeiros, e, portanto, apenas estes são justos (Sal 19:7-9).  Por essas razões as Divinas Escrituras são comparadas e tidas por mais preciosas do que ouro fino (Sal 19:10).  Se tiver necessidade de luz para o caminho, olhe para a os justos juízos de Deus (Sal 119:105).  Se desejar quebrar os maus hábitos ou relacionamentos, aplique o martelo das palavras divinas na situação (Jer 23:29).  A água da Palavra de Deus pode fazer muito em nos limpar (Sal 119:9; Efés 5:26).  Se desejar o discernimento dos pensamentos e das intenções do coração, o espelho e a espada da Palavra de Deus são vivos e eficazes é devem ser aplicadas (Tiago 1:23; Heb 4:12).  As sagradas Escrituras podem fazer o menino sábio para a salvação e fazer tudo para que ele seja perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Tim 3:15,16).  Estas razões enfatizam por que o estudo bíblico no lar deve ser baseado na Bíblia.

Para ajudar no manejo da Bíblia é bom ter algumas ferramentas disponíveis.   Estas ferramentas podem ser encontradas em uma biblioteca para a consulta ou em uma livraria evangélica para a compra.  Um dicionário oficial da língua portuguesa ajuda muito para obter a definição correta das palavras e as origens delas bem como sinônimos.  Deve ser frisado que a Bíblia não foi escrita na língua portuguesa, mas em hebraico, aramaico e em grego.  Portanto, mesmo que um dicionário possa ajudar, a saber, os significados das palavras em português, somente um dicionário nas línguas originais podem tirar as últimas duvidas.  Um dicionário bíblico também é proveitoso.  Costumes, lugares, mapas, personagens e doutrinas juntos com os significados e fatos históricos podem ser aproveitados dos dicionários bíblicos.  Uma concordância bíblica é extremamente útil para achar versículos pela Bíblia que usam uma palavra comum e também para achar as referências de versículos que sempre chegamos a esquecer.  Comentários dos livros da Bíblia podem ser úteis também.  O que os outros estudiosos da Palavra de Deus descobriram pode ser bem interessante, mas como qualquer homem, não são infalíveis. Precisamos saber coar quando estudamos livros escritos pelos homens.  Não é vergonha nenhuma examinar o que os outros dizem, comparando o que ouvimos ou lemos com as Escrituras.  Tal prática é tida como nobre (Atos 17:11).  A Bíblia não recomenda que qualquer tipo de literatura bíblica seja saboreada por nós na tentativa de retermos o que há de bom nela (I Tess. 5:22, "Abstende-vos de toda a aparência do mal"; Rom 16:17; II João 9-11).  A Bíblia recomenda que provemos tudo o que seja dito como sendo verdadeiro, mesmo sendo a própria Palavra de Deus (Isa 8:20; I Tess. 5:21).

A Boa Prática

Qualquer boa prática precisa de um líder.  É necessário que alguém se responsabilize em organizar o estudo bíblico do lar.  Coisas boas não acontecem por acaso. Se pretendermos obter vitória nessa área, precisamos não somente de um plano, mas de alguém que tome a iniciativa.  Mesmo que a própria leitura, oração ou canção seja dirigida por uma outra pessoa, a responsabilidade de organizar o tempo e reunir todos os membros da família para o estudo bíblico do lar deve ser de uma pessoa, "o líder".  É melhor ter um plano e falhar, do que falhar por não ter um plano.  É interessante notar que pouco daquilo que não é organizado chega a ser proveitoso.  Então, para ter um proveito do tempo do estudo bíblico doméstico, alguém no lar deve assumir a posição de líder.  O cabeça do lar é o mais indicado para essa posição. Caso ele  não esteja presente em horários propícios, deverá apontar alguém para ser o líder na sua ausência. 

Uma vez que todos estão presentes é proveitoso que qualquer atividade não relacionada com o estudo bíblico do lar seja eliminada.  A TV e o radio devem ser desligados, a leitura de livros precisa ser interrompida, e as conversas devem ser direcionadas para o assunto da hora, ou seja, o estudo bíblico do lar.  Não é demais também pedir que uma postura de respeito à Palavra de Deus seja feita com os nossos corpos durante este tempo especial.  Este tempo no lar pode ser usado para ensinar as crianças o comportamento adequado para com a Palavra de Deus.  Se no lar respeito às Escrituras Sagradas é uma prática, não será muita coisa estender tal comportamento na igreja.

Com o líder e os participantes em prontidão, nada melhor do que agora ter um plano. O estudo bíblico no lar pode começar com uma canção ou oração.  Depois vem a leitura, qualquer comentário, se tiver, e uma outra canção e oração.  O tempo gasto não precisa ocupar uma grande parte do dia para ter um efeito bom.  Bastam apenas uns 10-15 minutos abençoados por Deus para que o estudo bíblico doméstico seja uma bênção.  O que vale muito nesse tipo de assunto não é volume, mas continuidade (Isa 28:10,13).

 

"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem"

I Coríntios 14:40

 

Sugestões

Leituras:

·        Livros da Bíblia pela ordem

·        Livros da Bíblia nos quais se tenha um interesse especial (historia, profecia, doutrina, personagens)

·        Capítulos inteiros ou as divisões deles

·        Livro de Provérbios - um capítulo por dia. Este livro pode ser lido cada mês por ter 31 capítulos.

 

Participações:

·        O líder, ou alguém apontado por ele, pode fazer a leitura do dia

·        Faça um rodízio de leitura com todos elementos do grupo participando

·        Cada membro da família tem um dia especial para preparar uma leitura predileta

·        O líder pode fazer perguntas ao grupo sobre o que foi lido.

 

 

Orações:

·        Pedidos oferecidos pela família

·        Lembrar dos pedidos da igreja

·        Uma lista para usar de referência todos os dias.  Marcar os que foram respondidos.

·        Cada pessoa pode participar nas orações ou somente o líder ou quem ele aponta.

 

O Horário:

·        Logo depois o café da manha

·        Logo depois do almoço ou do jantar

·        Logo antes de deitar ao anoitecer

 

Com Tempo Sobrando:

·        Cante mais hinos (invente alguns!)

·        Explore um assunto de interesse geral

·        Memorize um versículo chave da leitura

·        Estenda a leitura para mais capítulos

·        Leia partes de alguns livros que tenham comentários aprovados. 

 

No caso de doença, viagem ou  qualquer outro motivo que faça com que a rotina seja quebrada, não entre em pânico.  Se for necessário interromper o estudo bíblico doméstico, faça uma pausa.  Mas, não desista do hábito permanentemente só por ter quebrar a rotina uma ou outra vez. Procure voltar à essa prática abençoada, pedindo a Deus a graça para fazer o que Lhe agrada nesse respeito.

Agora que você sabe quais são as bênçãos que acompanham um estudo bíblico constante e ordeiro é necessário aplicar o que sabe na sua vida particular e familiar.  Saber as instruções das parábolas e dos princípios bíblicos é um passo.  O que faz com que a vida seja alicerçada numa base firme, é a própria prática do que sabe (Mat. 7:24-27; Tiago 1:23,24; 2:18,26, "A fé sem obras é morta").


Márcio Melânia

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)

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SABADO OU DOMINGO

Novembro 16th, 2008

O Sabbath é Sábado ou Domingo?

Ra McLaughlin

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

Pergunta

Por que muitas pessoas vão à igreja no Domingo, claramente o

primeiro dia da semana, quando na Bíblia é dito que devemos ir à igreja no

sétimo dia? Eu sei que algumas pessoas dizem que a Segunda-feira é o

primeiro dia da semana, mas isso não é verdade. Basta analisar qualquer

calendário. Outros dizem que o motivo é Jesus ter ressuscitado no primeiro

dia, mas em nenhum lugar é dito que deveríamos adorar nesse dia porque ele

ressuscitou no mesmo. Por favor, mostre-me na Bíblia onde o Sabbath foi

mudado. Ou pelo menos me diga quem o mudou, e por qual motivo.

Resposta

O argumento para a observância do Sabbath no Domingo que acho

mais convincente é o seguinte:

Começamos com a premissa que a Bíblia na verdade não diz que

devemos nos reunir no sétimo dia da semana. Antes, ela ensina que devemos

nos reunir no sétimo dia (sem a qualificação "da semana"). O Antigo

Testamento em hebraico normalmente usa a frase "o sétimo dia", sem

qualificações, para se referir a dias que não eram o sétimo dia do mês, e que

possivelmente não teriam caído no mesmo dia da semana ano após ano (e.g.

Ex. 12:15,16; 13:6; Lv. 23:6-8; 13:5,6,27,32,34,51; 14:9,39; Nm. 6:9; 7:1-48;

19:12,19; 28:17-25; 31:19,24; Dt. 16:1-8; Josh. 6:4,15; Jz. 14:12-18; 2Sm. 12:18;

1Rs. 20:29; Et. 1:10). Esses usos da frase (que constituem a vasta maioria dos

seus usos no Antigo Testamento) parece simplesmente significar "sete dias

mais tarde". Além do mais, havia alguns Sabbath que não eram no sétimo dia

(e.g. Lv. 23:27-32,39).

Similarmente, em Êxodo 16, onde Deus ordenou que os israelitas

observassem o Sabbath no deserto, ele indicou que dia seria o Sabbath, não se

referindo aos dias da semana, mas pedindo para que eles contassem os dias

nos quais tinham recebido maná (Ex. 16:4-5,22-23). A Bíblia não diz que eles

começaram a receber maná no primeiro dia da semana, mas marca o tempo

desde "os quinze dias do mês segundo, depois de sua saída da terra do Egito"

(Ex. 16:1). Não possuímos um calendário hebraico antigo, e não sabemos em

qual dia o Sabbath caia no deserto. De fato, é inteiramente possível que os

hebreus não determinaram que dia era o Sabbath olhando no calendário para

achar o sétimo dia da semana, mas determinaram o sétimo dia da semana após

determinar em primeiro lugar quando era o Sabbath.

Avaliando todas as ocorrências de "sétimo dia" no Antigo Testamento,

e olhando para a instituição do Sabbath, parece que o Antigo Testamento não

ensina claramente que o Sabbath deve ser observado no sétimo dia da semana

– ou pelo menos que o calendário semanal não deve ser usado para

determinar qual dia é o sétimo.

No Novo Testamento, os judeus celebravam o Sabbath no que era

geralmente reconhecido como o sétimo dia da semana (Mt. 28:1; Marcos 16:1-

2; Lucas 23:56-24:1), e Jesus reconheceu a escolha dos dias por eles (e.g. Mt.

12:1-13; Lucas 13:14-16). Contudo, nem Jesus ou algum escritor do Novo

Testamento indicaram que o dia do Sabbath tinha que cair no sétimo dia da

semana, como determinado por algum calendário regular.

Baseada nesse pensamento, a igreja do Novo Testamento, sob a

orientação dos apóstolos, aparentemente sentiu-se livre para mudar o dia da

observância, e ligá-la ao calendário secular. Ela ainda manteve o padrão do

mandamento seis-dias-mais-um, mas mudou a observância do seu Sabbath

para o primeiro dia da semana do calendário secular. Mui provavelmente os

cristãos escolheram esse dia porque era o dia no qual Jesus tinha ressurgido

dentre os mortos (Mt. 28:1; Marcos 16:2; Lucas 25:1; João 20:1). O Senhor

ressurreto também escolheu o primeiro dia da semana para se manifestar aos

seus discípulos quando estes estavam reunidos (João 20:19,26). Em todo caso,

parece que o primeiro dia da semana provavelmente veio a ser conhecido

como o "Dia do Senhor" (Ap. 1:10), e parece ter sido o dia no qual a igreja se

reunia com a aprovação dos Apóstolos (Atos 20:7). Não parece haver alguma

evidência no Novo Testamento que a igreja primitiva sentiu-se compelida a

observar o sétimo dia da semana como o Sabbath, e há certa possível evidência

que Paulo ensinou que os cristãos não estavam obrigados a observar esse dia

particular (Cl. 2:16).

Concluindo, a prática da observância do Sabbath no Domingo é baseada

primeiramente no entendimento que a Bíblia não ordena a observância no

sétimo dia do calendário semanal, e em segundo lugar na tradição da igreja

estabelecida sob a aprovação dos Apóstolos.

Fonte: http://thirdmill.org/

Márcio Melânia

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,

sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."

(2 Coríntios 13 : 11)

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SEGURANÇA DA CRUZ

Novembro 16th, 2008

Implicação da Cruz: Segurança Eterna

Por Aislan Fernandes Pereira

Certamente todo crente reconheceria que toda a glória da salvação do pecador pertence a Deus. Mas isto normalmente fica na intenção, na prática ocorre diferente quando avaliamos as causas e conseqüências de seus pensamentos. Ora, nenhum crente deve se vangloriar na presença de Deus (I Coríntios 1.29), mas as implicações de seu pensamento ou prática podem levar a isso. Devemos está sempre nos policiando de nossos próprios pensamentos e caminhos.

O crente perde ou não a salvação? Esta é um pergunta antiga, que para alguns é um assunto polêmico e já para outros é secundário. Contudo, não podemos negar a importância do assunto porque acreditamos com o exposto bíblico ser uma implicação da "palavra da cruz", mais especificamente da justificação pela fé. E diminuir ou negligenciar algum ponto da justificação pela fé é afetar diretamente a glória devida a Deus.

1. Graves implicações bíblicas

Vejamos quais as implicações em se adotar a perda da salvação como possível ou verdadeira:

1. Insuficiência de Jesus como Advogado junto a Deus.

Sabemos que o pecado ainda é uma realidade na vida do crente, contudo o pecado não tem mais nenhum poder acusador e condenatório sobre os justificados, mas atrapalha a vida espiritual do crente e sua intimidade com Deus (ver Salmos 32; 51).

Tanto é que no dia a dia da nossa salvação é necessário que haja um advogado. E esta é a razão de não sermos consumidos por causa dos nossos pecados atuais: "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (I João 2.1). Por isso, toda vez que Deus olha para nós, mesmo que estejamos em pecado, Ele considera a justiça de Cristo como a nossa, pois Jesus é a "propiciação pelos nossos pecados" (I João 2.1). Propiciação significa "afastar a ira de Deus" de sobre aquele que merece a ira (João 3:36; Efésios 2:3).

2. Insuficiência da justiça de Jesus na justificação pela fé.

A perda da salvação significa não crer na perfeição da justiça de Cristo como suficiente para satisfazer a Lei de Deus em tudo o que ela exige do pecador. Segundo o ensinamento do Novo Testamento sobre a expiação e propiciação, se um pecador volta a ser condenado por causa de seus pecados, isso indicará falhas na obra expiatória de Cristo. O que nos levaria, conseqüentemente, a concluir que a obra vicária de Jesus foi muito fraca para nos salvar da condenação eterna do pecado.

Ora, a Bíblia diz que é somente pela justiça de Jesus que somos justificados (Filipensses 3.8,9), nossa justiça não participa da justiça de Cristo, porque a nossa é imperfeita (Romanos 4.4-5) e trapo de imundícia para Deus (Isaías 64.6), por isso toda glória é dada a Deus por causa de Cristo.

3. A justificação pela fé fica prejudicada.

Se a justiça de Cristo não é suficiente ou nossa justiça participa da salvação então a justificação não é pela fé, mas inicialmente pela fé e depois pelas obras do pecador como a santificação que é o entendimento católico de justificação pela fé.

Ora, por imputação o pecador teve não apenas a dívida de seus pecados paga com a morte de Cristo, mas também a dívida de cumprir perfeitamente a lei ou os mandamentos de Deus também paga pela vida de Cristo (Romanos 4.4-5; Filipenses 3.8,9). Cristo não é apenas a nossa redenção, mas "o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação" (I Coríntios 1.30).

Aliás, a dívida de cumprirmos uma vida de obediência perfeita normalmente é negligenciada nos púlpitos. Só se fala da dívida dos pecados. Era exatamente o que Jesus estava querendo relembrar quando disse o seguinte para a multidão: "Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus 5.20). Já era difícil viver um padrão como a dos fariseus e escribas, maior padrão de obediência conhecido entre os homens na época, pior seria ultrapassar tal padrão. E ultrapassar tal padrão era na verdade chegar a perfeição moral como Jesus queria: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial" (Mateus 5.48). Este é o ponto crucial para Cristo e fatal para nós: a perfeição.

4. A intercessão de Jesus é falha.

Cristo faz constante intercessão por aqueles que Lhe são dados pelo Pai, e a Sua oração intercessória por Seu povo é sempre eficaz – "eu sabia que sempre me ouves" (João 11.42); "vivendo sempre para interceder por eles" (Hebreus 7.25). Quem de atreve a dizer que a intercessão de Jesus, sendo Deus, pode ser falha? (João 17.11; Lucas 22.31-32).

5. O amor de Deus é mutável e temporário.

Não importa o que nos aconteça no futuro; não importa a tentação que possa nos rodear; não importa as obras de Satanás; não importa se ele nos deixar desanimados ou nos tiver sob a sua mira, nunca mais o salvo "entrará em condenação", porque a causa de nossa salvação é imutável (não muda) e eterna: o amor de Deus, não o nosso amor frágil, infiel e inconstante (Romanos 8.31-39; João 5.24).

6. A vida "eterna" não é eterna.

Algo eterno não se dá por um dia, um mês, um ano ou mesmo cem anos. É eterno. (João 3.14-16; 10.27-29; 1 João 2.25; 5.10-11,13; Romanos 6.23). Tanto que já somos considerados como que estando no "monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão" (Hebreus 12.22-24). Não sabendo ou entendendo esta verdade as pessoas ainda vivem como que querendo entrar no monte Sião (nova aliança), com se não estivesse lá.

7. Não pode haver esperança na salvação.

Alguns textos afirmam que podemos ter esperança ou alegria na eterna salvação (Hebreus 6.11; 10.23; Romanos 5.2,5; Tito 1.1-2; 1 Pedro 1.3-6). Isto seria impossível se pudéssemos cair dessa salvação a qualquer momento.

Um cristão nunca vai poder está alegre (com segurança) com sua justificação, salvação de Deus, porque de fato ela ainda não ocorreu. A qualquer momento pode perdê-la. Na prática, para não caírem numa auto-ilusão religiosa, muitos cristãos começam a trocar a idéia da salvação da morte eterna dos pecados pela salvação das conseqüências temporárias do pecado, como o sofrimento, a doença, as dificuldades financeiras, os vícios.

Para assim se achar convencido de que tem "paz" com Deus ou é feliz com Jesus e acaba esquecendo a paz da reconciliação do pecador com Deus (Romanos 5.1,11).

8. Existem pecados dos quais Cristo não tem força para nos salvar.

Quem se atreve a dizer qual pecado, que tipo e com que freqüência o sacrifício vicário (substitutivo) de Jesus (Deus) não tem força ou valor?
Mas alguns falam do pecado imperdoável que seria a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mateus 12.31, 32) ou o pecado "para morte" (I João 5.16). Contudo a Bíblia não diz sobre a natureza desses pecados imperdoáveis.

É o mesmo problema do espinho da carne de Paulo: o que é afinal? Nem diz que um crente salvo pode comete-la. Aliás, será que Deus "tampou os olhos" quando nos salvou? Quer dizer, Ele não sabia como seria toda a nossa vida e todos os nossos pecados quando nos salvou? E quando Jesus fala da blasfêmia era uma resposta aos fariseus e não a crentes.

Ou ainda falam de pecados "ainda não cumpridos" como se Cristo só pudesse morrer quando o pecado fosse cometido, isto é, Cristo só pode morrer por aquilo que de fato ocorre e não pela possibilidade do pecado acontecer. Contudo quem disse que Deus não conhece todas as possibilidades? Ora, Paulo fala de duas possibilidades conhecidas por Deus que os "poderosos deste século" poderiam cometer: crucificar a Cristo ou não (I Coríntios 2.8). Porém Deus garantiu que apenas uma acontecesse: a crucificação de Cristo (I Coríntios 2.9, 10; cf. Atos 2.22, 23).

9. A salvação não é obra de Deus.

A salvação é pela graça porque é Deus quem salva, por isso recebermos a salvação mediante a fé (instrumento) e não mediante obras, que então se tornariam (parte da) causa da salvação (Efésios 2.8). E Deus é quem salva, porque sua salvação é completa do início ao fim, por isso Ele é o Autor e Consumador de nossa fé, aquele que inicia e termina a obra da salvação (Filipenses 1.6; Hebreus 12.2; Hebreus 5.9; 1 Coríntios 1.5-8). Portanto, é um equívoco grande alguém perder a salvação porque nunca a ganhou, nem no início, nem durante e nem no fim da obra. Caso contrário, teríamos um Deus descuidado que começa obras, principalmente a salvação de almas, e não termina. Ele não é Onisciente e Soberano? E mesmo que alguém pense tolamente em devolver a salvação a Deus estará perdendo seu tempo, porque novamente afirmo: a salvação do pecador não está em suas mãos, pois ele mesmo é propriedade exclusiva e incondicional de Deus (João 6.37; 10.27-29).

10. Não há herança guardada e não há filiação nenhuma.

Há uma herança – incorruptível, incontaminável – guardada nos céus para os salvos (1 Pedro 1.3-6; 2 Timóteo 1.12). Como Deus pode guardar algo "nos céus" se não tiver a certeza de que em vida não cairemos da salvação?

Mas alguém pode questionar: "Deus é soberano, portanto pode refazer quantas vezes quiser a nossa herança". Este é com certeza um Deus mutável de tanta inconstância, ignorante por não saber de nada do futuro e bobo por acreditar na impossibilidade de queda do pecador. É mais cômodo, portanto, da parte de Deus não preparar lugar nenhum para os salvos (João 14.2-3). Ora, a Bíblia também ensina que o salvo é adotado e gerado como filho de Deus ou irmão de Jesus (Romanos 8.15-17; Gálatas 4.4-7) e se torna, portanto, herdeiro de Deus, co-herdeiro de Cristo. Deus não nos deserta porque a causa exclusiva de nossa adoção está em Seu filho Jesus Cristo.

11. Não há selo do Espírito Santo.

A Bíblia diz que somos selados pelo Espírito Santo (Efésios 4.30). Mas tem muito crente que não sabe o significado disto. E somos selados no momento da conversão: "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa sa1vação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para a redenção da possessão de Deus, para louvor de sua glória" (Efésios 1.13-14). Deus colocando a si mesmo (Espírito Santo) como garantia de que nunca perderemos a salvação. Já imaginou tal garantia ser falha?

12. Os anjos seriam bobos em ficar alegres com o arrependimento do pecador.

"Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende" (Lucas 15.10). Acho que já cansaram disto. Imagine todos no céu numa só alegria, mas ninguém no céu tem segurança nenhuma de sua alegria. Aliás, como posso ficar alegre com a salvação de alguém com a eminência de perdê-la a qualquer momento?

2. Sentimento, prática e fato

Não crer na perda da salvação não garante a salvação. A salvação é garantida pela graça. Da mesma forma quem não crê na segurança eterna do crente não deixa de ser crente, porque a salvação depende da graça e não de um conhecimento profundo da mesma.

Então é um assunto secundário? Não para os sentimentos do crente. Crer ou não nessa doutrina não fará o crente mais ou menos salvo, entretanto o fará se sentir mais ou menos salvo. Este é o ponto.

Muitos acreditam na perda da salvação devido à prática de outros, principalmente de líderes e pessoas próximas. Mas a Bíblia não nega a apostasia de líderes, amigos e membros da igreja, pois:

1. É difícil distinguir o verdadeiro do falso crente. Quem sabe distinguir o joio do trigo? (Mateus 13.24-30). E quem conhece realmente qual solo é espinhoso ou rochoso ou bom? (Mateus 13.20). Mas existe o joio junto com o trigo na mesma igreja.

2. Um falso crente chega tão perto da fé genuína que pode se enganar a si mesmo e a outros. A lista de fatos na Bíblia impressiona:

a. Alguns diziam ter "comunhão" com Deus, que "não tinham pecado", que "o tinham conhecido", que "permaneciam" nele, e que estavam "na luz", mas João nega todas essas afirmações (1 João 1.6, 8, 10; 2.4).

b. Pedro fala daqueles que "escaparam das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo" e todavia "se deixam enredar de novo e são vencidos" (2 Pedro 2.20, 21).

c. Paulo tinha Demas como seu "cooperador" (Colossenses 4.14; Filemon 24), mas lamentou que "Demas, tendo amado o presente século, me abandonou" (2 Timóteo 4.10).

d. Judas Iscariotes recebeu dons celestiais de apostolado com poder de expulsar demônios e curar enfermos, mas nunca foi regenerado (Mateus 10.1). Jesus já sabia ser ele o traidor.

e. Há outros que farão milagres e expulsaram demônios e nunca foram crentes de verdade, mas se achavam (Mateus 7.22, 23).
"Restitui-me a alegria da tua salvação" (Salmos 51.12). Davi não pedia para restituir a salvação. A confirmação da nossa salvação nos serve para nos dar conforto e alegria, não para nos dar salvação. Uma coisa é o fato e outra é o sentimento. Nosso sentimento precisa ser alimentado e nós mesmos podemos fazer isso, na salvação não. Por isso a perseverança não deve ser anulada por causa da preservação do poder de Deus na salvação (1 Pe 1.5).

Entretanto os sentimentos podem atrapalhar. É necessário que aquele que queira ser renovado por está frio ou em pecado creia na eficácia da justiça de Cristo, pois se "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1.9). E aqui os sentimentos não ajudam, porque a lembrança do pecado ainda pode ser forte. É necessário crer para a alegria ser renovada e não contrário, esperar sentir algo bom para crer.

3. Textos bíblicos mal-interpretados

As graves implicações mostradas num tópico anterior deveriam ser suficientes para não sermos precipitados em nossas conclusões diante de textos que aparentam falar de perda da salvação. A Bíblia parece dar margem a duas opiniões. É verdade. E não apenas quanto a esse assunto, mas a qualquer um que se queira, bastando fazer uma interpretação sem seguir regras básicas de hermenêutica como o contexto.

1. Parábola da figueira, do bom servo e do mau, das dez virgens e dos talentos (Mateus 24.32-25.30)

Então essas parábolas falam da vigilância em não perder a salvação ou em crer em Cristo?

Para responder a esta pergunta e outras usaremos da regra básica de hermenêutica de usar o contexto para interpretar um texto, isto porque o "texto bíblico intertreta a si próprio" – lição da Reforma. Ora, se você fosse Jesus contando essas parábolas você falaria de perda da salvação para quem não é salvo (multidão)?

Logo, será o público-alvo que vai definir qual o caráter da pregação. O contexto começa em Mateus 24.1 e termina em Mateus 26.5, e em Mateus 24.37-39 sabemos quem é o público-alvo, logo sabemos a resposta: vigilância em relação em crer ou não em Cristo. Aliás, depois dessas parábolas o assunto é sobre separação entre cabritos (ímpios) e ovelhas (crentes).

2. Persistência até o fim para ser salvo (Mateus 24.13; Hebreus 3.14; Apocalipse 2.10)

Esses textos são muitos citados para justificar a perda da salvação também, mas são na verdade equívocos básicos de interpretação, pois no texto de Mateus Jesus estava falando da Tribulação, como se vê pela referência que fez ao "abominável da desolação" (v.15). Ele estava falando dos judeus que seriam perseguidos naquele período, pois menciona "os que estiverem na Judéia" (v.16). Logo, parece indicar que os crentes judeus que sobreviverem à tribulação, sem ser martirizados, serão libertos ("salvos") no fim, quando Cristo voltar. Para o texto de Hebreus basta ler o versículo seguinte (v. 15): "Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma". A passagem de Apocalipse não oferece qualquer dúvida se a pessoa souber diferenciar vida de coroa da vida. Ora, as boas obras do crente – já salvo – serão recompensadas.

Aliás, devemos diferenciar o fruto da condição, a conseqüência da causa. Uma característica visível do crente é a constância na fé, não quer dizer o fator determinante. É mais um fruto do crente.

Permanecer fiel à Palavra de Cristo não nos faz mais salvos (João 8.31), nem tampouco o fato de produzirmos frutos é um processo para sustentar a salvação (João 15.8), mas são evidências de quem foi salvo. Assim como "confessar diante dos homens" (Mateus 10.32-33) é um dever cristão (marca indispensável de um cristão) e não uma condição de se tornar cristão ou sustentar a salvação.

3. A queda dos iluminados (Hebreus 6.4-6; 10.26; Gálatas 5.1-4)

Há os chamados hebreus que foram "iluminados", "provaram o dom celestial", tinham "se tornado participantes do Espírito Santo", tinham "provado a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro", e tinham recebido "o pleno conhecimento da verdade", contudo "cairam" e de tal forma que não há mais retorno ou arrependimento. E muitos acreditam ser isto uma perda da salvação. Da mesma forma se entende com os galátas que "decaíram da graça".

Primeiro, muito é negligenciado ou desconhecido a respeito da profundidade da graça de Deus no incrédulo. Ora, há os que "ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria", contudo como "não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração, e lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da Palavra, logo se escandalizam. Os outros, os semeados entre espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a Palavra, ficando ela infrutífera. Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem, por um" (Marcos 4.14-19). Os que se escandalizam ficam assim porque "não têm raiz em si mesmos". Por isso não duram, são de pouca duração. A obra do Espírito na regeneração tem a dimensão de uma raiz que é cravada no interior do homem, num coração preparado por Deus (Ezequiel 36.24-27). Aliás, podemos traçar uma comparação entre a profundidade da graça na vida de um incrédulo e na vida de um crente:

Incrédulo

Crente

Recebe iluminação. E pode se afastar das trevas do paganismo e do judaísmo.

Tem a luz da vida (João 8.12).

Prova o dom celestial, Jesus Cristo. E pode ser curado de problemas terrenos.

Digere verdadeiramente o corpo e o sangue de Cristo (João 6.53). E é curado de problemas eternos, independente dos terrenos.

Participa e prova do Espírito.

Regenerado e habitado pelo Espírito.

Prova os poderes do mundo vindouro como milagres ou prodígios.

Já é parte do mundo vindouro (Hebreus 12.22).

Enfim, o sentido de queda para os hebreus era a volta ao judaísmo e ao sacrifício judaico e para os gálatas era a circuncisão já que "se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa" (Romanos 4.14), porque eles estavam buscando novamente a justificação pela lei quando não havia mais necessidade. Não era portanto o pecado imperdoável ou a crença numa filosofia vã o motivo da queda. E não tinham as mesmas características de um crente regenerado, apesar da profundidade com a graça de Deus.

E quando Paulo fala que "se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados" deve ser lido com um olhar contextual quando ele afirma em seguida "Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma" (Hebreus 10.39).

4. Conclusão: Glória de Deus

Não crer na perda da salvação não garante a salvação. A salvação é garantida pela graça. Da mesma forma quem não crê na segurança eterna do crente não deixa de ser crente, porque a salvação depende da graça e não de um conhecimento profundo da mesma. Então é um assunto secundário? Não para a glória de Deus. Crer ou não nessa doutrina não fará o crente mais ou menos salvo, entretanto o poderá fazer glorificar menos ou mais a Deus. Este é o ponto.

Um pensamento corrente de "pecarei o quanto quiser, porque sempre estarei salvo". Este não pode ser um pensamento de quem foi gerado de Deus. Será que Deus seria bobo de adotar alguém e não gerar uma nova natureza (Gálatas 4.4-7)? Será que um filho, que ama sua mãe de todo coração diria: "Pecarei o quanto quiser. Sei que mamãe ainda vai continuar me amando, por isso continuarei fazendo que é errado"? Quem pensa assim não está preocupado com a glória de Deus e da mesma forma o líder que pensa em não tocar nesse assunto com medo de alguém chegar a essa incrédula conclusão também não está preocupado com a glória de Deus. Portanto na nova aliança o amor é a motivação íntima da obediência e a lei de Cristo é sua orientação: "A lei são os olhos do amor. Sem lei, o amor é cego".

Portanto não basta a intenção de glorificar a Deus, devemos sondar nossos pensamentos – verificar as implicações e motivos deles – para assegurarmos se não estamos diminuindo a glória devida a Deus, mesmo que seja um assunto antigo e os nossos sentimentos e os testemunhos de outros mostrem o contrário.

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno" (Salmos 139.23, 24).

Márcio Melânia

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,

sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."

(2 Coríntios 13 : 11)

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AS SETE PALAVRA DA CRUZ

Novembro 16th, 2008

AS SETE PALAVRAS DA CRUZ

Estando Jesus Cristo dependurado na cruz, citou sete frases, as quais são conhecidas no meio evangélico como AS SETE PALAVRAS DA CRUZ.  Cristo não fala aleatoriamente ou apenas por falar. Em cada expressão há um fundamento, em cada palavra um significado. Vamos meditar nas palavras do Senhor, conhecer a sua verdade, para crescimento espiritual da Igreja edificada no Corpo de Cristo, pelo socorro do Espírito Santo de Deus.

 PRIMEIRA PALAVRA - Evangelho de Lucas 23.34: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Enquanto que a lei de Moisés mandava amar ao próximo e aborrecer o inimigo, Jesus Cristo, pela sua infinita bondade, no momento da sua maior angústia teve a humildade de interceder ao Pai por aqueles que lhes afligia, dando-lhes a oportunidade de arrependimento para receber o perdão dos pecados e a esperança da salvação.

Homem de dores, sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados, foi humilhado das mais terríveis e diversas formas. Com todo poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou fazer desaparecer tudo repentinamente, não pediu vingança ao Pai, pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, porque SUBLIME É O PERDÃO.

No Evangelho de João 3.17, disse Jesus: Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.

Em João 12.47 disse: E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.

CRISTO NOS ENSINA A PERDOAR – Evangelho de Mateus 5.43 a 46, Jesus disse: Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?

Evangelho de Lucas 6.27 a 29, Ele disse, mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos , fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam.

Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses. Ama, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Mateus 6.12, 14 e 15 diz: Pai perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

O Senhor sonda os nossos corações, Ele sabe perfeitamente que prostrar-se diante do Pai e rogar-lhe o perdão, é algo relativamente fácil. Mas tirar a mágoa do coração, perdoar e não se lembrar mais, já não é tão simples assim. Por isso Ele, condicionou: se perdoarmos aos homens as suas ofensas, receberemos o perdão do Pai, porém, se não perdoarmos também não seremos perdoados.

Leia neste site: SUBLIME É O PERDÃO.

A SEGUNDA PALAVRA - Evangelho de Lucas 23.43, disse Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

Para entendermos esta palavra, vamos começar pelo livro de Gênesis 3.6, 7, onde o homem acabou perdendo a sua maior herança:  Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

Gênesis 3.23, 24: O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulsou o homem, e pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada, que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

Hebreus 12.16, 17: Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou. Esaú pecou, e quando veio o arrependimento, não achou lugar para alcançar o perdão, porque o pecado havia entrado no homem, e foram expulsos do paraíso, que Deus havia formado para o homem viver eternamente. O Senhor havia colocado anjos, vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado.

Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o Senhor Deus entregasse o seu próprio filho a   habitar  entre nós, o qual deu a sua vida em sacrifício vivo numa cruz,  porque sem derramamento de sangue não haveria remissão dos pecados, o qual também  ressuscitou ao terceiro dia para a esperança da nossa salvação ( Romanos 4:25 ).

E hoje, pela aspersão do seu sangue, achamos lugar de arrependimento porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte do seu filho, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem.

Mateus 10.32: Disse Jesus: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Romanos 109: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus Cristo, e com teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.

Lucas 5.31 e 32, Ele disse: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. E no livro de  Lucas 19.10, Jesus ainda disse: Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Leia Neste site: JESUS CRISTO, A SALVAÇÃO PARA OS PECADORES.

A TERCEIRA PALAVRA – Evangelho de João 19.26 e  27, disse Jesus: Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí a tua mãe, ele cuidará de ti.

João 19.25  a 30: E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e Maria Madalena.

Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e o discípulo a quem Ele mais amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

Nestas últimas palavras de Jesus estando na cruz, "Ele" evidenciou que o seu vínculo com Maria havia encerrado, porque a parte humana, a parte material de Jesus Cristo a qual Maria havia desenvolvido no seu ventre, havia sido morta em sacrifício vivo para remissão dos pecados de muitos. Porém, a parte espiritual que veio de Deus Pai, permanece viva porque Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado, o qual Maria não tinha mais nenhum vínculo. Foi elevado ao céu,  está sentado à direita do Pai e pelos pecadores intercede.

Jesus disse ainda que o discípulo a quem Ele mais amava seria o seu filho, e Maria a sua mãe, isto porque ambos eram humanos, carnais; mas Jesus Cristo é Espírito, e o carnal não pode sobrepor o espiritual.

João 3:6 - Disse Jesus: O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito. Apesar de, a parte material de Jesus ter sido desenvolvida no ventre de Maria, Ele foi "gerado" pelo Espírito Santo, pela virtude do Altíssimo (Lucas 1.35). E o anjo ainda avisou Maria: "Ele será chamado filho de Deus".

O Senhor Jesus teve a preocupação de não deixar Maria desamparada, encarregou de cuidá-la a pessoa da sua maior confiança, o apóstolo a quem "Ele" mais amava. Criou entre eles o maior vínculo de amor fraterno entre os seres humanos, a relação mais harmoniosa, o amor maternal, para conforto de ambos. Podemos observar também que apesar do respeito que o Senhor Jesus Cristo tinha por Maria, pois era sem pecado, em nenhum momento, dentro do Evangelho, Jesus Cristo deu o tratamento de mãe para Maria, "Ele" sempre a tratava por "mulher".

Leia neste site: A ABOMINÁVEL IDOLATRIA.

 

A QUARTA PALAVRA – Evangelho de Mateus 27.46, Jesus disse: Eli, Eli, lema sabactâni. Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?

A palavra do Senhor, no livro de Isaias Capítulo 53:3 diz que Jesus Cristo era homem de dores. Tinha os nossos  sentimentos, sentia as mesmas dores, as nossas necessidades físicas, e sabia da grande aflição que havia de passar. Angustiou-se muito, mas não temeu, nem recuou, antes buscou conforto naquele que tem poder para todas as coisas.

No Evangelho de Marcos 14.32 a 36 a palavra diz: E foram a um lugar chamado Getsêmane, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. E tomou consigo Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se.

E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte, Ficai aqui, e vigiai. E tendo ido a um pouco mais adiante, prostrou-se em terra e orou para que, se fosse possível, passasse dele àquela hora.

E disse: Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice, não seja, porem, o que eu quero, mas o que tu queres.

Lucas 22.40 a 44:  E, quando chegou aquele lugar, disse-lhes: Orai para que não entreis em tentação. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra, e pondo-se de joelhos, orava dizendo: Pai, se queres passa de mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade, mas a tua . E apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava.

E posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão.

O sofrimento era intenso, muita crueldade, algo terrível, estando Cristo dependurado, com uma coroa de espinhos cravada na cabeça, havia mais de três horas naquela cruz, sendo humilhado, escarnecido, açoitado. Levava sobre si todas as nossas dores, e angústias, o pecado do mundo inteiro pesava sobre Ele. Em dado momento clamou ao Pai dizendo: Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?

O Salmista Davi, divinamente inspirado, já profetizava o grande sofrimento do Messias. Vejamos:

Salmos 22.1, 7,  8, 11 a 15: Deus meu, Deus, porque me desamparastes? Por que te alongas das minhas palavras do meu bramido e não me auxilias?Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor, que o livre, livre-o, pois nele tem prazer. Não te distancie de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude. A minha força se secou como um caco, e a minha língua se pega ao meu paladar, e me puseste no pó da morte.

Salmos 42.5: Porque estás abatida ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.

Salmos 143.4: O meu espírito se angustia em mim, e o meu coração em mim está desolado.

E na carta aos Hebreus 5.7 a 9: Cristo, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.

I Pedro 2.20-22: Porque, que glória é essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.

Carta aos Romanos 6.6 a 8: Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo, pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. Apesar do sofrimento, em nenhum momento o Senhor Jesus Cristo recuou ou pensou em desistir, mas evidenciou o seu propósito com o Pai, pois sabia do grande gozo que lhe estava prometido.

Leia neste site: A INFINITA HUMILDADE DE JESUS CRISTO.

 

A QUINTA PALAVRA  -  Evangelho de João 19.28: Disse Jesus: Tenho sede.

Evangelho de João 19. 28 e 29 a palavra diz: Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede. Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.

A PROFECIA DO SOFRIMENTO DO MESSIAS NO LIVRO DOS SALMOS

Salmos 69.3 a 21: Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus. Aqueles que me aborrecem sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; aqueles que procuram destruir-me sendo injustamente meus inimigos, são poderosos; então, restituí o que não furtei. Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos. Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor.

Senhor dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel. Porque por amor de ti tenho suportado afronta; a angustia cobriu o meu rosto. Tenho-me tornado como um estranho para com os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe. Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim. Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas. Pus, por veste, um pano de saco e me fiz um provérbio para eles. Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; sou a canção dos bebedores de bebida forte. Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação. Tira-me do lamaçal e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me aborrecem e das profundezas das águas. Não me leve à corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim. Ouve-me, Senhor, pois boa é a tua misericórdia; olha para mim segundo a tua muitíssima piedade. E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa. Aproxima-te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos. Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários. Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.  

Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.

Salmos 42.2 - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo, quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

Salmos 143.6 - Estendo para ti as minhas mãos, a minha alma tem sede de ti, como a terra sedenta.

 

A SEXTA PALAVRA – Evangelho de João 19.30, disse Jesus: Está consumado.

João 17.4, disse Jesus: Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.

Está consumado. As profecias haviam sido cumpridas, o Cordeiro inocente, pela aspersão do seu sangue, havia aniquilado o pecado. Triunfou sobre a morte cravando-a na cruz (Colossenses 2.15). Sendo Ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.

João 3.16: Jesus disse: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Romanos 5:8, 19 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Porque como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um,  muitos serão feitos justos.

João 4:34 - Disse Jesus: A minha comida, é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

AS PROFECIAS DO SACRIFÍCIO E  CONSUMAÇÃO DO MESSIAS

Isaias 53.4 a 8 - Verdadeiramente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. "Ele" foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido.

 

A SÉTIMA PALAVRA – Evangelho de Lucas 23.46 "b": Disse Jesus: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

Mateus 27.50 a 52: E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o Espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. No momento em que Cristo rendeu o seu Espírito, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, estávamos libertos da lei, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. (Romanos 3.24).

O CUMPRIMENTO DAS PROFESSIAS

Salmos 22.14 - Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera e derreteu-se dentro de mim.

Isaias 53:9-12:  E puseram a sua sepultura com os ímpios e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fa