Jesus de Nazare

A VINDA DE CRISTO.

Agosto 13th, 2008

O Arrebatamento, a Segunda Vinda e o Milênio

A escatologia é o aspecto da doutrina bíblica que lida com as “ultimas coisas” (do grego eschatos, “final”). Em 1 Jo 2.18, João descreve os momento em que escreveu como sendo a “última hora”, evidenciando que ele, como em todas as gerações, vivia em expectativa imediata da segunda vinda de Cristo e via o seu tempo como um no qual a presente evidência parecia afirmar que a sua geração era mesmo a última. Não é uma atitude doentia: Cristo Jesus deseja que as pessoas aguardem ansiosamente a sua volta ( Mt 25.1-3; 2Tm 4.8).

João não aponta apenas para o avançado da hora da história como ele a vê; ele também se volta para o assunto do anticristo, um tema comumente discutido quando se estuda a escatologia. O espírito do anticristo, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a restauração da nação de Israel e o reino milenar de Cristo na Terra estão todos ente os muitos assuntos que a Bíblia descreve como “últimas coisas”. A Bíblia claramente diz que essas coisas devem acontecer. Entretanto, o momento exato não está claro: em muitos casos não é dada a seqüência ou maneira correta do cumprimento de tais acontecimentos.

Este site não segue qualquer ponto de vista conclusivo em relação a esses assuntos popularmente discutidos. Pelo contrário, ele procura ajudar os companheiros cristãos a compreender o ponto de vista dos outros e a fim de auxiliar no diálogo e repudiar o fanatismo. Provavelmente não seja razoável para um cristão ser separado de outro na interpretação de coisas ainda futuras, coisas das quais não se pode saber o resultado final até que realmente ocorram. Tanto o arrebatamento da igreja (incluindo a segundo vinda de Cristo) quanto o milênio (ou o período de mil anos do reino de Cristo) são peças centrais no futuro profético. Honestidade em relação a esses dois acontecimentos, que são absolutamente certos nas Escrituras, mostra que não são absolutamente precisos em se designar uma época especifica ou método ou ordem definitiva de ocorrência.

São apresentados oito possibilidades, todas com base bíblicas, sobre a ordem das coisas dos últimos dias. Isto sugerem, que nenhuma dessas correntes é a correta, mas, que são teorias apenas. Portanto, não deve-se jamais discuti-las ou serem ensinadas como verdade absoluta.

Visão pré-milenista pré-tribulacionista
Visão pré-milenista pós-tribulacionista
Visão pré-milenista mid-tribulacionista
Visão pré-milenista pré-tribulacionista com arrebatamento parcial
Visão pré-milenista do arrebatamento pré– ira
Visão pós-milenista evangélica
Visão amilenista de Sto Agostinho
Visão amilenista (uma segunda versão) TEXTO COPILADO.

A GRANDE TRIBULAÇÃO

Agosto 10th, 2008

Já vimos que a segunda vinda de Cristo consiste de duas fases e que estas duas fases devem ser separadas por um período de tempo. O autor apresentou sua crença em que este período de tempo será o tempo da futura grande tribulação. Suas razões para esta crença aparecerão no curso deste capítulo. Deveremos estudar este período sob as seguintes epígrafes:

I. AS PASSAGENS QUE DESCREVEM ESTE PERÍODO

A primeira passagem que desejamos observar é Mat. 24:21,22 e reza como segue: ?E haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver; e, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias?. Que estas palavras não podem ser totalmente referidas aos sofrimentos dos judeus ao tempo do sítio e destruição de Jerusalém por Tito, A. D. 70, está mostrado nos versos 29 a 31. Estes versos nos contam que imediatamente após a tribulação desses dias Cristo virá em poder e grande glória. Isto claramente se refere à segunda fase da vinda de Cristo. Nada do que atendeu ou resultou da destruição de Jerusalém pode satisfazer completamente a estes versos. Verdade é que, segundo o v. 34, a destruição de Jerusalém causou ou um cumprimento espiritual ou típico de tudo que está predito nesta parte do discurso. A destruição de Jerusalém vibrou o golpe mortal no judaísmo e marcou a vinda do reino de Deus com poder, como Jesus predissera (Mar.9:1; Mat. 16:28; Luc. 9:27). Foi isto um cumprimento espiritual de tudo quanto Cristo disse sobre Sua vinda neste capítulo. E o sítio de Jerusalém (A. D. 70) trouxe um cumprimento típico de tudo quanto Ele disse sobre Jerusalém neste capítulo. Mas o cumprimento literal daquilo que Cristo disse sobre Sua segunda vinda e o antítipo do cerco de Jerusalém ainda estão para vir. Nenhum crente na inspiração verbal pode achar na destruição de Jerusalém uma satisfação perfeita e completa da profecia deste capítulo. Sua referência final deve ser ao cerco final de Jerusalém na batalha de Armagedão (Apoc. 16:13-21; 19:11-21; Zac. 12:2-9; 14:1-7, 21-25 ), e a vinda pessoal e corporal do Senhor, como prometida em Atos 1:11.

Mas em Apoc. 6 a 19 cremos ter uma descrição muito mais extensa e pormenorizada deste período. Tomamos estes capítulos como descritivos deste período pelas duas razões seguintes:

1. COMO VIMOS NO ÚLTIMO CAPÍTULO, TEMOS NO CAPÍTULO SÉTIMO A SELAGEM DOS SERVOS DE DEUS NA TESTA E SOMENTE OS JUDEUS SÃO SELADOS

Isto mostra que todos os crentes gentios (e prévios crentes judaicos) foram arrebatados da terra e, portanto, que o rapto dos santos (que ocorrerá na primeira fase da vinda de Cristo ? 1 Tess. 4:15-17) já teve logar. Então a segunda fase da vinda de Cristo está claramente retratada em Apoc. 19:11-12. Portanto, tomamos a seção mediante do livro como descrevendo o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo e relacionamos o capítulo seis com este período porque consideramos os cavaleiros dos quatro cavalos (6:2-8) os mesmos como os quatro anjos (7:13) cuja obra está restringida até depois da selagem dos servos de Deus.

2. ENTÃO EM APOC. 7:14 TEMOS UMA REFERÊNCIA AO PERÍODO DA GRANDE TRIBULAÇÃO COMO ESTANDO EM PROGRESSO.

Apoc. 7:14 reza: ?Estes são os que saem da grande tribulação e lavaram os seus vestidos e os fizeram brancos no sangue do Cordeiro?. Estas palavras foram faladas da multidão inumerável do v. 9. O original aqui é muito enfático. Diz literalmente: ?Estes são os que estão saindo de tribulação, a grande?. Não é só de tribulação em geral que se fala aqui: é uma tribulação definita e particular, a saber, a grande. O particípio presente neste verso, ?estão saindo? mostra que a grande tribulação está em progresso. Assim assinamos esta seção do livro ao período da grande tribulação.

II. A DURAÇÃO DESTE PERÍODO

Nossa convicção é que este período será de sete anos em duração. Sustentamos esta convicção porque o tempo combinado de profetizar das duas testemunhas (Apoc. 11:3) e a carreira da besta (Apoc. 13:5) é, aproximadamente, de sete anos. Notai que as testemunhas devem profetizar por ?mil duzentos e sessenta dias? (aproximadamente três anos e meio); então é para a besta levantar-se e matá-los (Apoc. 11:7) e continuar ?quarenta e dois meses? (Apoc. 13:5). Nossa opinião é que as testemunhas principiarão a testificar logo depois do rapto e, desde que a besta deve ser destruída quando Cristo vier para julgar e guerrear (Apoc. 19:11-21; 2 Tess. 2:8), concluímos que a duração do período mediante é para se achar pelo método supra. Notar-se-á que tomará os mil, duzentos, e sessenta dias, com os quarenta e dois meses, literalmente. Fazemos isto em harmonia com a regra mencionada no nosso último capítulo. Não achamos razão para tomá-lo diferente quer nas passagens mesmas, ou no seu contexto, ou em qualquer outra passagem.

Também sustentamos ser a grande tribulação de sete anos de duração porque a consideramos como sendo a semana de setenta semanas de Daniel (Dan. 9:27).

III. OS HORRORES DESTE PERÍODO

Este período é para ser o ?dia? da ira de Deus. Durante este período o Deus, a quem pertence à vingança, vingar-se-á do tratamento que este mundo dispensou ao Seu Filho e aos Seus santos. Ele vingará completamente Seus eleitos (Luc. 18:7; Apoc. 6:9,10). Ele derramará os vasos de Sua ira até as últimas fezes amargas sobre esta terra amaldiçoada de pecado e entenebrecida pelo diabo. A terra será arrancada do diabo e o seu povo dado ao povo de Deus (Mat. 5:5).

IV. SALVAR-SE-Á ALGUÉM DURANTE ESTE PERÍODO?

É isto questão muito controvertida, mas nós inhesitantemente damos uma resposta afirmativa como opinião nossa. No capítulo onze, como já vimos, temos a menção das duas testemunhas de Deus. Como já afirmamos que cremos que estas duas testemunhas profetizarão durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo, cremos que elas pregarão o Evangelho e anunciarão o reino milenial, tanto como Cristo e os apóstolos pregaram o Evangelho e anunciaram o reino espiritual (o reino de Deus) e a fase temporal do reino do céu. Não podemos pensar em nenhuma outra mensagem que Deus teria para o mundo durante este período.

E sustentamos que o cento e quarenta e quatro mil judeus de Apoc. 7 serão salvos imediatamente depois do princípio da grande tribulação.

Então, por causa do tempo presente no v. 14, consideramos a multidão em Apoc. 7:9-17 como contendo alguns que são salvos durante este período, e que, tendo sido martirizados ou doutra maneira falecidos, são imediatamente arrebatados ao céu, um tanto segundo a mesma maneira como as duas testemunhas em Apoc. 11:7-12.

Também tomamos as ovelhas no julgamento das nações (Mat. 24:31-46) como o povo que creu e foi salvo durante este período.

Pode ser perguntado como o povo será salvo durante este período. Respondemos que serão salvos exatamente do mesmo modo como todos os outros o foram. Deus nunca teve e jamais terá senão um modo de salvação. Esse um modo é pela graça através da fé. ?Mas?, pode alguém dizer, ?como pode alguém salvar-se depois que o Espírito Santo foi tirado do mundo?? A resposta é que serão salvos justamente como foram antes do dia de Pentecostes. Durante o período da grande tribulação o Espírito Santo terá acesso ao mundo tanto como Ele teve antes do dia de Pentecostes.

O JULGAMENTO

Agosto 2nd, 2008

DANIEL NA BABILÔNIA

Julho 28th, 2008

O sonho de Nabucodonosor

Nesse sonho, Deus revela seu plano para com as nações gentílicas (Lc.21:24). Esse capítulo é conhecido como o ABC da profecia, e contém o mais simples e completo quadro de toda a Bíblia.

Israel havia sido infiel a Deus; por isso Deus entregou a Nabucodonosor o poder para governar as nações e deu-lhe um sonho que fez com que ele ficasse perturbado em seu espírito e não pudesse dormir mais. Ele procurou a solução para os seus problemas chamando os:

· Magos - possuidores de conhecimentos ocultos

· Astrólogos - aqueles que buscam sinais nas estrelas

· Encantadores - invocadores de espíritos malignos

· Caldeus - classe de homens "sábios" em Babilônia

No capítulo 2, versículo 4, Daniel começa a escrever em idioma aramaico. Deus fez com que a profecia maior da Bíblia, relativa às nações gentílicas, fosse escrita em língua gentílica. O aramaico era a língua internacional no tempo de Nabucodonosor. A partir de Daniel 7:28, a Escritura continua novamente no idioma hebraico.

O sonho de Nabucodonosor não foi "um sonho a mais", porém ele disse: "eu esqueci o assunto". A palavra original significa "seguro", "certo" ou "firme". Então, o rei disse: "O assunto é seguro". É possível que ele tivesse dito que o havia "esquecido" para provar os sábios Nabucodonosor possivelmente pensou que se eles pudessem prever alguma coisa, então mais facilmente poderiam saber o passado.

A resposta dos caldeus:

Não há ninguém… Que possa declarar a palavra ao rei

Nenhum rei há… Que requeira coisa semelhante·

A coisa… É difícil

Ninguém há que a possa declarar… Senão os deuses

Eles tinham razão, o assunto não era de homens, nem do diabo e seus demônios, porque era assunto do Espírito de Deus.


Uma revelação de Deus

A falta de uma resposta dos "sábios" provocou a ira de Nabucodonosor, que ordenou que todos os caldeus (sábios) fossem mortos. Daniel e seus companheiros também seriam vítimas dessa matança. Tudo isso permitiu que Daniel e seus amigos tivessem oportunidade para demonstrar a grandeza de Deus, do Deus de Israel diante do rei. Por sua humildade e busca, Daniel recebeu a revelação de Deus com respeito ao sonho. E isto resultou no cântico de Daniel. Certamente houve muita alegria entre Daniel e seus companheiros por ter recebido a revelação do sonho.


O conteúdo do sonho

Aríoque, o encarregado de promover a matança, colocou a sua própria cabeça em perigo ao dizer: "Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá". Pensando de forma natural, melhor teria sido matar os sábios sem dizer nada ao rei. Certamente Nabucodonosor teria ordenado que a cabeça de Arioque fosse cortada se Daniel não tivesse sabido qual era o sonho e a sua interpretação.

Daniel explicou que o sonho seria para fim dos dias ou para os dias vindouros. Estas frases incluem eventos que, para os dias de hoje, são parte da história. Ou seja, em nosso tempo, já vivemos estes dias posteriores.

Por que Deus escolheu um rei pagão para revelar tão grandes mistérios? A resposta para esta pergunta tem a ver com a rebelião de Israel contra Deus. Nabucodonosor, mesmo tendo sido o receptor do sonho, não entendeu o seu significado. Além do mais, não haveria entendido a importância de sua interpretação; nem sequer o sonho teria causado impacto nele. Era a revelação do sonho esquecido que lhe causou admiração. Concluindo, esse rei pagão não entendeu nada da revelação divina.

Daniel descreveu a estátua do sonho e a pedra cortada sem auxílio de mãos, na presença do rei. Isto serviria como introdução para a interpretação do sonho.

A INTERPRETAÇÃO DO SONHO

O sonho de Nabucodonosor apresenta o curso do tempo dos gentios, mas, antes de dar a interpretação, Daniel faz Nabucodonosor saber que "há um Deus nos céus, o qual revela mistérios; ele fez saber…".

Daniel, através da interpretação, identifica Nabucodonosor pessoalmente com a cabeça de ouro, e diz que ele é rei de reis. Esta frase era usada para se falar dos imperadores da Babilônia, Média e Pérsia. A idéia era que havia "reis" debaixo da autoridade de outro "rei" maior.

Deus deu a Salomão grandes promessas. Estas promessas vieram de Deus desde os tempos antigos através dos patriarcas. A grandeza de seu reinado, mesmo tendo sido curta, mostrou o que poderia ter sido, mas Salomão foi atrás das loucuras e prazeres carnais. Por isto Israel perdeu por um tempo - que ainda não se cumpriu - seu reinado universal. Os impérios gentios, começando por Babilônia (605 a.C.) e seguindo por outros impérios descritos por Daniel nesta porção que estamos estudando, tem substituído temporalmente o reinado que deveria ter sido exercido pelos judeus.

O segundo reino do sonho é o Medo-Persa, e corresponde aos peitos e braços de prata. Este reino sucedeu ao Império Babilônico no ano 539 a.C.

O ventre e os músculos de bronze representam o Império Grego, que foi estabelecido por Alexandre "O Grande" no ano de 331 a.C., depois de sua vitória sobre Dario III. (Dn 8:20, 21; Dn 8:7, 8) .

O último Império, o Romano (27 a.C.), foi dividido primeiro em duas partes (as duas pernas da estátua, 330d. C., época de Constantino) e depois em dez partes (os dedos dos pés, futuro). (Dn 2:40)

As pernas da estátua, o último Império, foram cumpridas na divisão do Império Romano em duas partes: o Império Romano do Ocidente (Roma) e o Império Romano do Oriente (Constantinopla, Império Bizantino - Dn2:41).
Mais de dois mil e quinhentos anos têm-se passado e agora os dedos dos pés da estátua estão prestes a ter o seu cumprimento. A União Européia (antes o Mercado Comum Europeu, que já tem uma moeda única - o euro) integrada por um grupo de nações, unida por motivos econômicos e comerciais, pode representar os dedos da estátua vista por Nabucodonosor em Daniel 2:41.

Mesmo que o número de membros possa variar até a manifestação do anticristo, serão dez os da aliança quando a besta se apresentar.

Atualmente, na União Européia existem mais de dez nações, mas a união final - esta ou outra - será a Nova Roma e estará localizada no território que geograficamente pertencia ao antigo Império Romano. As Nações da União Européia já têm formado o seu parlamento e têm como sede Bruxelas, capital da Bélgica.

As dez nações formarão uma aliança de ferro e de barro. A mistura do ferro e do barro representa a mistura de várias formas de governo, unidas através de alianças. (Dn 2:43).

A estátua é destruída por uma pedra cortada sem auxílio de mãos (o Rei Jesus, em sua segunda vinda) e a pedra se expande em forma de um monte que encherá toda a terra.

O sonho representa a grandeza do poder mundial dos gentios visto pelos olhos de um rei pagão, Nabucodonosor. Essa grandeza é passageira e será destruída pelo Rei Jesus em sua vinda.

Abaixo da cabeça de ouro, os metais perdem o valor, mas ganham força. Roma era a mais forte em potência militar e a mais fraca em sistema governamental. Cientificamente tem-se comprovado que o barro cozido é de alta resistência, mas parte-se com facilidade por não ceder à pressão (baixa elasticidade), agüentando até o momento final antes de quebrar-se. O ferro, por outro lado, aparenta ser mais resistente, mas, sob pressão, fica deformado: não acontece assim com as cerâmicas modernas. Utilizando-se a cerâmica tem-se fabricado motores experimentais de automóveis e diversos aparelhos que agüentam a força e as altas temperaturas que destruiriam o próprio ferro.

Tudo isto comprova a inspiração divina do sonho e sua interpretação, já que Deus conhecia a natureza da cerâmica antes do homem.

A pedra cortada sem auxílio de mãos destruiu o sistema mundial dos gentios (em sua forma final). É então quando a pedra se tornará um grande monte, que encherá toda a terra. A destruição do sistema mundial dos gentios não ocorreu na primeira vinda de Cristo. A ação descrita pela pedra, Cristo, em sua destruição da estátua (símbolo do sistema mundial dos gentios), terá seu fiel cumprimento na segunda vinda.


Daniel é honrado

Nabucodonosor, humilhado, reconheceu superficialmente o Deus de Daniel, declarando que Ele era o maior entre todos os deuses. No capítulo 4, o rei alcançará maior compreensão do único Deus.


A fornalha da prova

A fornalha do poder gentílico verdadeiramente tem queimado os filhos de Israel durante mais de dois milênios. O capítulo 2 do livro de Daniel, que acabamos de estudar, apresentou esta fornalha através da figura da estátua que o rei Nabucodonosor viu em seu sonho. Agora vemos esta mesma fornalha tipificada através da experiência de três jovens santos de Deus pela narração do capítulo 3 de Daniel que:

· Demonstra o cuidado de Deus para com seus filhos.

· Nos ensina lições proféticas profundas.

Possivelmente, inspirado por seu sonho, Nabucodonosor mandou construir uma estátua de sessenta côvados de altura e seis de largura. Essa estátua era de ouro. Esses números poderiam, provavelmente, estar relacionados com o número seiscentos e sessenta e seis de Apocalipse 13:18.

Ao estabelecer culto à estátua, Nabucodonosor estava misturando o poder político com a religião. E isto é feito em países comunistas, onde a religião é o Estado (exemplo, a China, o país mais povoado do mundo). No caso da Babilônia, Nabucodonosor era o Estado; portanto, prostrar-se perante a estátua era prostrar-se perante Nabucodonosor. O ato de adorar aquela imagem tipificou então o que haverá de acontecer na metade da grande tribulação, com relação ao anticristo.

Os amigos de Daniel recusaram-se ajoelhar perante a estátua. Isto trouxe sobre eles a ira de seus inimigos, que os acusaram maliciosamente; esta frase significa literalmente "comer a carne de alguém". Havia inveja e preconceito para com esses santos varões de Deus somente pelo fato de eles serem judeus.

Ao desobedecerem à ordem de adorar a estátua, os servos de Deus atraíram para si a ira de Nabucodonosor, que disse: "E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?". O rei demonstrou falta de entendimento. Como homem natural, ele não entendeu bem o que havia afirmado naquele momento.
Os jovens judeus fizeram a confissão de sua fé diante de Nabucodonosor.

Reconheceram o poder do Deus de seus pais, pois se mostraram prontos para o martírio, se isso fosse necessário. Eles não se importaram com o preço que teriam de pagar, pois continuariam a ser fiéis ao seu Deus, custasse o que custasse. "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos" (Sl.116:15).

O soberbo Nabucodonosor teve um susto. Um quarto varão apareceu na fornalha com os três jovens. Aquele era o anjo do Senhor: uma aparição de Cristo pré-encarnado (Cristofania). Seria, então, Jesus que tirou os jovens da fornalha sem que eles queimassem um só fio de cabelo. Nabucodonosor lhes chamou: "servos do Deus Altíssimo".

Ver neste capítulo apenas o cuidado providencial de Deus seria perder muito de seu significado. Temos também a lição profética que agora vamos destacar.
Os três homens judeus representam a nação de Israel. Da mesma forma, esse povo continua seguindo avante mesmo que se encontre na fornalha do poder gentílico. Deste ponto de vista humano, Israel deveria ter sido consumido. Não há outra nação que tenha permanecido indestrutível em meio a tanta perseguição.

O homem tem desafiado a autoridade de Deus desde o princípio. As ações de Nabucodonosor, ao edificar sua estátua, constituem uma mostra a mais da rebelião da humanidade contra Deus.(Jó 13:15; Ap12:11; SI 116:15; Dn 3:25; Is 43:2; Dn 3:26; Gn 3:12; Gn11:4)


Considerações

Daniel 3 e Apocalipse 13 são complementares em suas mensagens quanto ao tratamento de Deus com Israel. Daniel 3 assinala o princípio dos tempos dos gentios e Apocalipse 13, o fim do mesmo.

Devemos ver o passado para entender melhor o conceito de Babilônia. Como uma idéia humana de governo, Babilônia começou em Gênesis 10 e 11. Estes capítulos de Gênesis dão a primeira idéia de que Babilônio é um sistema que quer colocar o homem acima de Deus. Babilônia representa uma religião e ideologia. E o que provém de Satanás. O diabo tem tentado estabelecer seu reino aqui na terra em oposição ao reino dos céus. A torre de Babel representa a religião da Babilônia, que é o sistema que deseja unir os homens para destruírem Deus, e não deixará de existir até que Jesus estabeleça o seu reinado. Esse sistema chegará à sua máxima expressão nos dias do anticristo. Este capítulo apresenta a exaltação do governo satânico, a perseguição dos santos até a morte e a maneira como Deus terá um especial cuidado com Israel, apesar de tudo. Veja-se Apocalipse 12:14.
Nabucodonosor é um símbolo do anticristo. E Babilônia o do sistema político-religioso que será estabelecido nos últimos dias. Os jovens judeus na fornalha tipificam o que Israel experimentara na tribulação. O resgate dos jovens representa a libertação de Israel na tribulação.

Israel tem sofrido na fornalha do poder gentílico há séculos. Notamos que este capítulo deixa bem claro o cuidado de Deus para com o seu povo, mesmo estando ele na fornalha de fogo.

Além do mais, Babilônia na Bíblia indica a rebelião dos homens contra Deus. Em nossos dias, essa rebelião contínua, mesmo que disfarçada de muitas maneiras. "Toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus" (2 Co 10:5) é parte desta rebelião. Podemos mencionar o chamado movimento da Nova Era como o exemplo mais notório dessa rebelião no mundo atual.

Babilônia como cabeça de ouro do capítulo 2 toma-se um tipo ou modelo da cabeça do sistema gentílico. Esse sistema tem como objetivo eliminar a Deus e exaltar a Satanás.

Outra consideração que podemos acrescentar concernente ao barro cozido é a sua identificação com a matéria-prima que a tecnologia moderna está providenciando ao mundo de hoje para fabricação de "microcircuitos". Esta matéria é mesmo barro cozido e se chama silício. Os elementos ou circuitos eletrônicos míniaturizados, feitos desta matéria, tem poder de veiculação de informação que poderá ser determinante no domínio do mundo pelo anticristo.

Em nível dos que manipulam esse poder econômico, considera-se que a "informação" é mais preciosa que o ouro. Também as instituições policiais e de espionagem podem vigiar o fluxo de informação para seus fins correspondentes. Por exemplo, com as modernas centrais digitais, que se encontram em uso em quase todo o mundo, pode-se gravar toda a conversação para ser utilizada em algum momento-chave. Se estão procurando as pessoas que vendem drogas, os usuários desse sistema poderão programar o que esteja relacionado com esta palavra, ficando assinalado este tema para ser revisto posteriormente.

O ferro é a fortaleza bélica (Dn 11:38) e o barro cozido poderia ser a fortaleza informatizada do controle total sobre os homens. Este controle computadorizado em mãos de um ditador mundial poderá constituir-se numa das grandes ferramentas de domínio. Pode ser usado para vigiar, desde satélites, um sem-número de sistemas militares e a implementação do sistema econômico que não usa moedas (fundos eletrônicos). Isto facilitaria a implantação de Apocalipse 13:17.

Quando Daniel escreveu a sua profecia era impossível imaginar que algo tão insignificante como o "barro" pudesse tomar-se uma matéria-prima que facilitaria a ditadura do iníquo (2 Ts. 2:8,9).

Resumo dos símbolos

· A grande estátua que Nabucodonosor construiu é um símbolo da imagem idólatra que será construída em honra ao anticristo (Ap. 13), em cumprimento das palavras de Jesus Cristo em Mateus 24:15.

· Assim como os jovens recusaram-se a adorar a imagem, tampouco o farão os judeus fiéis durante a tribulação.

· Babilônia, construída por Ninrode (em hebraico, Ninrode significa "rebelde") representa um sistema político - religioso. É intenção de Satanás construir um reino aqui na terra. Esse chegará ao seu ponto máximo no Apocalipse 18, e será destruído por Deus.

· Nabucodonosor é um tipo do anticristo.

· Na libertação dos jovens judeus, vemos de forma figurada a libertação do remanescente de Israel durante a tribulação.


OS QUATRO ANIMAIS

Capítulo 7

Voltemos ao estudo dos quatro impérios gentios, representados nesta seção na forma de quatro animais. Esse capítulo termina com a destruição do pequeno chifre, que será o personagem que terá todo o poder do último império gentio nos dias finais da presente dispensação.


A visão dos quatro animais

Os capítulos 2 e 7 de Daniel são paralelos. Mostram um período chamado os tempos dos gentios.

O capítulo 2 apresenta os acontecimentos vistos a partir da perspectiva humana, e o capítulo 7, os mesmos eventos a partir da perspectiva divina.

Nabucodonosor viu os impérios gentios como algo grande, algo maravilhoso, mas Deus os contempla como animais. A revelação bíblica é progressiva, desse modo o capítulo 7 proporciona maiores detalhes que o capítulo 2.
O Mar Grande pode referir-se ao mar Mediterrâneo. Todos os países dessa profecia encontram-se ao redor do mar Mediterrâneo. É também possível que fale das massas populares em estado de tumulto.

O primeiro animal representa o Império Babilônico e o rei Nabucodonosor. A identificação deste animal é paralela à experiência do rei Nabucodonosor, quando ele foi humilhado por Deus e andou como um animal. (Dn 2:38b; Dn 7:4)

O segundo animal representa o reinado do Império Medo-Persa. O qual se levantou de um lado indica que o Império Persa seria mais proeminente. As três costelas na boca do urso falam da conquista por este império dos remos da Lídia (não Líbia), Egito e Babilônia. (Dn 7:5; Dn 2:39a).

O terceiro animal representa o Império Grego-Macedônico, estabelecido por Alexandre Magno no ano 331 a.C.. Aquele animal possuía quatro cabeças. E estas quatro cabeças simbolizam as quatro divisões do império feitas por seus quatro generais, quando Alexandre morreu.

O quarto animal representa o Império Romano. O chifre pequeno é uma pessoa. Uma boca que falava com vanglória adverte que o personagem do chifre pequeno fará promessas e declarações extraordinárias, que assombrarão a humanidade. Também falará coisas portentosas contra Deus. Este chifre pequeno é o próprio anticristo.

O quarto animal voltará a apresentar-se no final do presente século, O espírito do anticristo já está em ação.


O julgamento e o ancião de dias

Daniel viu tronos colocados em forma de tribunal, prontos para um julgamento. Ancião de Dias faz referência a Deus ou Pai como o Juiz eterno. A descrição de suas vestes e de seu cabelo fala de pureza, verdade e santidade. O trono de fogo é símbolo do julgamento de Deus. Rodas de fogo ardente refere-se à mobilidade e ao caráter universal do julgamento. O fogo também representa a glória e a justiça de Deus.

E abriram-se os livros diz respeito aos livros que Deus deu para a humanidade, a santa Bíblia. Os homens serão julgados segundo as suas obras (a lei escrita em seus corações) comparando-as com as normas escritas por Deus em sua Palavra e no livro da vida.

O chifre é o anticristo, representando o Império Romano, que será renovado nos últimos dias. O quarto animal da visão que foi morto faz referência ao julgamento que acontecerá no final da grande tribulação, na gloriosa vinda do Senhor Jesus Cristo.

A pedra cortada sem auxílio de mãos, que feriu nos pés a estátua que Nabucodonosor viu, corresponde à destruição do último animal pelo Senhor Jesus Cristo em sua segunda vinda. (Dn 7:6; Dn 2:39b; Dn 7:7,8; Dn 2:40; Dn 11:36; Ap 13:5,6; 2Ts2:7; Dn 7:9,10; Dn7:9; Dn 7:22,27; Ap 20:12,13; 1 Co 6:2,3; Hb 12:29; Dn7:l0 b; Ap20:12; Rm 2:1416; Hb4:12; Dn7:11; Ap19:17.21; Zç14:14; Dn 2:34; Dn 7:11)


A SEGUNDA VINDA DE CRISTO EM VISÃO

O termo filho do homem refere-se ao próprio Messias. Em vários lugares esta mesma expressão é usada em alusão à segunda vinda de Cristo. ((Dn. 7:13,14; Mt.24:27,37,44; Mt. 25:31; Mc. 8:38; Lc.17:30)

Contemplamos a apresentação de Cristo perante o ancião de dias. Daniel teve o privilégio de estar presente na entrega do domínio, glória e reino a Jesus. (Dn.7:13; Sl. 2:6-9)

A interpretação da visão

O mensageiro celestial identifica os quatro animais com quatro reis que se levantarão na terra. O reino do Messias sucederá ao último e os santos reinarão com o Senhor. (Dn. 7:15:28).

O quarto animal descrito no livro de Daniel refere-se ao Império Romano, enquanto que o primeiro animal, descrito em Apocalipse, fala do pequeno chifre (anticristo) de Daniel. E notório os paralelos que existem entre os dois.

O chifre pequeno, que é também o primeiro animal do Apocalipse e o anticristo, ordenará uma perseguição dos santos como nunca houve na história. (Dn.7:21; Ap.13:7).

Chegará o momento em que, da cabeça do quarto animal (Roma), descrita no livro de Daniel, sairão dez chifres (reis). Dos dez sairá o pequeno chifre (anticristo), o primeiro animal de Apocalipse, que derrubará três dos dez reinos em sua ascensão ao poder. (Dn.7:20, 24).

O pequeno chifre blasfemará contra Deus abertamente. A condição atual do mundo indica que estamos perto da apresentação do perverso anticristo. (Dn. 7:20; Ap. 13:6; II Ts. 2:3,4).

O período de poder máximo do anticristo é de um tempo, e tempos, e metade de um tempo, o que significa os três anos e meio do Apocalipse. ( Dn.7:25; Ap. 11:2,3; Ap.12:6,14; Ap.13:5).

Considerações

Os tempos dos gentios começaram no ano 605 a.C. com a primeira deportação dos judeus e a desolação de Jerusalém. Terminarão com a segunda vinda de Cristo, e então Ele iniciará o seu reinado de glória sobre a terra e as promessas para com o povo de Deus, Israel, serão cumpridas.

O reino visível do Messias ainda é futuro. Conforme Daniel capítulo 7, será estabelecido depois da destruição do pequeno chifre (o anticristo) e do poder gentio.

Na primeira vinda do Messias não houve nenhuma ação de sua parte para Ele se estabelecer como rei. Ao contrário, Ele foi crucificado. Sua segunda vinda será totalmente distinta e não haverá poder humano ou diabólico que possa impedi-lo.

Pérsia e Grécia

Cronologia Histórica (Reino Medo - Persa):

"Ciro chegou a ser rei da Babilônia em 536 a.C., embora a conquista de Babilônia ocorreu em 539 a.C. e morreu em 528 a.C. Dário chegou a ser rei em 521 a.C. e reinou 36 anos, morrendo em 485 a.C. Artaxerxes (chamado Longimanus, porque tinha uma das mãos mais cumprida do que a outra), começou a reinar em 465 a.C. e morreu, ou em dezembro de 425 ou janeiro de 424" (extraído da Bíblia Explicada, p.155, CPAD).

Daniel 8.1-4. A segunda visão de Daniel no 3o ano de Belsazar, datada aproximadamente em 550 a.C., também precedeu a destruição da Babilônia em 539 a.C. A profecia contida nesta revelação, todavia, tem a ver com o 2o (Medo - Persa) e o 3o (Grego) impérios indicados na imagem de Daniel 2, com o tórax e os braços de prata e as coxas de bronze. Poucos detalhes são apresentados em Daniel 2 e 7 sobre o 2o e o 3o impérios, embora sua presença seja indicada.

Aqui, Daniel registrou uma visão que oferece detalhes sobre como o 2o e o 3o império apareceriam no cenário mundial.

Daniel disse que sua visão ocorreu quando ele estava em Susã, na província do Elão, uma das capitais persas, que ficava a 300 quilômetros da Babilônia. Ele não indica que estava a serviço do governo de Belsazar, nem explica por que se encontrava em Susã. Mais tarde, após os medos e persas terem conquistado o Império Caldeu, Xerxes construiu em Susã um magnífico palácio, que serviu de cenário para o livro de Ester, e onde Neemias serviu como copeiro do rei Artaxerxes (Ne 1.11).

Nesta visão, Daniel viu-se às margens do canal de Ulai, cujo rio de igual nome fluía de um ponto cerca de 220 quilômetros ao norte de Susã até o rio Tigre, ao sul. A localização da visão é importante somente por situar o contexto das relações com a Medo-Pérsia e a Grécia.

Daniel assim descreveu esta visão: "Levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia' (Dn 8.3,4).

Mais adiante, Daniel soube o significado da visão: "Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia" (v. 20).

O carneiro corresponde claramente ao império dos medos e persas porque os dois chifres representavam, cada um, a Média e a Pérsia, e o maior simbolizava o poderio persa. Eles foram capazes de destruir todos os que se lhe opuseram, indo para o Oeste, o Norte e o Sul (v. 4). Isso incluiu a conquista da Babilônia, bem como a de outros remos que ficavam a oeste da Pérsia. Em termos da história bíblica, o poder persa atingiu o seu triunfo mais significativo com a conquista da Babilônia, em 539 a.C. Até a chegada de Alexandre, o Grande, no cenário político mundial, cerca de 200 anos mais tarde, o poder persa predominou no Oriente Médio. Embora Daniel estivesse vivo e observasse o cumprimento das profecias ligadas à destruição da Babilônia e à chegada dos medos e persas durante sua existência, não viveu o suficiente para ver o desfecho do império persa revelado por sua profecia.
Daniel 8.5-8. À medida que Daniel observava o carneiro que conquistava tudo à sua volta, ele escreveu: "Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu" (vv. 5-8).

Conforme Daniel declarou mais tarde, "o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei" (v. 21).

Claramente, Daniel afirma que o bode representava a Grécia, um pequeno e insignificante país naquela época, mas que estava destinado a dominar o Oriente Médio, por meio de Alexandre, o Grande. Ao invés de dois chifres, que seria o normal para um bode, havia apenas um, situado entre os olhos, identificado como "o primeiro rei" (v. 21).

Toda a visão concernente à Grécia descrevia, mais apropriadamente, as conquistas de Alexandre, o Grande, que, com movimentos rápidos de suas tropas, conquistou todo o Oriente Médio e chegou a controlar parte da Índia. Conquistador algum antes dele jamais cobrira tanto território tão rapidamente. Assim, o fato de que na visão o bode aparece como que voando, sem tocar o solo, correspondia à rápida conquista de Alexandre, o Grande. Isso também fica implícito na visão do capítulo 7, onde o terceiro império, a Grécia, foi comparado a um leopardo, um animal muito rápido, que na visão aparece com quatro asas, para indicar sua grande velocidade (Dn. 7.2).

A predição de que o grande chifre, que representava Alexandre, o Grande, seria quebrado no auge de sua força, cumpriu-se literalmente na morte prematura deste grande conquistador, na Babilônia, enquanto ele e seus exércitos celebravam seu retorno da conquista dos territórios entre a Caldéia e a Índia. Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C., aos 33 anos de idade, um homem capaz de conquistar o mundo, mas incapaz de reprimir seus próprios impulsos.

Depois da morte de Alexandre, suas conquistas foram divididas entre quatro generais, indicados pelos quatro chifres. Cassandro recebeu a Macedônia e a Grécia; Lisímaco ocupou a Trácia, a Bítínia e a maior par te da Ásia Menor; Seleuco assumiu a Síria e a área ao leste deste país, inclusive a Babilônia; Ptolomeu ficou com o Egito, e provavelmente a Palestina e a Arábia. Embora outro líder subordinado a Alexandre, chamado Antígono, desejasse ocupar o poder, foi facilmente derrotado. O fato de os territórios conquistados por Alexandre, o Grande, serem divididos em quatro partes, não em três ou cinco, foi mais um testemunho da exatidão profética de Daniel. A precisão é tão óbvia que eruditos liberais querem considerar as mensagens de Daniel uma história escrita depois dos fatos, por alguém que assumiu o nome de Daniel, sem ser o personagem do século VI a.C., descrito na Bíblia.

Daniel 8.9-12 - Enquanto Daniel observava a visão, viu um pequeno chifre subir, além dos quatro, que eram proeminentes (v. 8) . "De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa" (v. 9). As profecias são muito exatas no que diz respeito à direção. O carneiro, que representava o Império Medo-Persa, expandiu-se principalmente para o Ocidente, não para o Oriente, o que corresponde ao que foi feito pelos medos e persas. O bode, todavia, vindo da Grécia, que ficava no Ocidente, atacou o Oriente Médio (v. 5), o que corresponde às conquistas de Alexandre, o Grande, sempre voltadas para o lado oriental da Grécia. O pequeno chifre aqui mencionado, todavia, manifestou seu poder para o Sul, o Oriente e a "terra gloriosa", ou seja, a Terra Santa.

Há uma distinção óbvia entre o pequeno chifre mencionado aqui e o referido em Daniel 7.8. Este surge do quarto império (Roma), no seu estágio final que, corretamente interpretado, ainda se refere ao futuro. Em contraste, o pequeno chifre do capítulo 8 surge do terceiro império (Grego) e relaciona-se a uma profecia que já se cumpriu.

Daniel prossegue: "Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou" (8.10-12).

A dificuldade na compreensão desta parte das Escrituras deu origem a várias teorias de interpretação. Conforme mencionado anteriormente na introdução ao livro de Daniel, eruditos liberais sugeriram que este texto bíblico seria uma piedosa fraude, escrita no século II, porque criam que a mensagem preditiva não existia. Tal conclusão foi desfeita pela descoberta dos manuscritos de Qumran, entre os quais havia uma cópia do livro de Daniel.

Estes eruditos liberais, com base em suas próprias pressuposições, têm dificuldade em harmonizar esta descoberta arqueológica com a idéia de que um falso Daniel tenha escrito este livro no século II, quando o que foi apresentado como profecia já era história. Eruditos conservadores rejeitam tal teoria, é claro, e aceitam a inspiração e autoridade do livro de Daniel como foram consideradas por muitos séculos, desde o Antigo Testamento e ao longo da história cristã.

A interpretação correta sustenta que esta profecia já se cumpriu na pessoa de Antíoco Epifânio, governante da Síria de 175 a.C. a 164 a.C. Em geral, os intérpretes conservadores concordam com esta interpretação.

A melhor abordagem é aceitar a passagem primariamente como profecia cumprida, na medida em que Antíoco Epifânio satisfaz os requisitos apresentados na mensagem, embora ainda possa retratar tipologicamente o tempo do fim na pessoa do anticristo.

De acordo com a história, Antíoco Epifânio apresentou-se como deus, para assim lançar por terra "o exército dos céus" (v. 10), ou os poderes celestiais. Ele se manifestou como o "príncipe do exército" (v. 11), a fim de ocupar uma posição de grandeza. Antíoco suspendeu os sacrifícios diários oferecidos pelos judeus no Templo e profanou o santuário deles (v. 13), a fim de transformá-lo num templo pagão. Ele satisfez o requisito de lançar por terra a verdade (v. 12). A história registrou que Antíoco, ao assumir o título Epifânio, que significa "[deusj manifesto", declarou que era divino, tal como o pequeno chifre de Daniel 7 fará na Grande Tributação. Seu papel é semelhante ao do futuro ditador mundial.

Daniel 8.13,14. Daniel relatou que ouviu uma conversa entre dois "santos", aparentemente anjos, sobre quanto tempo seria necessário para que a visão se cumprisse e o "sacrifico costumado" voltasse a ser praticado (v. 13), a fim de defini-la como "a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados" (v. 13).

Daniel foi informado pelo anjo: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado" (v. 14).

Em relação aos versículos anteriores como uma referência a Antíoco Epifânio, o v. 14 provocou o surgimento de vários pontos de vista diferentes.

Muitos dos detalhes mencionados nos versículos anteriores foram registrados no livro histórico de 1 Macabeus, que descreve a profanação do templo, a perseguição ao povo judeu e a chamada revolta dos macabeus. Milhares de judeus foram mortos por ordem de Antíoco Epifânio, numa tentativa de erradicar a religião judaica; mas isso de nada adiantou.

A afirmação de que transcorreriam 2.300 tardes e manhãs, antes do santuário ser reconsagrado, provocou uma variedade de interpretações. Os adventistas do Sétimo Dia (uma seita) entendem os 2.300 dias como igual período de anos, e, com base nisso, esperavam o ponto culminante da segunda vinda de Cristo em 1884 (uma das maiores heresias desta igreja). A história é claro, demonstrou que essa não era a resposta certa e assim esta seita é desacreditada até hoje pelos estudantes e conhecedores da Bíblia. Outros sugerem que o número 2.300 incluía sacrifícios da tarde e da manhã, a fim de referir-se a apenas 1.150 dias, ou seja, 2.300 tardes e manhãs. Neste caso o período histórico seria aproximadamente de 168 a.C a 164 a.C. (dizemos "aproximadamente, pois quando nos referimos à história não podemos presumir trabalhar com números exatos)". Vejam o que nos diz esta teoria:


"2300 DIAS OU 2300 SACRIFÍCIOS?

O vrs.14 não fala 2300 dias, mas 2300 tardes e manhãs, que estão relacionados, pelo contexto, com sacrifício diário do templo. Leiamos então alguns textos para entendermos o que Daniel quis dizer:

"Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro, ao pôr do sol" (Êx.29:39); "Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Da minha oferta, do meu manjar para as minhas ofertas queimadas, de aroma agradável, tereis cuidado, para mas trazer a seu tempo determinado. Dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor, dia após dia: dois cordeiros de um ano, sem defeito, em contínuo holocausto: um cordeiro oferecerás pela manhã, e outro ao crepúsculo da tarde…E o outro cordeiro oferecerás no crepúsculo da tarde; como oferta de manjares da manhã"(Nm.28:2-4,8); "…ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, de manhã e à tarde"(Ed.3:3); "…porém eu permaneci assentado atônico até ao sacrifício da tarde. Na hora do sacrifício da tarde…"(Ed.9:4,5). O que Daniel tinha na cabeça eram 2300 sacrifícios e não 2300 dias como querem alguns. O próprio Daniel mostra isso no seguinte texto: "…e me tocou à hora do sacrifício da tarde"(Dn.9:21); "Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora"(Dn.11:31); ou seja, o período de tempo de que envolve o vrs.14 é 1150 dias que corresponde a 2300 tardes e manhãs ou 2300 sacrifícios. O Dr. Nigh (Editora Vida) afirma que no original são 1150 não 2300 dias".

Outra interpretação leva-nos ao fato acontecido em 171 a.C., quando Onias III, o sumo sacerdote, foi assassinado e uma outra linha sacerdotal assumiu o poder. Esse é claro, foi o início da profanação, embora o próprio templo só viesse a ser profanado em 25 de dezembro de 167 a.C. (168 a.C.), quando os sacrifícios foram interrompidos à força por Antíoco Epifânio, e um altar e uma estátua gregos foram erigidos no templo, a fim de representar a adoração pagã.

Quando levamos tudo isso em conta, é melhor considerarmos que as 2.300 tardes e manhãs cumpriram-se naquela ocasião do século II a.C. e não estão sujeitos a um cumprimento profético no futuro.

Vejam os que nos diz o Pr. Abraão de Almeida sobre a profanação do templo:
"Entre esta e aquela data, a Judéia passou por muitas vicissitudes, destacando-se a opressão sob Antíoco Epifânio(ou Epífanes)…Ele governou a Síria de 175 a.C. a 164 a.C. Sua crueldade e intolerância religiosa fizeram dele um tipo do futuro Anticristo. O relato Bíblico que trata desse rei está em Daniel, capítulos 8 e 11. No capítulo 11, o mesmo Antíoco Epifânio é descrito como 'homem vil' que não tinha quaisquer direitos à dignidade real, por ser filho menor de Atíoco, o grande, mas obteve a coroa usando-se de lisonjas. É viva, no primeiro capítulo apócrifo dos Macabeus, a descrição que se faz dos males ocasionados na Judéia pelos judeus infiéis, do saque de Jerusalém e da introdução do culto pagão em toda a Palestina: 'O seu santuário ficou desolado como um ermo, os seus dias de festa se mudaram em pranto, os seus sábados em opróbrio, as suas honras em nada. À proporção da sua glória se multiplicou a sua ignomínia: E a sua alta elevação foi mudada em luto… E o rei (Antíoco Epifânio) dirigiu cartas suas, por mãos de mensageiros , a Jerusalém, e a todas as cidades de Judá: Mandando-lhes que seguissem as leis das nações da terra. E proibisse que o Templo de Deus se fizessem holocaustos, sacrifícios, e oferta em expiação pelo pecado. E proibissem os lugares santos, e o santo povo de Israel. Outrossim, mandou que se edificassem altares, e templos, e que se levantassem ídolos, e sacrificassem carne de porco. E reses imundas…'(Cap.1, vrs.41,41,46-50 de 1Macabeus). Os registros históricos confirmam as sombrias características de Antíoco Epifânio. Ele foi considerado um louco sanguinário pelos historiadores gregos e um fomentador de intrigas entre o seu reino e o do Egito. Sua vida em relação ao judaísmo foi uma blasfêmia contra o próprio Deus (levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes - Dn.8:25) e sua morte por desgosto, em razão do fracasso contra os romanos, mostra que ele foi 'quebrado sem esforço de mãos humanas'. Scofield e outros estudiosos do assunto entendem que a ponta pequena do capítulo 8 é Antíoco Epifânio (Dn. 8:9), oitavo governador da casa dos Selêucidas, que reinou de 175 a 164 a.C. Intolerante em religião intentou destruir a religião dos judeus pela força. Ordenou que os judeus demonstrassem publicamente seu repúdio à religião de seus pais, violando as leis e as práticas legadas a ela: que profanasse o Sábado, as festividades e o santuário, construindo altares e templos aos ídolos pagãos; que sacrificassem carne de porco nos altares do templo e não circuncidassem seus filhos. O judeu que desobedece à palavra do rei seria morto. A pressão de Antíoco sobre os Judeus, cada vez mais cruel, culminou no décimo quinto mês de quisleu (dezembro), do ano 168 a.C., quando uma gigantesca estátua de Zeus Olímpio foi colocada atrás do altar de sacrifício, e os pátios do Templo transformados em lugares de lúbricos bacanais (festas de orgias). Os que se recusaram a obedecer aos decretos reais fugiram ou morreram, Milhares foram sacrificados, e nessa conjuntura irrompeu a revolta dos Macabeus, repleta de atos heróicos. Os atos de bravura dos Macabeus acabaram por vencer, no final de 165 a.C., definitivamente, as bem equipadas e esplendidamente treinadas tropas Selêucidas. Antíoco, logo ao receber a notícia de que seus exércitos haviam sido irremediavelmente batidos, morreu de desgosto entre Elimaís e Babilônia. No vigésimo quinto dia de quisleu, de 165 a.C., Judas, o Macabeu, depois de purificar o templo (ou santuário), reconsagrou-o acendendo as lâmpadas do candelabro sagrado, oferecendo incenso no altar de ouro, levou oferendas ao altar dos sacrifícios e decretou que todos os anos o evento fosse comemorado, nascendo assim a 'CHANUKAH', festa da Dedicação - João 10:22".(Até aqui - Pr. Abraão).

Vejam o que nos informa o dicionário Bíblico de J. Davis, sobre a festa da Dedicação: "Nome de uma festa anual, instituída por Judas Macabeu no ano 165 a.C. para comemorar a purificação e restauração do templo, três anos depois que havia sido profanado (aproximadamente 1150 dias, Dn. 8:14) pela idolatria grega introduzida por Antíoco Epifanes, (1Macabeus 4:52-59)… Jesus compareceu a esta solenidade, pelo menos uma vez, quando pronunciou um discurso ao povo que concorria a Jerusalém, João 10:22. Os Judeus ainda celebram a festa da dedicação".

O que podemos afirmar, com todas as convicções possíveis, é que o texto de Daniel sobre as 2300 tardes e manhãs, que correspondem a 2300 sacrifícios (Ed.3:3) ou 1150 dias, se cumpriram literalmente na pessoa Judas Macabeus e na restauração do templo no ano de 165 a.C. Sobre Antíoco Epifanes, ninguém tem duvidas, dele ter sido um carrasco ao povo de Deus e um tipo de anticristo. Sabemos que o mesmo espírito que operou em Antíoco, operou em Hitler, Sadan Husen e operará no próprio líder mundial que se levantará para governar as nações.

Sobre o uso desses supostos 2300 dias para calcular a volta de Jesus, os Adventistas foram extremamente infelizes, pois não acreditaram na Palavra de Cristo. Queremos deixar os seguintes textos a todos os que se atreveram e se atreverão a calcular a volta de Jesus Cristo: "Então os que estavam reunidos lhe perguntavam: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino de Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusividade".(Atos 1:6,7); "As cousas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus"(Dt.29:29).

Daniel 8.15-22. Daniel, ao observar a visão, registrou que o que estava ao seu lado era "aparência de homem", portanto provavelmente um anjo (v. 15). Ele também ouviu uma voz como de alguém que instruía o ser celestial a entregar-lhe a interpretação do sonho (v. 16). Esta é a primeira menção ao anjo Gabriel nas Escrituras, embora provavelmente ele já houvesse aparecido a Daniel na primeira visão no capítulo dois (veja Dn.2:19). Ele também é mencionado em Daniel 9.21 e Lucas 1.19,26. Embora os seres celestiais recebam os mais variados nomes na literatura apócrifa, a Bíblia só registra o de mais um, ou seja, Miguel (Dn 10.13,2 1; 12.1; Jd 9; Ap 12.7). Quando o anjo Gabriel manifestou-se, Daniel caiu prostrado perante ele (Dn 8.17).

O anjo chamou-o de "filho do homem" e instruiu-o a entender a visão, pois ela se referia ao tempo do fim (v. 17). O encontro com Gabriel fez Daniel cair "sem sentidos, rosto em terra", mas o ser celestial colocou-o em pé no lugar onde se achava (v. 18).

Depois, Gabriel confirmou a interpretação sobre o carneiro e o bode, bem como os detalhes da visão. Ele afirmou: "Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro remos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha" (vv. 19-22). Desde que a interpretação sugerida por Gabriel foi confirmada pela história, é comparativamente fácil encontrar um consenso entre os intérpretes conservadores quanto ao fato desta passagem referir-se à Medo-Pérsia e à Grécia.

Daniel 8.23-26. Esta porção tem sido objeto de intermináveis discussões e diferenças de opinião com respeito a várias interpretações: (1) a idéia de que tal profecia já se cumpriu em Antíoco Epifânio; (2) que esta mensagem representa um período inteiramente futuro, referindo-se ao Anticristo; (3) que é uma profecia sobre Antíoco Epifânio, mas que em algum sentido tem cumprimento duplo, por causa da semelhança entre ele e o futuro líder mundial.

Daniel descreveu o governante nesta profecia como "um rei de feroz catadura e especialista em intrigas" (v. 23). Ele afirmou: "Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas" (vv. 24,25).

A descrição aqui apresentada deste ímpio governante é muito semelhante ao que a história e a Bíblia registram com respeito a Antíoco Epifânio. Ele teve grande poder sobre a Terra Santa e a Síria e, por algum tempo, exerceu sua autoridade sobe o Egito, até que foi obrigado a retirar-se de lá, pressionado pelas tropas romanas. Ao voltar à Palestina, profanou o templo em Jerusalém e devastou o culto hebreu. Executou milhares de judeus que se opuseram a ele. Antíoco Epifânio considerava-se superior aos outros reis; na verdade, alegava ser um deus, indicado pelo seu título "Epífanes", que significa "[deus] manifesto". Obviamente, opôs-se ao Messias, o "Príncipe dos príncipes" (v. 25). Antíoco morreu, todavia, em 164 a.C., enquanto participava de uma campanha militar, embora sua morte tenha sido natural, para indicar que seria "quebrado sem esforço de mãos humanas" (v. 25). No v. 17, Daniel foi informado que "esta visão se refere ao tempo do fim". Foi-lhe indicado ainda que a visão era verdadeira e selaria a visão, "… porque se refere a dias ainda mui distantes' (v. 26).

Esta passagem, embora cumprida por Antíoco Epifânio, também era tipológica da descrição do futuro papel do Anticristo, o homem da iniqüidade, o ditador mundial durante os últimos três anos e meio antes da segunda vinda de Cristo, para estabelecer o Milênio. Alguns acreditam que esta passagem tem conotações proféticas e antevê o clímax da história. Embora a controvérsia não possa ser completamente resolvida, entendemos que esta profecia certamente é uma ilustração histórica do que acontecerá na Grande Tribulação. Tal como Antíoco Epifânio, o último governante mundial alegará ser um deus, perseguirá os judeus, fará cessar os sacrifícios judaicos e será um personagem maligno.

Daniel 8.2 7. Daniel, que passara por uma grande pressão emocional durante o transcurso da visão, escreveu: "Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse" (v. 27). O que foi uma profecia para Daniel no século VI a.C. é agora compreensível, por causa da história do século II a.C., e entendemos que estas passagens cumpriram-se literalmente. No entanto, pelo fato de se assemelharem tanto ao último líder mundial no que diz respeito ao seu caráter, à sua ação em fazer cessar os sacrifícios e a outras qualidades, muitos pensam que temos aqui uma sombra do que ainda se cumprirá.

SETENTA SEMANAS DE ANOS

Como todos sabem uma semana é constituída de sete dias, mas estas semanas que a profecia de Daniel se refere ao invés de DIAS, são ANOS, ou seja, para cada dia da semana se conta um ano, que desta forma para cada semana teremos sete anos no lugar de sete dias, formando assim uma semana de anos.
No velho testamento era comum o uso de semana de anos Levítico 25:8, Ezequiel 4:6, Gênesis 29:20 a 28. Setenta semanas de dias comuns são iguais a 490 dias, e de acordo com o Vers.25 deste capitulo, as escrituras demonstram que desde a ordem para restaurar e edificar Jerusalém ate o Messias ( Cristo ) teria 69 semanas, o que é relativo a 483 dias de semanas comuns, ou seja, semanas de 7 dias, e isto não aconteceu, pois da ordem para edificar Jerusalém até Cristo, teve uma duração maior de 400 anos, portanto é impossível que estas semanas sejam de dias comuns, o que deixa claro que esta profecia se refere a SEMANAS DE ANOS. As 70 semanas tiveram seu inicio quando saiu a ordem para restaurar e edificar Jerusalém ( Neemias 2 ), o que aconteceu aproximadamente no ano 445 a.C. ; Se contarmos a partir desta data até a morte de Cristo na Cruz, aconteceram aproximadamente 483 anos, o que nos leva a concluir com certeza que esta profecia se trata de semanas de anos, e nunca de semanas de dias.


AS TRES DIVISÕES DAS SETENTAS SEMANAS

De acordo com Daniel 9:24-27, as setentas semanas se dividem em três partes:

· 07 Semanas Daniel 9:25 49 anos - Tempo Usado para a reconstrução da Cidade de Jerusalém - Início: 445 a.C. Término 396.

· 62 Semanas Daniel 9:25 434 anos - Tempo para o aparecimento do Messias - Início 396 a.C. Término: 38 d.C . - CRUZ. (Erro de 5 anos no Calendário, mais um ano de acréscimo, por não haver ano zero).

· 01 Semana Daniel 9:27 7 anos - Tempo que o anticristo usará para enganar os judeus. Início: Ainda não aconteceu - Término: Terminará com a volta física de Jesus e sua Igreja que fora arrebatada.


A PRIMEIRA DIVISÃO SETE SEMANAS 49 ANOS

De acordo com Daniel 9:25, Jerusalém seria edificada e restaurada da destruição que o império Babilônico causou a santa cidade ( Daniel 1:1,II Reis 24:1 ), esta ordem foi dada pelo Rei Ataxerxes a Neemias aproximadamente no ano 445 a.C., e nesta mesma data iniciou-se a contagem da primeira divisão, e terminou aproximadamente no ano 396 a.C., o que é relativo a 49 anos ( 7 semanas de anos ), onde no final deste período a santa cidade estava totalmente reconstruída .Daniel 9:25. Esta palavra se cumpriu literalmente no período previsto.


A SEGUNDA DIVISÃO SESSENTA E DUAS SEMANAS 434 ANOS

A segunda divisão tem inicio aproximadamente no ano 396 a.C. e vai ate os dias da pregação dos apóstolos de Cristo ( Messias ), neste período o Cristo iria nascer, morrer, e logo após Jerusalém seria invadida e destruída pelo Império Romano, o que de fato acorreu de forma literal em todos os sentidos. Daniel 9:25-26.

A TERCEIRA DIVISÃO UMA SEMANA 7 ANOS

A terceira divisão, a última das setentas semanas de Daniel é ainda futura, ainda não se cumpriu, devido o povo Judeu não estarem na cidade santa e o templo reconstruído ( Daniel 9:24 ), e como já foi escrito, esta profecia irá se cumprir sobre o povo Judeu, e este povo precisa estar na cidade santa, os Romanos invadiram Jerusalém aproximadamente no ano 70 d.C, e expulsaram os Judeus da santa cidade, e os mesmos foram dispersos para muitas nações ( Ezeq. 36:19-20, S. Lucas 21:24 ), e nesta data esta profecia teve de ser interrompida na sua 69o semana, pois o povo Israelita não se encontrava na cidade de Jerusalém, e para que esta profecia se cumpra é necessário que o povo do Profeta Daniel ( Judeus ) estejam em Jerusalém. Esta última semana não pode ter se cumprido em hipótese alguma, pois nesta última semana ( 7 anos ) os Judeus iriam fazer um acordo com o assolador ( anticristo ), e este assolador seria destruído, porém isto ainda não aconteceu, Israel ainda não fez este acordo com o inferno ( Isaías 28:15-18 ), e muito menos o anticristo foi destruído, sendo assim posso afirmar que esta última semana de Daniel ainda não se cumpriu, esta profecia permanece interrompida. Esta última semana só irá iniciar quando acabar o TEMPO DOS GENTIOS ( São Lucas 21:24 ), este período de que falou o Senhor Jesus Cristo, é o tempo em que Deus separou para salvar os Gentios, e converte-los a Cristo sem pecado algum, mediante a morte do Senhor na Cruz, é o período em que a Graça de Deus é oferecida aos pecadores, e se esta última semana não fosse interrompida, com certeza as setentas semanas de Daniel já estariam totalmente cumpridas, e desta forma não haveria salvação para ninguém, e este é o maior motivo pelo qual esta profecia foi interrompida, Cristo Jesus queria Salvar a todo aquele que nele Crer, antes do verdadeiro desastre que esta última semana trará ao mundo, antes que o anticristo venha assombrar a todos, isto mostra o amor de Deus em seu ponto máximo. E antes que esta última semana tenha sua inicialização, o tempo dos Gentios irá se cumprir com o arrebatamento da igreja, com a salvação plena daqueles que aceitaram a Cristo, com um dos maiores propósitos de Deus sendo alcançado. Como já foi escrito Jerusalém foi invadida pêlos romanos aproximadamente no ano 70 d.C, e os Judeus foram dispersos para todas as nações da terra ( S. Lucas 21:24 ), mas no dia 14/05/48, os Judeus começaram a voltar para a santa cidade, neste mesmo dia se cumpriu a profecia de Isaías 66:8, que diz que num só dia a nação Judaica seria criada, a partir desta data centenas de Judeus retornam a sua Pátria mês a mês, e vários recursos estão sendo criados para que em breve todos os Judeus estejam na santa cidade, para que se tenha inicio a última das setentas semanas, e com isto a igreja de Cristo seja finalmente arrebatada aos Céus. Na verdade os Judeus já residem na cidade santa, porém não tem o domínio de Jerusalém, os Judeus não tem posse de toda a cidade, eles a dividem com os palestinos que querem ter domínio de toda Jerusalém e em troca darão a paz que os Judeus procuram, guerras e mais guerras acontecem no oriente, pois satanás procura impedir que esta profecia se cumpra; E foi tentando impedir que os Judeus retornassem a Jerusalém, sendo que Hitler tentou exterminar o povo Judeu na segunda guerra mundial. A última semana de Daniel terá a duração de 7 anos, que será dividida em duas partes de três anos e meio Daniel 9:27 , Apocalipse 11:1 a 3, Apocalipse 12:6 e 14, Apocalipse 13:5, onde:

· Quarenta e dois meses é igual a três anos e meio

· Mil duzentos e sessenta dias é igual a três anos e meio

· Tempo e tempos e metade de um tempo é igual a três anos e meio

Onde o assolador de Daniel 9: 27 é o anticristo, que fará um concerto com Israel por sete anos ( uma semana ), São João 5:43 e Isaías 28:15 a 18 , e na metade da semana ( três anos e meio ) irá quebrar o concerto com os Judeus.

A 70 Semana de Daniel também é chamada de grande tribulação ( São Mateus 24:21 ) que terá a duração de sete anos, dividida sem duas partes de três anos e meio ) com isto reforçamos que a igreja não irá passar pela grande tribulação, pois como já foi escrito este período e para o povo Judeu e não para a igreja, como esta escrito:

" Setentas semanas estão determinadas sobre o teu povo, e a tua santa cidade. " Daniel 9:24

Este artigo é um trabalho compilado

A VINDA DE CRISTO.ARREBATAMENTO.A TRIBULAÇÃO.O MILENIO.O JUÍZOS.AS RESSURREIÇÃES.

Julho 25th, 2008

 

ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas.


Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas. Cada um com sua teoria e opinião.
É praticamente impossível definir como será a volta do Senhor e os demais acontecimentos dos últimos dias. São os mistérios do Senhor!
A seguir, transcrevo as principais correntes defendidas pelos teólogos.
 

Os assuntos são:

I - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
II- O ARREBATAMENTO DA IGREJA
III- A TRIBULAÇÃO
IV- O MILÊNIO
V- OS JUÍZOS FUTUROS
VI- AS RESSURREIÇÕES
I - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A. Posição Pós-milenista.
  1- Significado:
A segunda vinda de Cristo se dará depois do milênio.
2- Ordem dos acontecimentos:
A parte final da Era da Igreja (i.e.. Os seus últimos mil anos) é o Milênio, que será uma época de paz e abundância promovida pelos esforços da igreja. Depois disso, Cristo virá. Seguir-se-á então uma ressurreição generalizada, e depois desta um juízo geral e a eternidade.
3- Método de interpretação:
A interpretação pós-milenista é amplamente espiritualizada no que tange a profecia. Apocalipse 20, todavia, será cumprido num reino terreno, estabelecido pelos esforços da igreja.
 
B. Posição Amilenista
 

1- Significado:
A Segunda vinda de Cristo se dará no fim da época da igreja e não existe um Milênio na Terra. Estritamente falando, os amilenistas crêem que a presente condição dos justos no céu é o Milênio, e que não há ou haverá um Milênio terrestre. Alguns amilenistas tratam a soberania de Cristo sobre os corações dos crentes como se fosse o Milênio.
2- Ordem dos acontecimentos:
A Era da Igreja terminará num tempo de convulsão, Cristo voltará, haverá ressurreição e juízo gerais e, depois, a eternidade.
3- Método de interpretação:
A interpretação amilenista espiritualiza as promessas feitas a Israel como nação, dizendo que são cumpridas na Igreja. De acordo com esse ponto de vista, Apocalipse 20 descreve a cena das almas nos céus durante o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.

C. Posição Pré-milenista.
  1- Significado:
A segunda vinda de Cristo acontecerá antes do Milênio.
2- Ordem dos acontecimentos:
A Era da Igreja termina no tempo da Tribulação, Cristo volta à Terra, estabelece e dirige seu reino por 1.000 anos, ocorrem a ressurreição e o juízo dos não-salvos, e depois vem a eternidade.
3- Método de interpretação:
O pré-milenismo segue o método de interpretação normal, literal, histórico-gramatical. Apocalipse 20 é entendido literalmente.
4- A questão do arrebatamento:
Entre os pré-milenistas não há unanimidade quanto ao tempo em que vai ocorrer o arrebatamento.
 

II. O ARREBATAMENTO

A- A Ocasião do Arrebatamento:

Pós-milenistas e amilenistas vêem o arrebatamento da igreja no final desta era e simultâneo com a segunda vinda de Cristo. Entre os pré-milenistas, há vários pontos de vista.

1. Arrebatamento pré-tribulacional:

A- Significado:

O arrebatamento da Igreja (i.e., a vinda do Senhor nos ares para os Seus santos) ocorrerá antes que comece o período de sete anos da tribulação. Por isso, a Igreja não passará pela Tribulação, segundo este ponto de vista.

B- Provas citadas: -A promessa de ser guardada (fora) da hora da provação. (Ap 3.10)
-A remoção do aspecto de habitação no ministério do Espírito Santo exige necessariamente a remoção dos crentes. (2Ts 2)
-A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual a Igreja já está isenta. (Ap 6.17, cf. 1Ts 1.10; 5.9)
-O arrebatamento só pode ser iminente se for pré-tribulacional.    (1Ts 5.6) 2. Arrebatamento mesotribulacional:

A- Significado:
O arrebatamento ocorrerá depois de transcorridos três anos e meio do período da tribulação.

B- Provas citadas: -A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Apocalipse 11.15, que soa na metade da tribulação.
-A Grande Tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio da septuagésima semana da profecia de Daniel 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se aplica a esse período. (Ap 11.2; 12.6)
-A ressurreição das duas testemunhas retrata o arrebatamento da Igreja, e sua ressurreição ocorre na metade da tribulação. (Ap 11.3,11) 3. Arrebatamento pós-tribulacional:

A- Significado:
O arrebatamento acontecerá ao final da Tribulação. O arrebatamento é distinto da segunda vinda, embora seja separado dela por um pequeno intervalo de tempo. A igreja permanecerá na terra durante todo o período da tribulação.

B- Provas citadas: -O arrebatamento e a segunda vinda são descritos pelas mesmas palavras.
-Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).
-Há santos na terra durante a tribulação. (Mt 24.22) 4. Arrebatamento parcial:

A- Significado:
Somente os crentes considerados dignos serão arrebatados antes de a ira de Deus ser derramada sobre a terra; os que não tiverem sido fiéis permanecerão na terra durante a tribulação.

B- Provas citadas: -Versículos como Hebreus 9.28, que exigem vigilância e preparo. B- A Descrição do Arrebatamento:
  1- Os textos:
1Ts 4.13-18; 1Co 15.51-57; Jo 14.1-3

2- Os acontecimentos: -Descida de Cristo.
-A Ressurreição dos mortos em Cristo.
-A Transformação de corpos mortais para imortais dos crentes vivos na ocasião. -O encontro com Cristo nos ares para a subida ao céu.

III. A TRIBULAÇÃO
 

A- Sua Duração:
É a 70ª semana de Daniel e, portanto, durará sete anos (Dn 9.27). A metade desse período é apresentada pelas expressões “42 meses” e “1.260 dias” (Ap 11.2,3)
B- Sua Distinção:

(Mt 24.21; Ap 6.15-17)
C- Sua Descrição: -Julgamento sobre o mundo. As três séries de juízos descrevem esse julgamento (selos, Ap 6; trombeta, Ap 8-9; taças, Ap 16)
-Perseguição contra Israel. (Mt 24.9,22; Ap 12.17)
-Salvação de multidões (ap 7).
-Ascensão e domínio do anticristo (2Ts 2; Ap 13). D- Seu Desfecho:
A tribulação terminará com a reunião das nações para a batalha de Armagedom e com o retorno de Cristo à terra (Ap 19).

IV. O MILÊNIO:
 

A- Definição:
O Milênio é o período de 1000 anos em que Cristo reinará sobre a terra, dando cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.
B- Suas Designações:

O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus”      (Lc 19.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério”        (At 3.19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).

C- Seu Governo:


-Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16)
-Seu caráter. Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
-Sua capital será Jerusalém (2.3). D- Sua Relação com satanás:
Durante este período satanás estará acorrentado, sendo liberto ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.

V. OS JUÍZOS FUTUROS
  A- O Julgamento das Obras dos Crentes:

Tempo: Depois do arrebatamento da Igreja.
Lugar: No céu.
Juiz: Cristo.
Participantes: Todos os membros do Corpo de Cristo.
Base: Obras posteriores à salvação.
Resultado: Galardões ou perda de galardões.
Textos: 1Co 3.11-15; 2Co 15.10
B- O Julgamento das Nações (ou gentios):

Tempo: Na segunda vinda de Cristo.
Lugar: Vale de Josafá.
Juiz: Cristo.
Participantes: Os gentios vivos na época da volta de Cristo.
Base: Tratamento dos “irmãos” de Cristo, i.e., Israel.
Resultado: Os salvos entram no reino; os perdidos são lançados no lago de fogo.
Textos: Mt 25.31-46; Jl 3.2

C- O Julgamento de Israel:

Tempo: Na segunda vinda de Cristo.
Lugar: Na terra, no “deserto dos povos” (Ez 20.35).
Juiz: Cristo.
Participantes: Judeus vivos ao tempo da segunda vinda de Cristo.
Base: Aceitação do Messias.
Resultado: Os salvos entrarão no reino; os perdidos serão lançados no lago de fogo.
Textos: Ez 20.33-38

D- O Julgamento dos Anjos Caídos: Tempo: Provavelmente depois do milênio.
Lugar: Não especificado.
Juiz: Cristo e os crentes.
Participantes: Anjos caídos.
Base: Desobediência a Deus ao seguirem a satanás em sua revolta.
Resultado: Lançados no lago de fogo.
Textos: Jd 6; 1Co 6.3
E- O Julgamento dos Mortos Não-Redimidos:

Tempo: Depois do Milênio.
Lugar: Perante o Grande Trono Branco.
Juiz: Cristo.
Participantes: Todos os não-salvos desde o principio da humanidade.
Base: O que faz serem julgados é a rejeição da salvação em Cristo, mas o fogo do juízo é a demonstração de que pelas próprias más obras merecem a punição eterna.
Resultados: O lago de fogo.
Textos: Ap 20.11-15

VI. AS RESSURREIÇÕES
  A- A Ressurreição dos Justos:
(Lc 14.14; Jo 5.28,29) -Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no arrebatamento da igreja (1Ts 4.16).
-Inclui os salvos durante os período da tribulação (Ap 20.4).
-Inclui os santos do A. T. (Dn 12.2 - Alguns crêem que serão ressuscitados no arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda). Todos estes são incluídos na primeira ressurreição.

B- A Ressurreição dos Ímpios:
Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda ressurreição resulta na segunda morte para todos os envolvidos.


OS ULTIMOS DIAS

Julho 24th, 2008

A NATUREZA DA 2a. VINDA DE CRISTO: Ela será:
• Pessoal Jo 14:3; 21:20-23; At 3:19-21; 2Pd 3:3-4
• Inesperada (a 1a. etapa) Mt 24:32-51; 25:1-13; Mc 13:33-36
• Súbita » instantânea Mt 24:25-28
• Na glória do Seu Pai, com os anjos Mt 16:27; 19:28; 25:31-46
• Triunfante Lc 19:11-27
• Corporal e visível At 1:11
A 2a. vinda de Cristo será em 2 etapas (se não lembrarmos sempre disto, ficaremos totalmente confusos):
1a. etapa (Arrebatamento): Nos ares, para buscar Sua noiva Mt 25:6; Lc 19:15; 17:34-36; Jo 14:3; 1 Ts 4:16-17; 2Ts 2:1
2a. etapa (Revelação): Na terra, para julgar o mundo Jl 3:11; Zc 14:4-5; At 1:11; 1Ts 3:13; Jd 14; Ap 1:7
A 1a. ETAPA DA 2a. VINDA DE CRISTO (ARREBATAMENTO): BUSCANDO SUA NOIVA, NOS ARES:
OS SINAIS DA 2a. VINDA DE CRISTO
a. O único sinal necessário para o Arrebatamento foi a APOSTASIA da doutrina bíblica, o abandono da verdadeira fé, baseada em “Assim diz o Senhor”, para abraçar um dos: liberalismo, modernismo, intelectualismo, ecumenismo, neo-evangelicalismo, pragmatismo, etc. Mt 24:5; Lc 21:8; 2Ts 2:3; 1Tm 4:1-2; 2Tm 4:1-4; 3:1-5,13.
b. Assim, a vinda de Cristo para arrebatar a Sua noiva é I-M-I-N-E-N-T-E!!!
OS SINAIS DA REVELAÇÃO DE CRISTO AO MUNDO SERÃO (JÁ NA TRIBULAÇÃO):
Extrema corrupção 2Tm 3:1-5
Multiplicação de viagens, de ciência Dn 12:4
Escarnecedores 2Pd 3:3-4
Guerras, fomes, terremotos, pestes Mt 24:3-8; Lc 21:9-11
Reajuntamento de Israel Ez 36:20-24
Cremos que o Arrebatamento está às portas, extraordinariamente próximo, porque, além da apostasia da doutrina já ter se cumprido há muitos séculos e estar extraordinariamente patente agora, já as “sombras” dos sinais até da Revelação estão fortíssimas!
O QUE ESTARÁ ACONTECENDO NO CÉU DEPOIS DO ARREBATAMENTO:
BEMA, O TRIBUNAL DE CRISTO, PARA JULGAMENTO E GALARDOAMENTO DOS SALVOS
a. Para todos os salvos da Igreja Rm 14:10-12; 1Co 3:11-15; 2Co 5:10.
b. Após o Arrebatamento, antes da Revelação, pois viremos com Ele: Zc 14:5; Cl 3:4
c. Resultando não em salvação/condenação, mas sim em recompensas e galardões:
A coroa do gozo 1 Ts 2:19 para o ganhador de almas;
A coroa da justiça 2Tm 4:8 para quem organiza sua vida no amor e esperança da 2a. vinda de Cristo;
A coroa da vida Tg 1:12; Ap 2:10 para o pronto a morrer por Cristo;
A coroa da glória 1Pd 5:1-4 para o fiel como pastor do rebanho;
Compartilhar do trono de Cristo Lc 19:11-28; 2Tm 2:11-12; Ap 3:21.
As coroas são incorruptíveis 1Co 9:25,
AS BODAS DO CORDEIRO COM A NOIVA
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. (AP 19:7-8 )
O QUE ESTARÁ ACONTECENDO NA TERRA
A TRIBULAÇÃO (A 70a. SEMANA DE DANIEL)
O FATO DA TRIBULAÇÃO: Haverá um tempo de angústia e tribulação qual nunca houve nem há de haver depois. Nele, Deus derramará toda a Sua indignação, contida há milênios, sobre a terra. Isto é ensinado no V.T.: Is 2:10-22; 24:17-21; 26:20-21; 34:1-3; Jr 30:4-9; Dn 12:1; Jl 1:15; 2:1; 3:14; Am 5:18-20; Zc 14:1-3. Por Cristo: Mt 24:21-29 (v. 30 prova que a Tribulação não foi a destruição de Jerusalém no ano 70: Cristo voltará ao seu final). No N.T.: 1Co 1:8; 5:5; 2Co 1:14; Fp 1:6-10; Ap 3:10; 7:14.
A Tribulação corresponde à 70a. semana de Dn 9:24-27, logo terá a duração de 7 anos.A 70a. semana de Daniel está dividida em 2 metades de 3 1/2 anos proféticos (360 dias) = 42 meses (30 dias) = 1260 dias (Dn 7:25; 9:27; 12:7,11,12; Ap 11:2,3; 12:6,14; 13:5).
. A 1a. metade (3 1/2 anos) da 70a. semana de Daniel:
Começará com pacto do Anticristo para Israel, para 7 anos, para paz e permissão de sacrifícios e ofertas Dn 9:27; Israel (e todos) cederão armas e defesas;
Gogue, Magogue e os reis da terra determinam-se destruir Israel Ez 38, 39, mas são destruídos;
O ANTICRISTO – Será um homem comum, com alta capacidade de governar, alguém altamente com prometido com o reino das trevas. Esse homem opõe-se totalmente a Jesus e tentará tomar o lugar de Cristo, dizendo que é o Messias. Ele enganará as nações, inclusive o povo judeu (Dn 9.27). Sua missão será criar uma religião para reverenciar o Diabo (Ap 13.11-18); estabelecer uma economia forte obrigando as pessoas a receberem o sinal da besta (Ap 13.17,18); destruir as bases da religião divina (2 Ts 2.4); multiplicar a iniqüidade no mundo( 2 Ts 2.3). O Anticristo será derrotado por Jesus na Batalha do Armagedom.
Haverão falsos cristos e falsos profetas; grandes e enganosos: milagres, sinais e prodígios Mt 24:24; Ap 13:13-15;
O FALSO PROFETA – Será o cooperador do Anticristo que o glorificará para ser aceito pelo povo. O Anticristo precisará de um líder religioso mundial de alta capacidade para estabelecer a sua religião. Esse sacerdote é o falso profeta ( Ap 16.13;19.20;20.10). Será um homem comum que falará educadamente. Parecerá inofensivo e manso como um cordeiro. Fará milagres para enganar o mundo ( 2 Ts 2.9). Tentará reunir todas as religiões em uma só para cultuarem o Anticristo ( Ap 13.13).
b. A 2a. metade (também chamada de a Grande Tribulação) (3 1/2 anos [menos o “pouco de tempo” de Mt 24:22?] ) da 70a. semana de Daniel se caracterizará por:
Começará com o Diabo e todos os seus anjos sendo arremessados na terra, tendo grande ira Ap 12:7-13, e o Anticristo rompendo o pacto com Israel Dn 9:27;
Os sofrimentos da 2a. metade da Tribulação (são recapitulados, sob diferentes pontos de vista, nos 6 primeiros selos Ap 6:1-17, nas 6 primeiras trombetas Ap 8:2-9:21 e nas 7 taças Ap 16:1-21): pelo menos 2/3 da humanidade morre de fome e guerras e pestes; 1/3 da terra, 1/3 das árvores, 100% da erva verde são queimadas com fogo; 100% do mar e águas doces se transformam em sangue; 100% dos peixes morrem e os homens têm que beber sangue; os homens são atormentados por gafanhotos com poder de escorpiões (por 5 meses), são crestados pelo sol, são cercados por terríveis trevas, e são atormentados por chaga má e fétida, tudo isto fazendo com que: clamem que as montanhas caiam sobre eles, mastiguem as próprias línguas de dor, e busquem a morte, mas em vão; a natureza desmaia, há um terremoto tão pavoroso qual nunca houve, o sol e a lua e as estrelas são escurecidos, as estrelas caem, todas as ilhas e montanhas não mais são encontradas, todas as cidades caem; granizo de pedras de 45 kg cai com fogo misturado com sangue!!!
Politicamente, ter-se-á o sistema do império romano levado à sua forma mais extrema, autocrática, cruel e blasfema. O Anticristo será o tirânico ditador mundial Dn 2:40-43; 7:7-8,19-26; 8:23-25; Ap 13:1-10.
Religiosamente, os 10 reis (sob o Anticristo) destruirão a prostituta (a igreja ecumênica e mundial) Ap 17:16-17. O Anticristo exigirá adoração de todos Ap 13:4,6-8. O Falso Profeta operará grandes sinais e forçará todos a adorarem o Anticristo e à imagem deste Ap 13:13-15. Dentre somente os que não tinham ouvido&entendido o evangelho durante a dispensação da Graça 2Ts 2:9-12, multidões serão salvas Ap 7:9,14, mas estarão sendo condenadas à decapitação (como os judeus dos campos de concentração foram condenados à câmara de gás).
Quanto a Israel, as 2 testemunhas de Deus pregam, imortais, com poder semelhante aos de Elias e Moisés Ap 11:3,5-6. 144.000 Israelitas, virgens, convertem-se e, imortais, pregam o evangelho do reino por todo o mundo Ap 7:4; 14:3-5. O Diabo com seus exércitos é arremessado na terra e faz tudo para destruir Israel completamente Ap 12:3-4,9. O Falso Profeta ergue uma imagem do Anticristo no Templo Dn 12:11; Mt 24:15; Ap 13:14-15. Israel passa por tremenda perseguição e tribulação; ao final, é salva e convertida.
Economicamente, ter-se-á o caos e o último estágio da exploração humana Tg 5:1-6. Quem não adorar o Anticristo e sua imagem, colocando sua marca na testa ou destra, não poderá nem comprar nem vender, e será condenado à decapitação Ap 13:16-17. Um grande empório comercial será rapidamente erigido (Babilônia literal [no Iraque]? Ou seu sistema?), mas destruído em 1 hora, com os céus regozijando Ap 18:10,15.
A 2a. ETAPA DA 2a. VINDA DE CRISTO (REVELAÇÃO): JULGANDO O MUNDO, NA TERRA.
LOCAL DA SUA VINDA, para tocar o solo, será: o Monte das Oliveiras Zc 14:4.
A BATALHA DO ARMAGEDOM
Jerusalém é cercada (Jl 3:12; Zc 14:2) e sua mais completa destruição parece inevitável. Cristo volta, destrói Seus inimigos na batalha de Armagedom (no vale e elevação de Megido), e salva Israel Ap 14:15-20; 16:14,16; 19:9. A natureza desmaia, tremendo terremoto move todas as ilhas e montanhas, cai granizo de pedras de 45 kg misturado com fogo e sangue. “É lançada a foice” e espremido o lagar da ira de Deus. Os exércitos do Diabo e do Anticristo são mortos e seu sangue cobre 28,8 km (Ap 14:20) até a altura de uns 1,50m (isto seria o sangue de mais de 300 milhões de soldados?!!!). Israel se converte e lamenta como se fosse uma só pessoa Zc 12:10-13:2; Rm 11:25-26.
O PROPÓSITO DA SUA VINDA:
a. Julgar o Anticristo, o Falso Profeta e seus exércitos 1Ts 1:7-10; 2Ts 2:8; Ap 19:11-16, 19-21;
b. Acorrentar Satanás e seus demônios, por 1000 anos Gn 3:16; Mt 8:29; Rm 16:20; Ap 20:1-3;
c. Salvar Israel Zc 14:3-4; Rm 11:1,5,25-26;
d. Julgar as nações (Jl 3:11-17; Mt 25:31-46 [“irmãos”, no verso 40, indica judeus convertidos e perseguidos]; At 17:31; 2Ts 1:7-10).
e. Revelar a Si mesmo e aos seus Zc 14:5; Mt 24:30; Ap 1:7; Cl 3:4.
f. Redimir e abençoar a natureza Is 11:6-9; 35:1-2,5-9; Rm 8:19-22.
g. Estabelecer o Seu reino 2Sm 7:16; Sl 89:3-4,…37; Jr 33:15; Lc 1:31-33.
O MILÊNIO
CRISTO:
a. Reinará sobre toda a terra Zc 14:9.
b. Reinará com vara de ferro (poder e autoridade) Ap 19:15.
c. Julgará imediatamente a qualquer pecado Zc 14:17-19.
OS SANTOS RESSURRETOS:
a. Reinarão com Cristo Lc 19:16-19; 1Co 6:2; 2Tm 2:12; Ap 20:4,6.
b. Assentar-se-ão com Cristo no Seu trono (!) Ap 3:21.
c. Terão responsabilidades individuais e não coletivas Lc 19:16-19.
ISRAEL:
a. Será reajuntada Ez 36:24; 37:1-4; Is 11:10-13; Jr 16:14-15; 23:5-8; 30:6-11; Mt 24:20-33.
c. Toda a nação se arrependerá e converterá Ez 36:24-28; Zc 12:10-13:3; Rm 11:25-26.
f. Israel evangelizará os gentios Is 66:19; Zc 8:13,20-23.
AS NAÇÕES:
a. Inicialmente serão compostas só de convertidos Mt 25:34-40.
b. Multidões nascerão Zc 8:4-6.
c. Subirão para adorar em Jerusalém Is 2:2-4.
O JULGAMENTO DE SATANÁS E SEUS ANJOS: Terminado o milênio, Satanás é solto, engana as nações do mundo e as congrega (Oh a maldade humana!) em fúria revoltosa contra Cristo; mas fogo do céu devora os exércitos do Diabo e ele é lançado para sempre no lago de fogo Ap 20:7-14. Cremos que o julgamento dos demais anjos caídos (Mt 25:4; 8:9; 2Pd 2:4) também ocorrerá então.
O JULGAMENTO DOS QUE MORRERAM SEM CRISTO (JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO).
A CRIAÇÃO DO NOVO CÉU E DA NOVA TERRA (Is 65:17,22; 2Pd 3:10-13; Ap 21:1-2): Deus dissolverá em fogo todo o universo, como que numa explosão nuclear de toda a matéria existente, enquanto guardará os redimidos com a sombra da Sua mão. A seguir, criará novo céu e nova terra.

O MARTELO DE DEUS

Julho 18th, 2008

O FIM DOS TEMPOS

O MARTELO DE DEUS
Noruegueses acham no fundo do mar cratera gigantesca feita por um meteoro. Geólogos de uma companhia norueguesa rastreavam o fundo do Mar Ártico em busca de reservas de petróleo e gás natural quando se depararam com uma estranha alteração no relevo submarino. Ao analisá-lo em detalhes, concluíram que estavam diante de uma cratera com 40 quilômetros de diâmetro. Ela foi produzida pela queda de um meteoro gigantesco cerca de 150 milhões de anos atrás, numa época em que a terra ainda era habitada pelos dinossauros. Segundo cálculos de cientistas da Universidade de Oslo, o rochedo tinha aproximadamente 2 quilômetros de diâmetro, maior que o maciço formado pelo Pão de Açúcar e o Morro da Urca, no Rio de Janeiro.
Crateras que surgem com choques de meteoros ou cometas são difíceis de ser localizados nos oceanos. Até agora, os cientistas já haviam catalogado 160 delas na superfície dos continentes, mas só sete nas profundezas do mar. A descoberta dos noruegueses também indica que esses eventos ocorreram a intervalos mais regulares na história do planeta do que supunha. Cada uma dessas colisões alterou de forma drástica a evolução da terra, extinguindo milhares de espécies e criando condições para que outras surgissem. Já se sabia, por exemplo, que a causa mais provável da extinção dos dinossauros teria sido a queda de um meteoro na Península de Yucatán, na costa do México, 65 milhões de anos atrás. O que ninguém imaginava, até a semana passada, é que cerca de 100 milhões de anos antes os dinossauros já tinha enfrentado um cataclismo parecido - e, milagrosamente, sobrevivido a ele.
\\\\\\\\\\\\\\\"Todas as crateras que vemos na superfície da Lua foram provocadas por impactos de meteoros\\\\\\\\\\\\\\\", disse Henning Dypvik, líder da equipe que descobriu a cratera no Mar Ártico, à revista cientifica norueguesa Gemini. \\\\\\\\\\\\\\\"Com a Terra aconteceu a mesma coisa, com a diferença de que os rios, as montanhas e a vegetação disfarçam as evidencias\\\\\\\\\\\\\\\".

VIZINHOS PERIGOSOS

Na escala de tempo medida pela presença dos seres humanos na Terra, cerca de 2 milhões de anos, a probalidade de um choque cósmico dessas proporções é relativamente pequena. Isso não significa que jamais venha a se repetir.
Aproximadamente 2000 asteróides com mais de 1 quilômetro de diâmetro cruzam ou se aproxima regularmente da órbita do nosso planeta. Até hoje os cientistas só conhecem com a exatidão a trajetória de 200 deles.
Além desses objetos mais avantajados, estima-se que viajem nas redondezas da Terra mais de 100 milhões de outros rochedos com diâmetro entre 90 metros (tamanho de um edifício de trinta andares) e 20 metros (comprimento de dois ônibus enfileirados). Mesmo esses asteróides pequenos poderiam destruir cidades inteiras e matar milhares de pessoas, dependendo da região atingida.
Acredita-se que, em 1908, um deles explodiu sobre a região de Tunguska, na Sibéria. Só não foi uma tragédia maior porque a região era desabitada.
Outra ameaça são os cometas. Apenas quatro anos atrás um deles se chocou com Júpiter, produzindo uma mancha do tamanho da Terra que até hoje pode ser observada na Superfície do planeta. (Veja p.62 17 fev.99)
É consenso entre os pesquisadores que a única alternativa para defender a Terra a curto prazo seria o uso de armas nucleares. O problema é ninguém tem certeza de que isso funcionaria.
Não sabemos praticamente nada a respeito dos asteróides. Por isso, é quase impossível afirmar, com qualquer nível de segurança, como se pode impedir que um deles, a caminho da Terra, não acabe mesmo batendo aqui.
Paul Chodors
Astrônomo do Laboratório de Propulsão a jato, da Nasa, na Califórnia, Estados Unidos
Os cientistas prevêem que: Quando os Asteróides começarem a cair, uma nuvem de poeira bloqueará a luz do Sol no planeta por um ano, baixando a temperatura global.

Observe o que a Bíblia diz:

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e alua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Mateus 24.29
No mar, gerará tsunamis, ondas de 1 quilômetro de altura, que invadirão os continentes.

Veja o que a bíblia diz:

• E o segundo anjo tocou a trombeta ; e foi lançada no mar uma coisa como grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a Terça parte do mar.
E morreu a Terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a Terça parte do mar.
E o terceiro anjo tocou a sua trombeta , e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a Terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
E o nome da estrela era absinto, e a Terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. (Apocalipese 8. 8 -11)
Os menores são quase imprevisíveis
Asteróides assustam e não é sem razão.
De acordo com Brian Marsden, \\\\\\\\\\\\\\\"os números são incertos, mas deve haver algumas dúzias deles com mais de 5 quilômetros de diâmetro próximos da Terra.
2.000 com mais de 1 quilômetro e cerca 200.000 entre 500 metros e 1 quilômetro.
Esses são os que podem ser estudados. \\\\\\\\\\\\\\\"Com os telescópios atuais não não conseguimos acompanhar corpos com menos de 100 metros\\\\\\\\\\\\\\\". Explica Paul Chadas. E há centenas de milhares deles. Eventualmente até poderiam ser vistos, mas, para estabelecer as órbitas, seriam necessárias muitas observações em pontes variadas da sua trajetória.
O globo terrestre tem cerca de 150 marcas de impactos de asteróides. Isso sem contar os que devem estar no fundo dos oceanos.
Hoje, a Nasa investe cerca de 2 milhões de dólares por ano na identificação dos asteróides com mais de 1 quilômetro de diâmetro que apresentam risco de colidir com a Terra. (Revista Super Interessante agosto/98)
Estes dados informativos nos faz lembrar do que está para acontecer em breve em nosso planeta Terra.
A palavra de Deus é fiel, e todas as profecias terão e seu cumprimento com exatidão. Nenhuma das fieis palavras do Senhor cairá por terra.
E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. - (2 Pedro 1:19)
Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. - (2 Pedro 1:20)
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. - (2 Pedro 1:21)

APÓS O ARREBATAMENTO DA IGREJA, INICIARÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO NO MUNDO INTEIRO. OS JUÍZOS DE DEUS SERÃO DERRAMADOS SOBRE A TERRA.

ARREBATAMENTO
- significa: tirar com força. Na ocasião da volta de Jesus nas nuvens, Ele virá para arrebatar a sua igreja. Todos aqueles que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas ; aqueles que nasceram de novo, desaparecerão e receberão automaticamente um corpo glorioso, semelhante ao corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo (incorruptível) e aqueles que morrerram salvos, ressucitarão e receberão um corpo glorioso também. VER REFERÊNCIA BÍBLICA: João 14.1-3; Atos 1.9-11; 1Tessalonicensses 4.13-18

GRANDE TRIBULAÇÃO
: Será uma aflição como nunca visto na face da terra. Todos aqueles que não estavam preparados para a volta de Jesus e ficaram aqui, passarão pela grande tribulação. Neste tempo, haverá a manifestação plena do anticristo e Deus estará julgando os seres humanos com grandes juízos. Mateus 24.15-21; Apocalipse 3.10
Aqueles que servem a Deus fielmente, escapar&ati