Jesus de Nazare

a festa da carne

Julho 15th, 2008

A Alegria do carnaval

Chegou o momento da grande festa do povo.
É a hora que o pessoal bota de molho os
aborrecimentos, esquece as dívidas pessoais,
afoga a solidão… e cai na “gandaia”…

A alegria do carnaval vem da fantasia de se imaginar
solto, sem censura e sem limites, onde
se pode ver sentir e fazer “o que der na cabeça”.

O dicionário Aurélio esclarece que desde o
sei início na Idade Média, o carnaval “se caravterizava pela alegria

desabrida, pela eliminação da repressão
e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas”.

Quem vê cara não vê coração

Você tem que admitir: é difícil ver alguém
pulando o carnaval de cara triste.
Mas a euforiada folia pode estar escondendo um
grande vazio atrás de um sorriso.
Quem vê cara não vê coração.
Você está tentando esconder ou esquecer algo neste carnaval?
Talvez uma mágoa,uma frustração na vida sentimental, uma grande
decepção com amigos ou uma desilusão com a vida?

Quem Brinca Com Fogo

A alegria do carnaval dura poucos dias.
A dor provocada pela
promiscuidade, os excessos, as paixões
desenfreadas, as bebedeiras (com os resultantes acidentes), a violência e o crime trazem
conseqüências que podem marcar você pelo resto de sua vida.
Quem brinca com fogo acaba se queimando.
Quem avisa amigo é.
E a Bíblia avisa: “são bem conhecidas as coisas que
a natureza humana produz: a imoralidade, a impureza, as
ações indecentes, a adoração de ídolos e as feitiçarias.
As pessoas se tornam inimigas, elas brigam,
ficam com raiva, ciumentas e ambiciosas. Separam-se em
partidos e grupos, são invejosas, bêbadas, vivem em orgias e fazem outras coisas parecidas. Repito o que já disse: Os que
fazem essas coisas não herdarão o Reino de Deus”(Gálatas 5:19–21 – A Bíbliana Linguagem de Hoje).

Alegria e felicidade são sinônimos?

Alegria e felicidade não são sinônimos.
É possível estar muito alegre e ser profundamente infeliz.
A alegria é uma sensação passageira; a felicidade é um estado de espírito.
A alegria pode ser provocada por festas, música e cores; a felicidade é resultado de relacionamentos sinceros, decisões acertadas e ações corretas. É por isso que ocarnaval pode gerar alegria, mas jamais poderá conduzir à felicidade.
Ter alegria é sentir a emoção do momento.
Ser feliz é saber que sua vida tem um propósito eum destino promissor.
É estar em paz consigo mesmo e seu Criador.

O Caminho da felicidade

Deus ama você! E Ele, mais do que ninguém, se interessa pela sua verdadeira e duradoura felicidade. Jesus explicou que “o ladrão (o diabo) vem somente para roubar, matar e destruir; eu (Jesus)vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Esta vida em abundância também é chamada de vida eterna na Bíblia: “porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho único (Jesus), para que todo aquele que crer n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16 – A Bíblia Viva).
Conclusão: Jesus é o Caminho para a verdadeira felicidade. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai (Deus), senão por mim (João 14:6)

Moral da história

Você precisa saber que:
• Você é pecador e, por isto, está separadode Deus. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom (presente) gratuito de Deus é avida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”(Romanos 6:23).

• Só Jesus pode pagar pelos seus pecados:“Mas Deus dá prova de seu amor para conosco,em que, quando éramos ainda pecadores, Cristomorreu por nós” (Romanos 5:8).
“Porque é pelagraça de Deus que vocês são salvos por meio da fé. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês mesmos, e por isso ninguém deve se orgulhar” (Efésios 2:8,9 –A Bíblia na Linguagem de Hoje).

• Basta que você se arrependa, creia e aceite a Cristo como seu Salvador: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”(I João 1:9).

Agora é com você

Por que você não faz uma pausa agora e faz algo do qual nunca se arrependerá: dê a sua vida para Deus.
Diga a Ele que daqui pra frente você quer viver de acordo com a vontade d’Ele.
Seu pedido(oração) pode ser assim:

“Senhor, obrigado por me amar tanto e por ter mandado o Seu Filho Jesus para morrer por mim. Sei que só através de Jesus posso encontrar a verdadeira paz e felicidade de que tanto preciso. Me arrependo dos meus pecados e aceito o Seu perdão. Daqui para frente eu Te convido a guiar minha vida. Por favor, entre na minha vida agora. Em nome de Jesus, amém.”

Parabéns! Se você pediu isso a Deus de coração, saiba que Ele agora passa a ser seu Pai e se torna seu melhor Amigo.
A Bíblia promete: “Mas, a todos quantos O receberam, aos que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12).

Origem e História do Carnaval

O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:

“O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina “carnelevarium” (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday).” (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.

“Provavelmente originário dos “Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã”, o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857). Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunimos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos.” (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:

“O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC.” (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval

“Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine.”

“Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor.”

“O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival.” (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

O Festival Dionisiano então, não parece ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval? Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.

feriados no Brasil

Julho 14th, 2008

Feriado Satanico no Brasil

 

Brasil corre risco de ter Feriado Nacional para Satanás

Calma! Ainda não foi decretado. Ainda há muitas restrições aos satanistas. Será meio difícil induzir o Congresso Nacional, ou mesmo uma organização, a levar adiante tal projeto. Por isto, ninguém até agora se dispôs a conseguir tal coisa. Mas, e se eles crescerem tanto, alcançando tanta representatividade, que acabem conseguindo aprovar uma lei que institui o Feriado Nacional do Dia de Satanás? Bem, certamente haverá protestos, abaixo-assinados, discursos, etc. Tudo isto possivelmente só no início. Depois as pessoas vão se acostumando. Com o tempo, entretanto, nem se lembrarão mais que esse feriado é em homenagem a Satanás. Pior que isso. Muita gente vai gostar. Inclusive os evangélicos. Afinal, um dia a mais para não trabalhar não é tão ruim assim. Mesmo que seja o Dia Nacional de Satanás. As igrejas vão aproveitar para fazer retiros, piqueniques, passeios. Os Seminários e Institutos Bíblicos cancelarão suas atividades nesse dia. Muitos crentes aproveitarão para ir ã praia. E se for na quinta-feira, muita gente aproveitará para fazer um final de semana prolongado. sim, muitos evangélicos inclusive. Não importa que tudo seja na conta do Dia Nacional de Satanás. Uma razão bem forte para isto é que, segundo Antônio Ermírio de Morais, o Brasil é a República da Preguiça. Li seu artigo já faz tempo. Foi publicado na Folha de São Paulo de 2 de junho de 1991. Ele começa assim: "Hoje termina mais um feriadão na República da Preguiça. A via expressa da Rodovia dos Imigrantes se abriu aos turistas que iam à praia já na quarta-feira ao meio-dia — pois ninguém é de ferro. Para eles, a folga foi de quatro dias e meio". Naquele junho de 1991, ele estava fazendo o seguinte balanço: "Só neste ano, a República da Preguiça já folgou mais de 60 dias. lembremos bem: o ano começou numa sexta-feira. O país parou na sexta-feira anterior, emendando sábado, domingo e segunda com a terça-feira — 1º de janeiro. O mesmo já havia acontecido uma semana antes do natal — que também ‘teimou’ em cair na terça.

Isso sem contar os feriados municipais, como o dia 25 de janeiro em São Paulo, dia da cidade. Em fevereiro, a República da Preguiça pontificou: pulou quatro dias de carnaval. Os mais convictos, é claro, só puderam se recompor na quartas-feiras de cinzas, voltando ao trabalho apenas na quinta, ainda assim sob protesto. Em março, o motivo foi outro. Depois de 40 dias de longa espera, chegaram os feriados da Semana Santa. Muitos emendaram mais quatro dias: Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. O mês de abril foi de uma ingratidão imperdoável. Tiradentes caiu num domingo! Assim não dá: já não se fazem boas folhinhas como antigamente… Em compensação, em maio, o Dia do Trabalho caiu numa quarta-feira. Foi um festival de pacotes turísticos: os mais modestos cobriram cinco dias; os mais ousados, nove dias — começando no dia 27 de abril e terminando no dia 5 de maio. Afinal, perdido por um, perdido por mil. Tudo se repetiu no fim de maio e no início de junho. O feriado da quinta-feira, dia 29, ensejou uma nova ponte de quatro dias que termina hoje". E Ermírio de Morais concluiu: "Em resumo, do dia 21 de dezembro até hoje, tivemos 163 dias. Destes, foram 24 sábados e 24 domingos. Os feriados e pontes somaram 17 dias. Total de folgas, 65 dias. Ou seja, a República da Preguiça, em princípio, trabalhou 92 dias e folgou 65. Mas, como a Lei garante 30 dias de férias por ano, é justo consideraram-se 15 dias para o primeiro semestre — o que faz 92 dias trabalhados descerem para 83 e os não trabalhados subirem para 80".

Penso que meus leitores concordam com o Dr. Antonio Ermírio de Morais. Vivemos na República da Preguiça. Por isso, todo novo feriado é bem vindo. Menos um dia para trabalhar. Mas, como servos de Jesus, e conhecedores da Palavra de Deus, deveríamos lembrar que Deus disse: "Seis dias trabalharás e farás toda a sua obra". (Êxodo 20:6). Não é para trabalhar 5 dias na semana, ou 4, ou 3. O que Deus disse é que deveríamos trabalhar 6 dias e descansar no sétimo. Assim mesmo, examinando o Velho Testamento, percebe-se que o sétimo dia foi instituído para o culto a Deus. Na verdade, Deus sabe que a mente humana precisa estar ocupada. Não é a sociedade que tem mais dias de folga e lazer, que é a mais honesta, produtiva, organizada. Nas áreas e regiões do mundo onde as pessoas são mais ocupadas, a moral é melhor. Desde quando o sexto dia da semana deixou de ser dia de trabalho? Nesta geração. E só para uma parte da sociedade. Uma boa parte da sociedade, tanto no Brasil como em outros países, trabalha seis dias para poder se manter. Mas, à medida em que a pessoa vai crescendo economicamente já trabalha 5 dias. E então, por causa dos muitos feriados, trabalha 4 e, às vezes, 3 dias de cada semana. Qual a nossa atitude, como evangélicos, diante de tantos feriados? Como reagimos aos feriados do carnaval. E os dos santos da Igreja Católica? E o feriado de 12 de Outubro, que é feriado nacional da padroeira do Brasil? Concordamos em que Aparecida seja Padroeira do Brasil? Já nos esquecemos que foi o Presidente Figueiredo, em 1982, quem instituiu esse feriado, por pressão da Igreja Católica? Lembramo-nos de que a partir daí o Brasil entrou em uma espiral de inflação que afetou terrivelmente nossa economia durante 15 anos? Será que temos consciência de que o diabo conseguiu fazer uma mistura do Dia da Criança com o Dia da Aparecida?

Quantos sabem que nestes últimos anos aumentou violentamente o número de crianças de rua, de prostituição juvenil, de uso de drogas entre os adolescentes e até entre crianças? Será que as coisas estão relacionadas? Ou ainda há quem pense que a macumba, idolatria, feitiçaria, nova era, e tudo o mais, é folclore? Quantos entendem que por trás do ídolo está o demônio? Isto significa que quando se coroa um ídolo como padroeiro (senhor, governador, principal) de uma cidade ou de um país, está se entregando aquela cidade ou país ao governo daquela potestade das trevas. Por que não há uma reação dos evangélicos contra tais feriados? Por que os seminários e escolas bíblicas não continuam funcionando nestes dias? Por que as igrejas não fazem guerra espiritual no dia 12 de outubro? Por que não se levanta uma reação generalizada dos evangélicos em todo o território nacional contra esses feriados? A razão pode ser que a maioria de nós prefere mais um dia para não trabalhar. Mesmo que seja o feriado do Dia Nacional de Satanás. Nutro a esperança de que vamos acordar. Vamos tomar consciência de que estas coisas estão contra a Palavra de Deus e desonra a pessoa de Jesus Cristo. E vamos reagir, uma reação tão forte que o próprio governo voltará atrás. Só serão feriados as datas históricas. Os dias santos do ano litúrgico Católico Romano não serão mais feriado. Quando chegar esse tempo, os evangélicos estarão exercendo tanta influência em nossa Pátria que muitas outras situações estarão mudadas. E o Brasil será uma bênção. Jesus Cristo será o Senhor desta grande Pátria. Nota: quando falamos da imagem da Aparecida nem de longe estamos pensando na agraciada Maria, mãe de Jesus. Ela, sim, merece toda a nossa consideração. A imagem, não.

os três santos juninos

Julho 14th, 2008

- SANTOS JUNINOS

Os três Santos Principais: Sto Antonio, São João e São Pedro
História e Lendas Católica sobre estes santos.

Santo Antônio

Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o "santo dos milagres", como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se vos foge um escravo, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez se quereis os bens alheios, Santo Antônio".

É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados, pois enfrentou em vida aventuras guerreiras como soldado português.
Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, amarrada num esteio, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.

Em homenagem a Santo Antônio, geralmente realizam-se duas espécies de rezas e festas: os responsos, quando ele é invocado para achar objetos perdidos, e a trezena, cerimônia que se prolonga com cânticos, foguetório e comes e bebes de 1 a 13 de junho de cada ano.
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos. Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar!
Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado.

São João

João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.

São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade. Segundo Frei Vicente do Salvador, um dos primeiros brasileiros a escrever a história de sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam a todos os festejos portugueses, em especial os de São João, por causa das fogueiras e capelas.

São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.

São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

A Lenda do surgimento da fogueira: Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora então perguntou:
__ Como poderei saber do nascimento dessa criança?
__ Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.

A Lenda das bombas de São João: Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai. A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu "João" e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos

A festa de São João: Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.

No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.

O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias.
Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.

As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas - tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.

São Pedro

São Pedro, o apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

A festa de São Pedro: Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação presente na festa de São João.
Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

Google