Jesus de Nazare

COMO EVANGELIZAR SEUS FAMILIARES

Novembro 16th, 2008
Como Evangelizar Seus Familiares
 
Pr. L. R. Silvado
 
 

A nossa maior dificuldade é que nossos familiares conhecem as nossas virtudes e as nossas falhas com clareza. Como seres humanos else terão a tendência de ver o ponto preto no lençol branco e não o lençol branco ao redor do ponto preto. Quando nós destacamos as virtudes daqueles que convivem conosco estaremos criando um ambiente familiar onde o lado bom de cada um também será percebido.

Nunca devemos cair na armadilha de tentar ser mais "espiritual" do que somos, pois a nossa família perceberá rapidamente.

Podemos dizer de uma forma simplificada que quando ocorre evangelização no contexto familiar ela tem como objetivo alcançar quatro grupos distintos: Filhos, cônjuge, pais e outros parentes

Existem algumas maneiras básicas e gerais para que sejamos bem sucedidos na evangelização dos nossos queridos:

Orar intensamente e regularmente (Tg 5:16b)

Filhos

Ser pai é uma das mais importantes tarefas a nós delegadas por Deus. Devemos orar objetivamente. Devemos interceder pelos motivos ligados à rotina diária e também pelo resultado mais amplo da ação de Deus nas suas vidas.

Cônjuge (1 Pedro 3;7)

Embora direcionado inicialmente ao marido este texto pode ser aplicado à esposa no sentido de fazer todo o possível para que haja um relacionamento sadio que não venha a intervir na comunhão com Deus. Orações que fazem diferença brotam de um coração ligado ao coração de Deus.

Pais e outros parentes

Devemos orar para que Deus os proteja de crentes fracos que possam criar barreiras ao evangelho devido ao seu mau testemunho. Devemos pedir que crentes genuínos venham a conviver com else para que ao observarem o seu testemunho encontrem confirmação do que tem visto no relacionamento familiar.

Respeitar as "estações da vida" das pessoas 

Durante a sua vida todo ser humano experimentará diversas estações. Conforme estas estações se alternam, ele estará mais receptivo ou resistente ao evangelho. Estações de alta receptividade normalmente estão vinculadas a chegada da idade da razão para as crianças, mudanças como adolescência, casamento, chegada de filhos, aposentadoria, desemprego, luto, etc.

As estações de resistência ocorrem com freqüência durante os períodos de estabilidade emocional, social e financeira. Devemos pedir ao Espírito de Deus que nos dê a percepção correta do momento para percebermos se é um momento de "Dar linha" ou de  "puxarmos a linha" como fazem os pescadores.

Sensíveis ao momento da vida em que os nossos queridos se encontram  devemos estar sempre prontos para falar da razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15-16).

Testemunho de vida

Seremos sempre pecadores e pessoas que convivem conosco sempre verão inconsistências em nossas vidas. Algumas delas terão a expectativa de que por sermos crentes seremos perfeitos. Não precisamos aceitar esta imposição de ser perfeito mas, pelo contrário, devemos demonstrar a nossa humanidade convertida através de demonstrações de  arrependimento, pedidos de  perdão, reconhecimento dos  nossos erros e demonstração Clara de que Jesus tem poder para  mudar todo aquele que nele crê! Isto é ser o bom cheiro de Cristo (2 Coríntios 2:14-15).

O que fará a diferença não é fingir "santidade e perfeição" mas vivermos uma vida que demonstre consistência e perseverança no compromisso assumido com Cristo. Existem também algumas maneiras bem específicas de compartilharmos a nossa fé com os quatro grupos citados.

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os nossos filhos temos que refletir no significado de Deuteronômio 6:6-8.
 
Conversar sobre a presença de Deus

Se else são pequenos podemos comentar sobre o fato de que Deus fez a chuva ou aquela borboleta que pousou na flor do caminho. Quando já estão maiores deveremos interpretar a ação de Deus naquela notícia sobre a fome na África ou porque oramos antes de fazer aquela viagem de férias.

Uma das maiores heranças que podemos deixar para os nossos filhos é ajudá-Los a viver com a consciência de que "Deus não mora no prédio da igreja".

Culto doméstico

Nestes momentos toda a família pára para Dar atenção a alguém muito importante para todos - Deus! Não interessa se este será uma parada de 5 minutos ou de1 hora. O mais importante é a regularidade e a valorização deste momento.

Igreja

É uma Grande ilusão pensar que podemos entregar a educação cristã dos nossos filhos para a EBD ou para a igreja. Esta tarefa é dos pais e a igreja pode apenas complementar o que fazemos no lar! Nossos filhos precisam aprender conosco que a fé cristã é uma fé vivida em comunidade.

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os cônjuges e pais é sábio falarmos:

Também sem dizer palavra (1 Pedro 3:1-2)

Após algum tempo podemos chegar à situação em que a pessoa já ouviu todas as explicações possíveis. Este é o momento de orar e esperar para que else nos façam perguntas e observem o poder de Deus se manifestando no nosso viver diário.

Dando evidência da ação de Deus em nossas vidas

Mencione as coisas grandes e pequenas que Deus tem feito por você. Else estão vendo a sua vida na intimidade e por isto você deve ter muito cuidado para não "fantasiar" a atuação de eus Dalém da realidade. (1 Tessalonicenses 1:2-3).

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os demais familiares é importante:

Cultivar amizade genuína

Convide-os para a sua casa e compartilhe suas experiências de vida. Jogue bola com ele, vá ao shopping com ela, vá ao cinema ou a um parque, etc. Conviva com eles pois a fé cristã é muito mais apreendida do que aprendida (2 Coríntios 6:6).

Dar evidência da ação de Deus em nossas vidas

Quando você fala com um não-crente você usa expressões como "Deus me abençoou!", "Eu ouvi Deus falar comigo.", "Não foi sorte mas foi a mão de Deus me dirigindo!", etc? Muitos de nós contamos a mesma experiência com duas versões, a evangélica e a não evangélica.

Dar evidência é ser usado para aumentar a percepção da presença de Deus nas grandes e pequenas coisas da vida. Deus deseja usar a sua vida  para que seus familiares aumentem a percepção espiritual da vida. Vivendo assim você acabará agindo como os discípulos que afirmaram em Atos 4:20: "não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.

Praticar ações de amor (Tiago 2:14-18)

Porque você esta convivendo com aquele parente você poderá perceber algumas das suas necessidades e procurar satisfaze-las por amor a Cristo. Isto vai desde cuidar do filho deles até ir pagar uma conta no banco. Algo concreto que confirme que esta história de amar ao próximo existe mesmo.

"É tão difícil levar aqueles que convivem conosco aos pés da cruz!" Não é este o sentimento que às vezes toma conta dos nossos corações?

Ao longo da minha vida como pastor tenho tido o privilégio de ver maridos e esposas vindo a Cristo após 10, 19 e 30 anos de vida conjugal. Tenho visto corações de filhos e de pais se voltarem para o Senhor. Não existe nada mais gratificante do que ver famílias inteiras sendo salvas por Cristo. Vale à pena perseverar!!!

Historiadores contam que George Mueller, fundador de orfanatos na Inglaterra do século passado, orou durante 60 anos por um amigo não crente. Ele veio a falecer e no seu funeral aquele amigo finalmente fez a sua decisão por Cristo.

Imagine a surpresa agradável que ele terá no dia do juízo final quando encontrar o seu amigo com as suas vestes mais brancas do que a neve por terem sido lavadas pelo sangue do Cordeiro de Deus (Salmo 51:7).

Como você pode melhorar o seu evangelizar no contexto familiar?

Peça a Deus a capacidade para ser um instrumento útil para a salvação da sua família.


"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
(2 Coríntios 13 : 11)

Márcio Melânia

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NO COLO DE DEUS

Novembro 6th, 2008

NO COLO DE DEUS!

A coisa mais importante que pode acontecer a uma pessoa é quando descobre seu pai verdadeiro, se por algum motivo não o conheça ainda. A emoção toma conta e com certeza, o pai que tem amor, esperou muito por isso, tanto quanto o filho. Há muitos motivos que podem ter causado a separação, mas a conseqüência para a vida de ambos é negativa, em qualquer situação.
Estava pensando no meu Pai original.
Certa vez, Ele resolveu criar uma família muito numerosa e escolheu um lugar e preparou do seu jeito, com muito carinho, para que pudesse ser a residência ideal para seus familiares. Com muito cuidado e amor ele criou seu primeiro filho, esculpindo-o com as próprias mãos usando como matéria prima o elemento natural do seu habitat, o pó da terra. Soprou em suas narinas toda a sua vida. O fôlego de vida de seu primeiro filho significou o meu Pai dando de Si para sua geração, com tudo que isso representa: sabedoria, justiça e retidão.
O que meu pai queria? Uma família que fosse grandiosa e que possuísse seu DNA básico, e que pudesse ser com Ele uma comunhão de paz e alegria.
Isso deu certo por algum tempo. Logo depois criou uma filha, com genes extraídos do primeiro filho, para garantir que todos os seus descendentes tivessem as mesmas características essenciais para um bom viver. A partir daí, estava tudo arranjado para a família aumentar e aumentou bastante. Meu pai, com muito carinho, não abriu mão de estar sempre com meus irmãos mais antigos, sempre e todos os dias. Tinha até um cantinho preferido para esses encontros e bate papos. Acho que era muito aconchegante a presença de todos nesse cantinho. Os dois filhos tinham sempre a presença do Pai e poderia até dizer que o colo do Pai era a maior prova de seu amor pela sua família.
Passado algum tempo, como os filhos tinham liberdade para ir e vir e fazer o que lhes aprouvesse, resolveram deixar o convívio familiar, para descobrir seu mundo, sozinhos. Isso custou muito caro! Perderam o colo do pai, que tinham todos os dias. Eles até poderiam viver separados do pai, mas o colo faria muita falta. O ombro paterno e o abraço apertado e protetor do pai não estavam mais com eles.
O amor do pai fazia com que Ele também sentisse muita saudade e quisesse seus filhos de volta. Sempre estava por perto procurando ajudar para que seus filhos, agora muito numerosos, não sofressem tanto. A ausência fazia muito mal ao pai também.
De varias formas ofereceu de novo o colo para seus filhos, mas de pouco valia. Os filhos não entendiam que voltar para a casa paterna era a melhor maneira de resolver isso.
Como eu entrei para a família?
Meu pai, Deus, enviou um filho especial, que já estava com Ele desde o principio, para ensinar o caminho de volta para o colo do pai. Ele defendeu os necessitados, os menos favorecidos, os desprezados, enfim veio em defesa dos membros da família de Deus que estavam abandonados por aqui, sem ninguém a protegê-los… sem colo! Jesus deu colo a todos os oprimidos e cansados e os aliviou com afagos, com palavras amigas e calor interpessoal.
Num momento muito especial de seus ensinos, quando chegavam os seus derradeiros momentos aqui na Terra, pois sabia que queriam assassina-lo, chamou um de seus discípulos para orientá-lo a seguir seus ensinos. Chamou Pedro e perguntou se este o amava mesmo. Pedro respondeu que sim, mas para ter certeza de que o discípulo estava falando com a razão e não da boca para fora, perguntou mais duas vezes. Pedro confirmou que sim, ao que Jesus disse: apascenta minhas ovelhas!
Ora, sem amor, seria impossível alguém dar colo para os cansados e oprimidos, como Jesus fez e estava dizendo para fazermos. Apascentar, mais que tudo, significa cuidar, com muito carinho… dar colo mesmo! Como o Pai fez no jardim, como Jesus fez em todos os dias que esteve aqui na Terra, falando de amor ao próximo! Ora, como amar a Deus se não fizer o que nos é enviado a fazer? Apascentar ovelhas, aliviar pessoas oprimidas e cansadas?

Jesus disse: "vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei". Nessa visão, posso afirmar, com certeza, que a igreja de Cristo, que se iniciou com Jesus e seguiu-se, a partir daquele apascente as minhas ovelhas dito a Pedro, é o colo de Deus hoje! Então, não seria incorreto pensar que eu sou o colo de Deus para você e você é o colo de Deus para mim. Deus nunca abandonou seus filhos e nunca deixou de oferecer colo a quem estivesse carente.
Nesse tempo, o do Novo Testamento, nós somos o COLO DE DEUS! Que esse colo não esteja indisponível por minhas próprias conveniências!
Que Deus te abençoe e te faça compreender que, como participantes de sua família, temos laços afetivos com Ele e para com os irmãos.

IPR - Assis Jardim Aeroporto
João Carlos

ESTUDOS PARA JOVENS

Julho 15th, 2008

A Bíblia e o Adolescente

O termo adolescência não aparece nas escrituras mesmo porque não fazia parte do vocabulário da época. Ate então não era feita uma distinção deste período. A infância e/ou juventude abrangiam esse tempo. O livro de Eclesiastes fala dos jovens, que são vistos como fortes, capazes de vencer o mal… Enquanto se é criança, sabemos que a pessoa aceita os padrões e os valores dos pais sem oposição. Por isso, Pv 22:6 fala: "Ensina a criança no caminho em que deve andar e até quando for velho não se desviará dele". A criança é um ser dependente, ensinável. Realmente os conceitos aprendidos na infância são guardados e responsáveis pela estruturação do ser humano. Várias são as exortações bíblicas aos pais quanto ao ensino dos filhos. A correção nos momentos de erro é importante e os filhos também recebem exortação quanto ao honrar e obedecer aos pais.

O livro de Provérbios dá inúmeros os conselhos ao "jovem", à "criança", aos "filhos". Em Salmos 127:3, 4 lemos: "Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, o seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Bem aventurado o homem que enche deles a sua aljava". Isso mostra os filhos como dádiva de Deus, capazes de encher de felicidade a vida dos pais. No entanto, eles são como flechas e isso significa que seguirão o curso de vida determinado por seus pais. Na adolescência, os filhos buscam a independência, precisam afirmar-se. Começam a seguir o curso de sua própria vida com base no "lançamento" de seus pais, ou seja, e a partir do conhecimento adquirido na família e das relações estabelecidas aleque ele irá enxergar e enfrentar o mundo.

Vejamos mais alguns versos antes de outras considerações: Eclesiastes 11:9 "Alegre-te, jovem, na tua juventude, e recreense o teu coração nos dias da tua mocidade. Anda pelos caminhos que satisfazem o teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas essas coisas Deus te pedirá conta. Afasta, pois o teu coração desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade"

Eclesiastes 12:1 "Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venha os maus dias e chegue os anos dos quais dirás: não tenho neles prazer"

Diversas vezes encontramos exortações quanto à obediência aos pais:
Provérbios 6:20 "Filho meu, guarda os mandamentos do teu Pai e não deixes a doutrina da tua mãe. Quando caminhares isto te guiaras; quando te deitares, te guardara; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada e a instrução é luz, e as repreensões da disciplina são o caminho para a vida"

Por ultimo relembro que o único episodio narrado de Jesus quando criança dói ao doze anos, isto é, na adolescência. A bíblia nos relata em Lucas 2:42 que, durante uma festa em Jerusalém, Jesus foi ter com os escribas e mestres da lei e, ensinava no meio deles. Seus pais iniciaram a viagem de volta para Nazaré e só então deram falta dele. Voltaram e o acharam no templo e todos se encantavam com seus ensinos sobre as escrituras. Também achamos a descrição de que ele: "crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens".

Podemos assim verificar que grande é o potencial intelectual no período da adolescência. Realmente é a fase de maior desenvolvimento, considerando-se os sujeitos normais. Neste episodio da vida de Jesus, observamos algo comum na fase da adolescência: o "esquecimento" dos pais. Na minha pratica com essa faixa etária, noto que os jovens reivindicam o tempo todo um cuidado da família, ainda que através da negação, oposição, rebeldia. É como se eles falassem "vai embora, eu não te quero…" só para se certificarem do amor e compromisso dos pais para consigo. O que na verdade pedem é: fique comigo mesmo se estiver errado; me oriente, seja meu amigo não só pelo o que faço, mas, pelo o que sou, por favor, diga que me ama! Nesse momento eles agridem os pais, mas querem ter a certeza do amor dos mesmos. Concluo afirmando que essa é uma fase de maior necessidade da proximidade e do carinho, compreensão dos pais.

É pena que a maioria dos pais pensem o contrario. Eles enxergam o adolescente crescendo e procuram afastar-se. Fazem isso em nome da "liberdade" do filho (que o mesmo exige), ou porque não se sentem adequados para acompanhar os filhos (aqui entra a idade, os complexos individuais de cada pai), ou porque querem um pouco mais de liberdade para o próprio casal, uma vez que já cuidou daquele filho por anos e agora ele pode "se virar" (neste caso, os pais podem encher o filho de responsabilidades, deixando-o mais tempo fora do lar). Essa inversão de pensamento torna-se muito prejudicial, pois, o adolescente contesta o amor dos pais (no fundo para assegurar-se dele) e, os pais, não conscientes disso, acabam por não dar ao filho essa certeza, confirmando que eles são amados apenas pelo o que fazem, mas não pelo o que são. Isso leva o adolescente a se rebelar mais, se afastando do convívio familiar, partindo para delinqüência. No entanto, sabemos que não podemos pensar de forma unilateral, enxergando a "culpa" do afastamento dos filhos como um único resultado do comportamento dos pais. A bíblia exorta os filhos a serem obedientes. Isso mostra que são responsáveis por escolher qual atitude vão tomar. Por isso são tão acostumados a ouvir o que os pais dizem e aguardar os mandamentos dos mesmos e, os de Deus, que são universais.

Em Provérbios 6:20, vimos que os mandamentos devem estar atados ao coração, ou seja, o jovem deve estar afetivamente ligado a eles. O guardar os mandamentos é essencial, pois, como vimos, ele precisa ter limites, saber o certo e o errado, para poder contesta-los e afirmar-se, estruturar-se a partir de então. Devem estar pendurados no pescoço, que é à parte que liga a cabeça, cérebro, aos membros. Em outras palavras, os mandamentos aprendidos serão responsáveis pela mediação entre os pensamentos, questionamentos, vontades e ação do sujeito. Conseqüentemente, e, todos os locais, em qualquer atitude, essas instruções estarão direcionando a forma de agir do adolescente. "Porque o mandamento é Lâmpada e a instrução é Luz…", ou seja, as instruções dadas impedem que o nosso futuro adulto ande as escuras dependendo de ouvir os ditos do grupo ou de outros para ser. Finalizando, surge a importância da repreensão, como algo que mostra o caminho para a vida. Um outro erro dos pais refere-se ao achar que a correção afasta os filhos. No entanto vemos que eles precisam da mesma para conseguir caminhar sozinhos, "ter chão" e poder fazer novas considerações. O tempo todo vimos que o adolescente apenas testam limites, apenas explora o local que ele se encontra para, dessa vez conhecida, desvendada o poder de caminhar sozinho a jornada da vida.

namoro ou amizade

Julho 14th, 2008

Namoro e a Vontade de Deus

 

"Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". (Mt 6.9,10)

A vida cristã é fundamentalmente um relacionamento com o Criador. Nesse relacionamento, através de Jesus Cristo, Deus nos dá abundante vida. Nesse relacionamento, ainda, o cristão é dependente de Deus, feito uma nova criatura, e se torna servo para atualizar a vontade de Deus em sua vida. E como o princípio básico é o serviço, Deus expressa a Sua vontade, e o faz soberanamente, e nós buscamos cumpri-la,. Para nós, portanto, é uma prioridade. Assim, a Escritura Sagrada o declara: "aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" . Isso nos traz a realização de uma promessa que se encontra em Hebreus 10.36: "Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa". Então, onde entra a família, ou o crente em vias de formar a sua família, o seu lar, em termos de preparo para o casamento, e de realizar a vontade divina no namoro, e no noivado, e no seu próprio casamento, tenha ele um, dois anos, alguns meses apenas, ou muito tempo de casado?

BUSCANDO A VONTADE DE DEUS NO NAMORO (Sl 37.4)
Namoro é coisa moderna. No passado não era assim, em algumas culturas, ainda hoje, também não é assim; não havia nem há namoro. O casamento era arranjado pelos pais, pois havia muitas conveniências envolvidas, questões econômicas, patrimoniais (para que não houvesse divisão de terras, de posses, os casamentos eram feitos, quantas vezes, dentro das próprias famílias), havia questões políticas. Gilberto Freyre fala em seu Casa Grande e Senzala a respeito de mocinhas que se casavam com doze, treze anos com homens bem mais velhos, com trinta e tantos, quarenta e tantos anos. Ele diz com uma nota de muita tristeza que quando essas meninotas/esposas estavam com 22, 23 anos já eram mães de muitos filhos e praticamente mulheres acabadas, sendo que muitas morriam bem cedo. Pobres bisavós e trisavós nossas.. Até se chegar aos dias de hoje, até, portanto. à escolha individual do namorado ou namorada, um longo caminho foi percorrido.
Namoro é uma etapa para conhecimento recíproco da natureza, da consistência e da estabilidade dos sentimentos que estão envolvidos e dos que a ele deram origem. Infelizmente, e com freqüência, o namoro se torna uma corrida mal orientada e desenfreada, que termina com um casamento às pressas. É uma fase importantíssima pelo fato de conduzir a um aprofundamento de relações que é o noivado. É uma fase de educação de sentimentos, de abrir muito os ouvidos e os olhos.
Aliás, "namoro" é palavrinha interessante. Vem do verbo "enamorar-se", ou seja, "sentir amor por alguém, e inspirá-lo a alguém". É via de mão dupla. Namorar é buscar amor; é o vestibular do casamento; é período de conhecimento; é período de relacionamento social, e intelectual, e psicológico, e, também, espiritual. As famílias começam a se relacionar, e, assim, cada um vai descobrir quais os valores éticos, morais, comportamentais da família do outro. E não se iluda não, esses fatores que a família tem vão influenciar no casamento. Como é o lar, como se conduzem, como se comportam o pai, a mãe, os irmãos?. Em Ezequiel 16.44 está registrado que "tal mãe, tal filha", dito que têm uma variação na sabedoria popular. Dizem que se você quiser saber como vai ser a sua esposa daqui a vinte anos, é só olhar para a mãe dela.
Compete aos pais a orientação para o amor. Namoro prematuro, precipitado, pode ser bonitinho, mas, também, altamente problemático. O envolvimento sentimental é forte demais para a cabecinha da garota, e para o coração do rapazinho.
É vontade de Deus que você O busque com respeito ao namorado ou a namorada, pois não o diz Amós: "Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?". Isso vale para o namoro também. É por essa razão que é preciso começar do modo certo. E voltando à Palavra de Deus:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso".

É vontade de Deus que Jesus Cristo esteja incluido no namoro, bem no meio de vocês dois: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus". "…Para a glória de Deus" inclusive o namoro. É vontade de Deus que você encare o namoro com muita seriedade.
E Ele deve confirmar o namoro? A resposta só pode ser Sim, por isso há princípios de orientação para quem já está namorando ou se encaminhando para isso. O primeiro é o senso da vontade de Deus. Porque Deus evidencia o que é bom e o que não serve, o que tem esperança de mudar, e o que não a tem. Se você começa a namorar, e acha que vai ser "missionária" àquele rapaz, e acha que ele vai mudar, e ele não muda, não case! Nem noive, porque muito provavelmente seu casamento vai ser problemático como o seu namoro está sendo. Por esse motivo, a Bïblia usa uma expressão sempre repetida: Esperar No Senhor." Você precisa "esperar no Senhor"; às vezes, espera-se muito no Antônio, no João, na Rosinha, mas ninguém quer esperar no Senhor até que Ele apresente a Sua vontade. Muitos não querem, e pegam o ônibus errado, e se dão mal mais adiante no casamento: o Senhor mostra o bem e o mal, o certo e o errado.
Outro princípio no namoro é o senso da afinidade mútua de valores. Você precisa ter os mesmos valores que ela, e vice-versa, o que você aprendeu na escritura precisa ser o valor também dele ou dela, os espirituais, mentais e físicos. Aí toca o enorme problema do namoro misto. Deve o rapaz namorar uma moça fora do círculo cristão? Uma moça crente deve namorar um rapaz fora do seu círculo? Minha opinião pessoal, referendada na Bíblia é "não", porque a Bíblia diz "Não vos ponhais em jugo desigual" , pois muita lágrima vai ser derramada, muito coração vai sangrar quando você, jovem cristão ou cristã, tiver interesse numa atividade evangelística (o dia de culto mesmo), e ele ou ela vai para outro lugar ou atividade que sua consciência não está pedindo.
O namoro deve ter, então, um alicerce espiritual. Pecar contra o corpo é pecar contra o Espírito; mas Deus se preocupa com esse assunto, e, assim, você não está só. Naquele momento mais quente do namoro, lembre-se que você não está só, pois tem o recurso da oração, e de dizer "basta!" Aliás, quem estabelece limites é a moça, não esqueça! É ela quem vai dando limites, e o primeiro limite da moça cristã (e, de resto, de qualquer moça) é "Pára aí! Não, senhor; não é hora, não; não é agora, não; e não é assim, não!" Por outro lado, no namoro tudo deve ter o aval do Senhor.
Quando Cristo é o Senhor, problemas de abrasamento e precipitação são controlados e dominados. Sem Jesus Cristo, porém, vai ficar muito difícil, terrível e desesperançosamente difícil o namoro ter dignidade e propósito

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