Jesus de Nazare

INQUISIÇÃO

Julho 25th, 2008

                                    INQUISIÇÃO

 

Inquisição, instituição judicial criada, na Idade Média, para localizar, processar e sentenciar às pessoas culpadas de heresia.

No século XII, como resposta à heresia albigense, o papa Inocêncio III organizou uma cruzada contra esta comunidade. No entanto, não foi muito eficaz. A Inquisição oficializou-se em 1231, no papado de Gregório IX. Os inquisidores eram franciscanos ou dominicanos, nomeados diretamente pelo papa.Os acusados eram obrigados, sob juramento e tortura, a concordar com as acusações, tornando-se, assim, seus próprios acusadores. O depoimento de duas testemunhas bastava como prova de culpabilidade. Em 1252, o papa institui a prática da tortura para obter a verdade dos suspeitos. Caso o herege se apresentasse por vontade própria, os castigos seriam menores.Os castigos e sentenças se proclamavam, em cerimônia pública, no fim do processo (Auto-de-Fé). Os castigos podiam ser uma peregrinação, um suplício, uma multa, o confisco das propriedades, detenção, prisão perpétua ou morte. Uma vez que os albigenses foram controlados, em fins do século XIV, a atividade da Inquisição arrefeceu.Em 1542, alarmado pela difusão do protestantismo, o papa Paulo III recrudesceu a Inquisição e estabeleceu o Tribunal do Santo Ofício. Mais livre do controle episcopal que seu predecessor Gregório IX, Paulo III começou a se preocupar com a ortodoxia dos textos teológicos e eclesiásticos.Em 1555, o papa Paulo IV empreendeu violenta perseguição contra suspeitos de heresia, incluindo bispos e cardeais. Em 1559, elaborou a primeira listagem de livros que atentavam contra a fé e a moral: O Índice de livros proibidos (Index livrorum proibitorum).A Inquisição espanhola que, como as inquisições de muitos países europeus, já vinha acontecendo há mais de um século, formalizou-se em 1478, através de um decreto dos reis Fernando V e Isabel I. Tinha o objetivo de se ocupar do problema dos judeus e, mais tarde, dos muçulmanos convertidos ao cristianismo. A Inquisição espanhola foi um poderoso instrumento nas mãos do Estado, servindo mais a este do que à Igreja. Tornou-se, também, conhecida pela crueldade e obscurantismo. O Dominicano Tomás de Torquemada, o mais famoso inquisidor-mor, executou milhares de supostos herejes. A Inquisição acabou na Espanha em 1843.Portugal repetiu o mesmo processo de violência inquisitorial. Os judeus espanhóis, fugindo da perseguição e da morte que os ameaçava na Espanha, atravessaram a fronteira após pagarem, por cabeça, uma soma em dinheiro ao rei D. Manuel I. Mais tarde, estes judeus foram submetidos ao batismo forçado e as crianças separadas de seus pais e levadas para os arquipélagos de Açores e Madeira para, junto a casais católicos, cresceram na fé cristã. Portugal instalou seu Tribunal do Santo Ofício no Rossio, em Lisboa, e repetiu o drama de autos-de-fé encerrados com seres humanos na fogueira. Se o acusado, antes de o fogo ser aceso, confessasse sua culpa, era garroteado para não ser queimado vivo. Mesmo assim, as chamas cumpriam seu papel de acabar de purgar os pecados e o fogo era aceso para consumir o corpo. Até meados do século XVIII, a inquisição funcionou em Portugal, mantendo a penalização de matar, garroteado ou queimado, os suspeitos de serem judaizantes ou heréticos.

Calcula-se que a Inquisição, que pode ser considerada o movimento fundamentalista cristão, matou cerca de 350 mil pessoas na Europa.

A CRUZ DE JESUS, O FRAJELO.

Julho 25th, 2008

                                         A CRUZ

   

Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso
francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender
realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e
dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e
durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever
sem presunção."

01.Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas - orava
mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer
pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o
faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um
fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é
necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento
causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a
angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem
ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas
veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura
ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a
terra.

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio
de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam
Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua
com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e
de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura.
Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas
hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue
espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se
esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de
náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no
alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que
aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam
sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os
cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão
feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o
grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca
vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés
descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os
soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus,
fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E
os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a
viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o
condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.
Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não
sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de
anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido
adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas
postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como
aquela dor atroz não provoca uma síncope?
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se
incrustam de  pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da
cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira
para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos
pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso
de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a
madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo
instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente
na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que
Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu
pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe
atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou
seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido
provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se
o nervo tivesse sido cortado!
Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi
destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o
prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente
como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.
A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes.
Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus,
colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o
tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam
o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima
esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da
grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus
inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de
apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam
pontadas agudíssimas.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde
anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca
está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe
queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a
ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os
militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz
no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que
vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos
se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível
crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania,
quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em
ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os
respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com
um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos
pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido
pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e
enfim em cianítico.
Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais
esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.
Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um
ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se
eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A
respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto
recupera a palidez inicial.
Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não
sabem o que fazem".
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.
Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que
quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu
corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.
Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se
abaixa.
Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleva para
respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura
que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o
latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus,
porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida
num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.

"Ele fez tudo isso por amor a você e a mim.

TEOLOGIA DE DEUS

Julho 18th, 2008

Teologia é a doutrina ou ciência de Deus. A Teologia cristã, aquela que mais nos interessa, é, na aceitação geral, a ciência da religião evangélica, como se acha ela revelada na Bíblia, desenvolvida na História, e continuada na vida progressiva da igreja cristã. Religião e Teologia estão uma para com a outra na relação de vida e conhecimento, de prática e teoria. Um cristão é, necessariamente, participante da revelação de Cristo acerca de Deus: a fé baseia-se no conhecimento, e fazer teologia é simplesmente tornar a fé intelectualmente fortalecida, é definir e sistematizar o conhecimento sobre que ela repousa e para o qual ela, por sua vez, guia o crente. As principais divisões, ou aspectos do estudo teológico, são a parte bíblica, a sistemática, a histórica e a prática. Entre estas, repousando o Cristianismo sobre a revelação contida nas Escrituras, é primária e fundamental a Teologia bíblica ou exegética, pois o principal trabalho do teólogo é interpretar e sistematizar o ensino do Antigo e Novo Testamentos. De um modo claro, a Teologia bíblica divide-se em Teologia do Antigo Testamento e Teologia do Novo Testamento, tratando a primeira da progressiva revelação de Deus ao povo hebreu, tendo a segunda o seu ponto culminante em Jesus Cristo. Não achamos uma Teologia no A.T. - achamos uma religião: noções religiosas, e religiosas esperanças e aspirações. Somos nós próprios que fazemos a Teologia, quando damos a essas idéias e convicções religiosas uma forma sistemática ou metódica. Portanto, o método deve ser histórico - a Teologia do Antigo Testamento é, realmente, a história da religião de israel, como vem ali descrita. o Dr. Davidson distingue cinco grandes períodos históricos: l. Antes do Êxodo. 2. Desde o Êxodo à profecia escrita, 800 a.C. 3. Desde o ano 800 até ao exílio, 586 a.C. 4. Desde o exílio até ao encerramento do Cânon profético, 400 a.C. 5. Desde o ano 400 até à Era Cristã. A literatura do A.T. é, nas suas distintas partes, fixada nestes períodos, e foi por meio de cada um deles que se deu o aumento das grandes idéias religiosas: a doutrina acerca de Deus, do homem e do pecado, da redenção e últimas coisas. Semelhantemente, o N.T. é mais um livro de religião do que de teologia. Mas a vida religiosa que a sua literatura nos oferece tem estas duas características: essa vida é a de uma única geração do homem, sendo ela absolutamente dominada e formada por Jesus Cristo. o N.T. é o testemunho dos apóstolos acerca do Salvador. Pertence à Teologia do N.T. interpretar e sistematizar esse testemunho, colher dos escritos desses homens, a quem, na frase de Paulo, ele ‘apreendeu’, e de quem se assenhoreou, os seus pensamentos e as suas convicções com relação ao Divino Mestre, ao Seu ensino, e à Sua obra a favor do homem. A Teologia do Novo Testamento compreende sete divisões principais: l. o ensino de Jesus, segundo os evangelhos sinópticos. 2. o ensino de Jesus, segundo o quarto evangelho. 3. o primitivo ensino apostólico (At, Tg, 1 Pe, e 2 Pe). 4. A teologia de Paulo. 5. A teologia da epístola aos Hebreus. 6. A teologia do Apocalipse. 7. A teologia de João. ora, embora seja conveniente distinguir a Teologia do N.T. da Teologia do A.T., devemos considerar que estas não são duas, mas uma somente. Cristo veio cumprir a Lei e os Profetas: o Seu ministério e o dos Seus apóstolos apropriaram e completaram a revelação que tinha sido dada a israel por meio das Escrituras judaicas. Por esta forma são continuados os grandes temas religiosos. o que mais se distingue nos ensinamentos de Jesus, não falando no testemunho que deu de Si próprio, é a Sua revelação acerca da paternidade de Deus e a Sua doutrina relativa ao Reino de Deus: as principais verdades das quais estavam de posse os Seus discípulos e intérpretes são aquelas que se acham em conexão com a Pessoa e obra de Cristo: Cristologia e Soteriologia, ou o caminho da salvação. Nas sucessivas ‘teologias’ da igreja, que formam a ‘história da doutrina cristã’, têm estas verdades recebido força variante. À literatura apologética do segundo século, em que era defendido o Cristianismo contra os ataques pagãos e desvios heréticos, sucedeu a longa controvérsia quanto à Pessoa de Cristo, à Sua Encarnação, e à Trindade, sendo o resultado final de tudo isto a ‘fé universal’. (*veja Trindade. ) No ocidente houve controvérsias sobre o pecado e a graça, sendo assentado como único caminho salvador na igreja o ser-se justificado somente pela fé. Com estes três períodos acham-se relacionados os nomes de Atanásio, Agostinho e Lutero. Calvino sistematizou a Teologia protestante, acentuando de um modo especial a soberania de Deus. Deve-se acrescentar que, por toda a História, variante peso se tem dado a três fatores que têm atuado na formação da crença teológica: a autoridade da Escritura, a permanente direção do Espirito, e os direitos da faculdade intelectual. A Teologia de cada época deve interpretar e ter em consideração cada um dos três elementos. o incremento da literatura bíblica, especialmente de dicionários da Bíblia, desde que estes foram escritos, amplamente confirma o atual e principal debate. Este renovado estudo das Escrituras pode alterar-lhes a perspectiva, sem de alguma maneira prejudicar a sua autoridade. Podem levantar-se perigos no novo caminho - mas se a pessoa de Jesus permanece firme à nossa vista, e se as veredas do estudo bíblico forem fielmente e sem receio atravessadas, estando nós apoiados na própria declaração do Salvador de que as Escrituras ‘testificam de mim’, não perigará o futuro da Teologia. ‘o Senhor tem ainda muitas verdades para fazer brotar da Sua santa Palavra’ - e com a direção do Espírito Daquele que ‘ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre’, e sempre com profunda e crescente satisfação para o espírito, para o coração, e para a vontade, podem as gerações, umas após outras, aprofundar cada vez mais a significação da revelada graça de Deus em Jesus Cristo nosso Senhor

TEOLOGIA SISTEMÃTICA

Julho 18th, 2008

Teologia Bíblica e Teologia Sistemáticadiferenciações e observações

 

 

Enquanto cânon, a Bíblia é o livro sagrado do cristianismo. Uma biblioteca especial que encerra os pronunciamentos de profetas, sábios, salmistas, teólogos e redatores reais, legisladores, e uma série de personagens históricos. Há entre eles representantes da corte, do templo e do povo. Tratar a Bíblia como Palavra de Deus não deve diminuir o interesse por esses personagens como indivíduos que viveram em determinado tempo e lugar, sujeitos a determinadas concepções da vida, do mundo e de Deus. Cremos que falaram movidos pelo Espírito Santo (1 Pd 1,21), e que o que escreveram constitui Escritura (2 Tm 3,16), mas essas afirmações teológicas não devem impedir que aqueles mesmos autores sagrados sejam ouvidos naquilo que eles mesmos tinham a dizer ali e então. É justamente o que eles falaram que constitui a Palavra de Deus.

Teologia Bíblica como interesse pela teologia dos autores bíblicos

É quando o leitor da Bíblia se pergunta pelo sentido das palavras dos próprios escritores bíblicos que se apresenta o tema da Teologia Bíblica. A Teologia Bíblica está preocupada em prestar atenção às afirmações dos autores bíblicos, de acordo com seu tempo e lugar. Como os escritores bíblicos não viveram todos no mesmo lugar nem no mesmo momento, está atenta às suas diferenças de opinião teológica. Será se um legislador pensa como um profeta? Um salmista tem as mesmas concepções teológicas que um sábio? Não é difícil compreender que um escritor do ano 1.200 a.C. que viva nos primeiros anos da formação do que então viria a se tornar Israel, pense de forma diferente de outro escritor que viva cerca de 550 a.C., quando Israel já deixara de ser uma nação livre.

Costuma-se dividi-la em Teologia Bíblica do Antigo e do Novo Testamentos. A JUERP publicou dois livros muito bons sobre esse tema: Teologia do Antigo Testamento - questões fundamentais no debate atual e Teologia do Novo Testamento, de G. F. Hasel. Uma Teologia Bíblia do Antigo Testamento está interessada em pensar sobre os conceitos teológicos  dos autores do Antigo Testamento, e como os relacionavam à vida em todas as suas dimensões (social, política, econômica, religiosa, sexual, cultural, etc.). Por sua vez, a Teologia Bíblica do Novo Testamento  está interessada em ouvir os pronunciamentos teológicos dos autores do Novo Testamento. Claro está que se tratam de obras teológicas distantes no tempo. Ambas as Teologias Bíblicas sabem que, por mais comum que lhes seja o substrato cultural e religioso, as expressões teológicas do Antigo e do Novo Testamentos possuem peculiaridades que não podem ser negligenciadas. Mesmo dentro de um e de outro há peculiaridades que precisam ser observadas.

Se a levarmos a sério, chegaremos à conclusão de que a Teologia Bíblica não tem apenas um discurso. Numa palavra: cada livro da Bíblia possui sua própria maneira de compreender a vida, o mundo e Deus. Muitas vezes, por se tratarem de livros compostos por coleções de textos de vários escritores, um mesmo livro da Bíblia pode conter perspectivas diferentes sobre a vida, o mundo e Deus. Portanto, a Teologia Bíblica sempre prestará atenção àquele pronunciamento teológico específico registrado naquele texto bíblico que o teólogo examina. Cada autor bíblico representa um fenômeno histórico-social independente, muitas vezes relacionado a outros autores, a outros textos, a outros fenômenos histórico-sociais. Faz sentido, porque, a rigor, a tradição afirma que foram homens que falaram movidos pelo Espírito Santo. O que quer que tenham falado, está escrito. Ler o que falaram aqueles homens, compreender o que disseram, como criam, em que criam, por que criam e o que faziam com suas crenças é tarefa da Teologia Bíblica. São as delícias da Teologia Bíblica… que deve ser crítica e honesta consigo mesma.

Teologia Sistemática como sistematização teológica dos dogmas cristãos

Contudo, Teologia Bíblica não é a única forma com que os homens têm pensado a Bíblia. Na verdade, nem é a mais antiga. Por incrível que possa parecer, a preocupação com aquilo que diziam os autores bíblicos é mais recente do que a preocupação com o sistema teológico sustentado pela igreja.

Historicamente, o dogma cristão tornou-se mais relevante do que as formulações teológicas dos autores bíblicos. O sistema teológico cristão acabou tornando-se uma espécie de descrição da verdade, nos moldes do sistema cultural greco-romano onde foi gerado. R. B. Zuck tem publicado pela Vida Nova um livro chamado A Interpretação Bíblica. Ali se descreve como nos dois primeiros séculos do cristianismo a igreja criou um sistema de interpretação bíblica e sistematização teológica baseado na alegoria, na tradição e na autoridade. Zuck chega a afirmar que se dizia (Justino) que "o Antigo Testamento era pertinente aos cristãos. Mas essa pertinência (…) era percebida por meio da alegorização" (p. 39). Mas a única alegorização correta, dizia-se também (Ireneu), "é o da fé, preservada nas igrejas mediante a sucessão apostólica" (p. 40). No auge da definição do sistema, Tertuliano defendia que a autoridade da igreja devia impor-se às alegorizações não conformes à regra de fé (p. 40).

Parece que Zuck pensa descrever uma outra igreja. O sistema alegoria-tradição-autoridade teria durado apenas até a Reforma (p. 51). Se Zuck pensa realmente assim, parece incorrer em dois equívocos: primeiro, o processo de criação do sistema não pertence à história de outra igreja (cf. Compromisso. JUERP. 4/2001, p. 5.); segundo, a Reforma adotou o mesmo modelo sistemático. Não é de se estranhar que o primeiro movimento da Reforma seja por isso mesmo conhecido como Ortodoxia Protestante.

A Teologia Sistemática é parte da História da Igreja e está indissoluvelmente ligada a ela. A grande tentação da Teologia Sistemática sempre foi descrever Deus e as coisas de Deus - tentação a que se cede, não sem riscos, a partir do momento em que o teólogo sistemático tem da teologia aquela idéia de se tratar de estudo sobre Deus. Se para o teólogo sistemático, teologia é o estudo sobre Deus, então a Teologia Sistemática é, para ele, a sistematização do conhecimento de Deus. A Teologia Sistemática, nesse caso, possuiria conhecimento de Deus e das coisas de Deus e entenderia que sua missão seja apresentar esse conhecimento de tal forma detalhado que os crentes possam ter de seu Deus a melhor compreensão teológica possível.

Uma outra forma de se fazer Teologia Sistemática a trata como o estudo das formulações teológicas cristãs. Por consistir em formulações, é disciplina humana; por serem teológicas, tais formulações são fruto de reflexão sobre os conceitos históricos que a igreja tem de Deus; por ser cristã, é já um olhar teológico definido, histórico, hermenêutico. O que significa? Significa que a Teologia Sistemática não deve ser encarada como o conjunto das verdades de e sobre Deus, mas como esforço humano para pensar as expressões teológicas cristãs elaboradas no curso de sua caminhada. São as delícias da Teologia Sistemática… que deve ser crítica e honesta consigo mesma.

Teologia Bíblia versus Teologia Sistemática

São pronunciamentos radicais: enquanto a Teologia Bíblica reflete sobre um pronunciamento teológico histórico específico (o do autor [israelita ou cristão] de determinado texto bíblico [do AT ou do NT]), a Teologia Sistemática reflete sobre uma corrente teológica específica (a(s) tradição(ões) teológica(s) cristã(s)). Se a perspectiva for bíblico-teológica, talvez seja mais interessante um esforço de Teologia Bíblica. Se a perspectiva for histórico-eclesiástica, a Teologia Sistemática, ao lado da História da Teologia, pode contribuir para o esclarecimento de temas importantes da Teologia. Essas duas formas de fazer teologia têm seu lugar e importância

o livramento de Deus

Julho 14th, 2008

O testemunho de um muro

Uma das histórias mais emocionantes de todo o Antigo Testamento é sem dúvida aquela dos três jovens hebreus, Hananias, Misael e Azarias, na fornalha ardente. Ela está registrada em Daniel capítulo 3. O relato bíblico não menciona a data desse incidente, mas os achados arqueológicos nos ajudam a encontrar esse evento na história.

Uma das “Crônicas Babilônicas” registra que no 10o ano do reinado de Nabucodonosor houve uma rebelião contra seu império que logo foi sufocada. Provavelmente, esse foi o motivo da reunião relatada no capítulo 3 de Daniel.

Como teste de lealdade, o rei convocou todos os oficiais de todas as províncias de Babilônia (Daniel 3:2) para adorar uma imagem de ouro erigida por ele. Os jovens hebreus, que eram amigos de Daniel, não se prostraram perante a imagem por serem obedientes aos mandamentos de Deus (Êxodo 20:4-6; Levítico 19:4). Sem temer a morte, eles escolheram a infernal fornalha ardente em lugar de desobedecer a Deus.

É uma história inspiradora, mas com um grave problema. Segundo a Bíblia, este evento ocorreu na planície de Dura (Daniel 3:1), mas não havia nenhum local em Babilônia com esse nome! Daniel cometeu um erro? Como acreditar num livro que registra um incidente num lugar que nunca existiu?

É interessante notar que a palavra “Dura”, em acadiano, a língua de Babilônia, significa muro, parede. Curiosamente, a versão grega do Antigo Testamento, a tradução dos setenta (LXX), traduziu Daniel 3:1 como “na planície do muro, na cidade de Babilônia”. O que temos aqui é o empréstimo de uma palavra de um idioma (acadiano) para outro (aramaico). Como as palavras em inglês do nosso vocabulário: hardware, self-service, web, etc.

Porém, outra pergunta surge: Qual muro? Provavelmente Nimit-Enlil, a grande muralha externa construída por Nabucodonosor, muito famosa na antiguidade e descrita em detalhes por diversos historiadores.

Você consegue imaginar a cena? Uma multidão prostrada perante uma divindade e apenas três hebreus em pé com uma fé inabalável! Na mente de muitos, aquele local deve ter sido símbolo da integridade deles. E você? Tem feito a diferença nos locais por onde passa?

união

Julho 14th, 2008

                                               A união

Davi e Salomão são personagens bem conhecidos nas páginas do Antigo Testamento. Eles foram reis de Israel que contribuíram muito para a grandeza dessa nação. Mas quando Roboão, o filho de Salomão, assumiu o controle do reino, as coisas foram de mal a pior. Sua propaganda política não era nem um pouco empolgante, já que no “discurso de posse” ele deixou claro que seu perfil era ditatorial (1 Reis 12:14).

O estilo de governo de Roboão trouxe sérias conseqüências para a história de Israel. O povo não o seguiu e, como resultado, o reino foi dividido. O reino do norte (ou de Israel) era composto por dez tribos e tinha sua capital em Samaria. Já o reino do Sul (ou de Judá) era formado apenas pelas tribos de Benjamim e Judá, e sua capital era a conhecida Jerusalém.

Nessa mesma época, por volta do ano 930 a.C., o Egito estava sofrendo com um problema parecido. A 21ª dinastia teve uma dupla administração, uma em Tanis, no norte, e outra em Tebas, no sul. Era um período de decadência no país dos faraós. A tão valorizada arte egípcia não era nada nesse período e a força militar poderia ser vencida facilmente.

Esse quadro mudou rapidamente quando o faraó Sheshonk (ou Sisaque) subiu ao trono e deu início à 22ª dinastia conhecida como líbia. Ele reunificou o reino e estabeleceu uma política de encher os cofres vazios do Egito. De acordo com 2 Crônicas 12:1-12, esse faraó invadiu o reino de Judá no ano 925 a.C. Ali é nos dito que ele levou para o Egito tesouros do Templo, escudos de ouro da época de Salomão e muitos bens da casa do rei.

Curiosamente, numa das paredes do templo de Amon, em Karnak, pode ser vista hoje uma série de relevos e inscrições sobre as campanhas militares de Sheshonk. Uma parte da inscrição menciona um certo Judah Melekh (Rei de Judá), e provavelmente seja uma referência a Robão. Mais uma história bíblica confirmada pelas pás dos arqueólogos!

A arqueologia bíblica nos ajuda e exemplificar um conhecido ditado: A união faz a força! Israel enfraqueceu quando o reino foi dividido e o Egito voltou a ser forte quando se uniu. Sem dúvida, a união fez a diferença.

curiosidade

Julho 14th, 2008

A palavra Bíblia vem do grego, através do latim, e significa: livros

A Bíblia já foi traduzida por mais de 1500 línguas e dialetos.

No ano de 1250 o cardeal Caro dividiu a Bíblia em capítulos, que foram divididos em versículos no ano de 1550, por Robert Stevens.

A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600 anos.

É uma obra de cerca de 40 autores, das mais variadas profissões: de humildes agricultores, pescadores até
renomados reis.

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Esdras, Jeremias e Daniel que foram escritas em aramaico.

O Novo Testamento foi escrito em grego.

O Codex Vaticanus é provavelmente o mais antigo exemplar da Bíblia em forma completa.

A primeira tradução completa da Bíblia para o inglês foi feita por Wycliffe, em 1380.

Martinho Lutero foi o primeiro tradutor da Bíblia para a língua do povo alemão.

Na biblioteca da Universidade de Gottingen, Alemanha, existe uma Bíblia que foi escrita em 470 folhas de palmeira.

O Livro mais antigo da Bíblia não é o Gênesis, mas Jô. Acredita-se que foi escrito por Moisés, quando
esteve no deserto.

O primeiro Salmo encontra-se em II Samuel 1:19-27, uma elegia de Davi em memória de Saul e seu filho Jônatas.

A Bíblia contém 1189 capítulos e 31102 versículos.
Ester 8:9 é o maior versículo da Bíblia.

No livro de Ester e no livro de Cantares não se encontra a palavra Deus.

O Antigo Testamento termina com uma maldição, e o Novo Testamento termina com uma benção.

O último livro da Bíblia a ser escrito foi III São João.

Há 3573 promessas na Bíblia.

O livro de Isaías assemelha-se a uma pequena Bíblia: contém 66 capítulos; os primeiros 39 falam da
história passada, e os 27 restantes apresentam promessas do futuro.

Dos quatro evangelistas só dois andaram com Jesus; Marcos e Lucas não foram seus discípulos.

Todos os versos do Salmo 136 terminam com o mesmo estribilho: "Porque a Sua misericórdia dura para sempre."

O profeta que veio depois de Malaquias foi João Batista.

Judas foi o único dos doze apóstolos que não era Galileu.

João era o discípulo mais jovem dos doze.

Os versículos 8, 15, 21 e 31 do Salmo 107 são iguais.

Matusalém, o homem mais velho da Bíblia, morreu antes de seu pai, Enoque, que ascendeu ao Céu.

Ló era o pai de Moabe e Bem-ami, e também o avô dos dois porque "as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai". (Gen. 19:36-38)

42 mil pessoas perderam a sua vida por não saberem pronunciar a palavra Shiboleth. (Juízes 12:5, 6)
Adão não teve sogra.

A única idade de mulher que se menciona na Bíblia é a de Sara (Gên. 23:1)

A primeira cirurgia foi realizada por Deus, quando tirou uma costela de Adão. (Gên. 2:21,22)

Além de Jesus, Elias e Moisés foram os únicos homens que jejuaram 40 dias e 40 noites. (I Reis 19:8 e Deut. 9:9)

A arca de Noé tinha três andares. (Gên. 6:16)

O Salmo 119 é o mais longo da Bíblia, é um acróstico. Os 176 versículos acham-se divididos em 22 seções de oito versos cada uma, correspondendo a cada uma das letras do alfabeto hebraico.

Em Gate houve um homem de grande estatura, que tinha 6 dedos em cada mão e em cada pé. (II Samuel 21:20)

Elias teve o privilégio de comer uma refeição preparada por um anjo.

Existem muitos dados curiosos relativos às estatísticas bíblicas. Um dos números que mais aparece na Bíblia é o 7. Entre os Hebreus este número era considerado sagrado e símbolo da perfeição.

Noé tinha 600 anos quando terminou a arca.

O sábio Salomão deixou mais de três mil provérbios.

A operação matemática mais rendosa foi efetuada por Jesus quando multiplicou 5 pães e 2 peixes para alimentar a mais de cinco mil pessoas e ainda sobraram 12 cestos cheios.

Talento era uma moeda grega que valia o equivalente a uns mil e quinhentos dólares.

Judas vendeu a Jesus por 30 moedas de prata, equivalentes a uns 20 dólares.

Calcula-se que o presente que Naamã ofereceu a Eliseu, do qual Geazi finalmente se apropriou, equivalia a uns 48.000 dólares.

Tiago, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. Foi decapitado a espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.

Paulo, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma por ordem do tirano Nero.

Em I Samuel 17:18, o queijo é mencionado pela primeira vez na Bíblia.

Em juízes 14:18 encontramos um dos exemplos mais antigos de enigma.

Dois reis dos Amorreus foram postos em fuga por vespões.

A última cidade mencionada na Bíblia é a cidade santa. (Apoc. 22:19)

Salmo 117 é o capítulo mais curto da Bíblia

Salmo 118 é o capítulo que está no centro da Bíblia. Há 594 capítulos antes e depois do Salmo 118

O Versículo que se encontra no centro da Bíblia está em Salmo 118:8

manuscritos do novo testamento

Julho 13th, 2008

Língua e manuscritos do Novo Testamento Os escritos do Novo Testamento se utilizaram do grego coiné (comercial), amplamente conhecido e utilizado no século I, como conseqüência do império de Alexandre, o Grande. Esse idioma possuía muitos recursos lingüísticos e precisão técnica, não encontrados no hebraico, o que permitiu uma maior e mais rápida propagação dos textos entre os povos (assim como o inglês moderno, nos tempos atuais). O grego chegou a ser considerado pela Igreja Católica como a língua do Espírito SantoPrincipais manuscritos O Novo Testamento tem como característica principal uma imensa quantidade de escritos e evidências externas. Alguns manuscritos, entretanto, merecem destaque. São eles: Os papiros - produzidos quando o movimento iniciado pelos discípulos de Jesus ainda era ilegal. Datam dos séculos II e III d.C. e constituem valioso testemunho da veracidade do Novo Testamento, pois surgiram a apenas uma geração dos autógrafos originais. Seus representantes mais importantes são:·         p52 ou fragmento de John Rylands (117 - 118 d.C.) - encontrado no Egito, contendo parte do Evangelho de João;·         p45, p46 e p47 ou Papiros Chester Beaty (250 d.C.) - contendo quase todo o Novo Testamento (o p45 contém os Evangelhos e o livro de Atos dos Apóstolos; o p46, a maior parte das cartas de Paulo; e o p47, parte do Apocalipse);·         p66, p72 e p75 ou Papiros de Bodmer (175 - 225 d.C.) - igualmente importantes, incluindo-se entre eles Unciais cuidadosamente impressos e com muita clareza (o p66 contém parte do Evangelho de João e data do ano 200; o fragmento p72 contém cópias de Judas e de I e II Pedro; e o p75 contém a mais antiga cópia do Evangelho de Lucas (175 a.C.). Os Unciais - manuscritos em caracteres maiúsculos, escritos em velino e pergaminho. Constituem os escritos mais importantes do Novo Testamento, dos séculos III a V. Existem cerca de 297 Unciais, entre eles:·         Códice Vaticano - é o mais antigo dos Unciais (325 - 350 d.C.) e foi desconhecido dos estudiosos bíblicos até 1475, quando foi catalogado na biblioteca do Vaticano; contém a maior parte do Antigo Testamento (versão dos LXX) com os apócrifos e o Novo Testamento em grego;·         Códice Sinaítico (Álefe) - data do século IV e possui poucas omissões;·         Códice Efraimita - originou-se em Alexandria, no Egito, em cerca de 345 d.C.;·         Códice Alexandrino - data do século V;·         Códice Beza ou Cambridge - cerca de 500 d.C.; é o manuscrito bilíngüe mais antigo do Novo Testamento. Foi escrito em grego e latim; ·         Os Minúsculos - documentos escritos em caracteres minúsculos que datam dos séculos IX ao XV, somando mais de 4000 documentos, entre manuscritos e lecionários (livros muito utilizados nos cultos da Igreja, que continham textos selecionados da Bíblia para leitura, incluindo o Novo Testamento)..         

importantes significados

Julho 13th, 2008

Alguns termos importantes e seus significados ·       Antilegomena = Escritos bíblicos que em certo momento foram questionados;·       Apócrifos = Livros supostamente do Antigo Testamento, mas que não possuem embasamento para comprovar a autenticidade quanto a seu caráter profético;·       Cânon = Do grego "kánon", e do hebraico "kaneh", regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados;·       Epístolas = Cartas·       Evangelho = Caminho;·       Homologomena = Livros bíblicos aceitos por todos e que em momento algum foram questionados;·       Paráfrase = Tradução livre ou solta, onde o objetivo é traduzir a idéia e não as palavras;·       Pseudoepígrafos = Falsos escritos. Livros não bíblicos, cujos escritos se desenvolvem sobre uma base verdadeira, seguindo caminhos fantasiosos;·       Septuaginta = LXX de Alexandria. Bíblia traduzida para o grego por judeus e gregos de Alexandria, incluindo os livros apócrifos;·       Sinóticos = Síntese. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinóticos, pois sintetizam a vida de Jesus;·       Testamento = Aliança, Pacto, Acordo;·       Tradução = Transliteração de uma língua para outra;·       Variantes = Diferenças encontradas nas diferentes cópias de um mesmo texto, mediante comparação. Elas atestam o grau de pureza de um escrito;·       Versão = Tradução da língua original para outra língua.                       

veracidade do novo testamento

Julho 13th, 2008

Comprovando a veracidade do Novo Testamento Os manuscritos originais (autógrafos) não existem mais, e foram reconstituídos a partir de cópias produzidas pelos primeiros pais da Igreja primitiva, ainda sem denominação. Também foram utilizados nesta reconstituição os livros apócrifos, documentos não bíblicos e  comentários documentais dos mesmos pais da Igreja que produziram as cópias. Os originais desapareceram principalmente devido à fragilidade do material utilizado para escrever os livros, e pela ilegalidade do movimento, em seu início, o que implicava em perseguição à Igreja.A veracidade dos escritos, no entanto, pode ser comprovada historicamente pelos motivos abaixo: ·         Os Escritos de Marcos datam de 50 a 70 d.C.;·         Vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito, datando do século II, apenas uma geração após os autógrafos;·         Os escritos foram redigidos num momento muito próximo aos acontecimentos que os geraram;·         Existem cerca de 5400 escritos do Novo Testamento;·         O estilo dos escritos confere com aqueles utilizados no século I (grego coiné)·         Inscrições e gravações em paredes, pilares, moedas e outros lugares são testemunhos do Novo Testamento;·         Lecionários, que eram livros muito utilizados nos cultos da Igreja, continham textos selecionados da Bíblia para leitura, incluindo o Novo Testamento (Séc. IV - VI);·         Os livros apócrifos, apesar de não canônicos, apresentam dependência literária dos textos canônicos, chegando a imitá-los no conteúdo e forma literária, e citam vários livros que compõem o Novo Testamento;·         Os primeiros pais da Igreja comentam e fazem citações de praticamente todo o Novo Testamento. Vale lembrar que os Evangelhos, que inauguram o Novo Testamento e contém os ensinamentos de Jesus, o Cristo, foram escritos por testemunhas oculares, à exceção do Evangelho de Lucas.  

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